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Ciência Política - John Lock

Ciência Política - John Lock

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JOHN LOCK 
BIBLIOGRAFIA
1632 - Locke nasceu em uma família burguesa de comerciantes, 44 anosdepois de HOBBES.
Cresceu numa era de revolução sangrenta.
Seu pai era advogado puritano e pertenceu ao exército do parlamento.
Locke formou-se em medicina na Universidade de Oxford – baseava seutratamento das doenças na observação empírica dos seus pacientes.
Locke valorizava a experiência como fonte de conhecimento, por issoescreveu uma obra filosófico-empirista : “Ensaios sobre a Lei da Natureza”.CONTEXTO HISTÓRICO - Século XVII
Marcado pelo antagonismo entre a
Coroa
e o
 Parlamento
, controladosrespectivamente pela dinastia
 Stuart 
, defensora do
absolutismo
, e a
burguesia ascendente
, partidária do
liberalismo
.
Em 1660, com a morte do Lorde Protetor (Cromwell), a Inglaterra se vêenvolvida em nova crise política, e para evitar uma nova guerra civil, foirestaurada a monarquia com o retorno dos Stuarts ao trono inglês, comCarlos II.
1666 - Ingressou no círculo político e intelectual tornando-se médico deAnthony Ashley Cooper, posteriormente Conde Shaftesbury.
 Nesse período começou a escrever ensaios sobre o entendimento humano,no qual trabalhou durante quase 20 anos.
Em 1680, no reinado de Carlos II, o Parlamento dividiu-se em dois partidos:
os
Tories
representando os conservadores e os
Whigs
representando osliberais
Conde Shaftesbury representava cada vez mais os interesses do parlamentoopondo-se a Carlos II que o destituiu dos cargos.
Shaftesbury rompe com Carlos II e na luta contra o rei é vencido. Vai para oexílio na Holanda em 1681, onde falece. Locke também é perseguido e vai para a Holanda, onde passa os próximos cinco anos, que foram decisivos para a sua formação como filósofo político.
A crise da Restauração chega ao auge no reinado de Jaime II, soberano
católico
e
absolutista
. Os abusos reais levaram à união dos Tories e dos
 
Whigs, que aliados a Guilherme de Orange, organizaram uma conspiraçãocontra o monarca papista.
Em 1688, Guilherme de Orange aporta no país com o lema
“Em defesa da Liberdade, do Parlamento e da Religião Protestante”
e, após deposição deJaime II, recebe a coroa do Parlamento. O retorno de Locke, que comoopositor dos Stuarts se encontrava refugiado na Holanda, só ocorreu depoisdisso.
John Locke foi um dos principais representantes da revolução ideológicailuminista e teve com principal obra o segundo tratado do governo civil, para ele, contemporâneo da Revolução Gloriosa, os homens possuem avida, a liberdade e a propriedade como direitos naturais, para preservar esses direitos, deixaram o “Estado de Natureza”, que é a vida mais primitivada humanidade e estabeleceram um contrato entre si criando o governo e asociedade civil. Assim, os governos teriam por finalidade respeitar osdireitos naturais e, caso não o fizessem, caberia à sociedade civil o direitode rebelião contra o governo tirânico. Em síntese demolia-se o sustentáculodo estado absolutista, intovel e acima da sociedade civil, comodefenderam Maquiavel, Bossuet e principalmente Hobbes. O filósofonegava o direito dos governantes do autoritarismo e a aplicação do direitodivino, além de outras prerrogativas fundamentadas em preconceitos. Comsua obra, Locke definiu as bases da democracia liberal e individualistas, queserviria de referência para a elaboração da constituição dos EUA em 1787.
John Locke transferiu o racionalismo para a política, para a análisesocial. A partir da crítica e da razão, formulou a concepção da bondadenatural humana e sua capacidade de construir a própria felicidade, idéiasque confrontavam com as bases teóricas do estado absolutista. A volta àcrença na capacidade racional humana e a necessidade de superação dosentraves tradicionais e incentivar a oposição à velha ordem. O anseio por liberdade e pelo rompimento com o antigo regime fizeram dos grandes pensadores desse período os responsáveis pelo “século das luzes”.
Obra: SEGUNDO TRATADO SOBRE O GOVERNOCIVIL
 
PRIMEIRA PARTE
Do Estado de Natureza
todos os homens se acham em um estado de perfeita liberdade. Todosiguais e independente; ninguém deve prejudicar a outrem na vida saúdeliberdade ou posses.
 
Todos tem o direito de castigar o ofensor tornando-se executores da lei.
Como o homem irá julgar seus amigos e parentes?
“ O governo Civil é o remédio acertado para os inconvenientes do estadode natureza.
Do Estado de Guerra
Estado de guerra é um estado de inimizade e destruição.
A razão ordena considerar como inimigo aquele que tenta nos arrebatar aliberdade; quem tenta escravizar a outrem põe-se com ele em estado deguerra.
A falta de um juiz comum com autoridade coloca todos o homens em umestado de natureza. A força sem o direito sobre a pessoa provoca um estadode guerra com ou sem juiz.
Hobbes dizia que estado de natureza e estado de guerra eram idênticos poisnão havia autoridade.
Da escravidão
A liberdade dos homens sob governo importa em Ter regra permanentecomum a todos os membros dessa sociedade.
A liberdade é tão necessária à preservação do homem que não lhe é dadodesfazer-se dela.
O homem não possuindo o poder da própria vida não pode escravizar-se .
Da Propriedade
Cada homem tem uma propriedade em sua própria pessoa e a esta ninguémtem qualquer direito senão ele mesmo.
Pelo trabalho processa o que a natureza lhe proporciona.
Os bens pertencem àqueles que lhes dedicou o próprio trabalho.
A extensão de terra que o homem é capaz de plantar melhorar e cultivar lhe pertence : é sua propriedade.
Todo homem deve Ter tanto quando possa utilizar.
O trabalho provoca a diferença de valor em tudo quanto existe.
Dinheiro
 – algo de duradouro que os homens podem guardar sem estragar e por consentimento mútuo recebem em troca os sustentáculos da vida ,úteis mas perecíveis.
SEGUNDO TRATADO SOBRE O GOVERNO CIVIL
SEGUNDA PARTE

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