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Tragedia maritima - vol 3

Tragedia maritima - vol 3

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AGOSTINHO, José - Tragedia maritima, romance historico. Porto: Livraria Figueirinhas, editora, 1908.
AGOSTINHO, José - Tragedia maritima, romance historico. Porto: Livraria Figueirinhas, editora, 1908.

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Published by: Maria do Rosário Monteiro on Mar 24, 2013
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10/29/2013

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original

 
l
,
'
JOSÉ
ft605TifiHO
ROffiHRCE
·HISTORICO
-
3.o
UOhUffi€
PORTO
hiororia
~igueirinhos-EiJitora
75,
Rua
Das
Olloelras,
77
1908
 
I
,.
'
.
••
.
'
"•
...
VI~
Nunca!
Q
VELHO FIDALGO
aparecera a sua filha
com
me
.
nos
austeridade
do
que ancia,
d'olha1·
inquieto.Não quizera testemunhas para a sua conversa
·e,
sós
assim naquela sala enorme, que parecia umacatacumba, as primeiras palavras tinham-nos assustado a ambos,
como se
não fôra nenhum
dellEs
quemas tivesse proferido. ·
E'
que, a principio, falavam
seJn
ter
um rutnocerto, afinal.D. Garcia duvidava.Leonor de Sá temia.Entretanto, o exordio
do
fidalgo fôra longo eindiréto.D. Garcia ponderou
os
seus annos e a vida di·ficil da India. Depois
s
em
relevo o valor de
Luís
Falcão e o seu
diTeito
de
ir
para o Reino descançare colher o que tinha semeado.Nisto parou, fitando a filha.A amante
do
Sepulveda estava lívida,
mas
serena.D. Garcia, tão lívido e menos tranquilo, proseguiu:
 
I
~
6
TRAG2DIAMARITIJIA
. -Pelo que, filha,
é
tempo de
di~erdes
de vós,
como
prometestes, quando Luís
falcão
aqui estava,.pois elle quer
com
justiça realisar
já
o que não
póde
nem deve sofl'er mais delongas.
Por
mim tenho tudoaparelhado : dote e enfeites. ·
E,
como
ella não respondesse logo, prec.isoucompletamente a pergunta :
-Dais
então o vosso sim, senhora e filha?
Leono1·
de
abateu um pouco a fronte e
mur-
. murou, aflita, perdendo muito a rispidês
do
porte:
-Pai
e senhor, ·nunca
s·erei
de
Luís ]falcão
!
D. Garcia ergueu-se funebre de côr e insistiu :
-Falareis
claramente
?
-Nunca,
por meu mal, poderei responder-vosdoutra maneira. _-Leono1·! Leonor! Não tereis vós ensandeci
do?
rompe11;
logo elle
·com
a veemencia
dos
que nãoencontram uma ideia no auge dum desespero. A filha não respondeu.O fidalgo cerrava
os
punhos e cresciR para ella,dementado. .Mas ainda pretendeu discutir, convencê-la.Serenou á força.Sentou-se com
ar
obstinado.Depois, a meia voz,
no
tom cavernoso das angustias
r~primidas,
soltou palavras e argumentos.:-Sabeis que dei a minha palavra, e
á
sua palavra nunca falta um fidalgo português e muitô menos D. Garcia de Sá. Palavra honrada, hei-de
CUJl!-
pri-la. Que nem tendes a desculpa
do
coração, poisa outro
não tendes dado.
Para
que vos guardais?
Para
freira
?
Se monja sempre
disseste&
não quer'erdes ser, onde encontrais melhor partido
do
que
Luís
Falcão,
l1omem
ainda
moço,
rico, cheio de fama ede prestigio e o qual não fica
na
India e
vos
levará
respeitada
á
Côrte onde sereis feliz e
aà;mirada_?

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