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Noções de Direito Constitucional

Noções de Direito Constitucional

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Direito Constitucional para Concursos
Direito Constitucional para Concursos

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Este Título é o mais simples da Constituição e seusartigos estão entre os mais requisitados nas provasde diversos concursos públicos. Convém que você oleia cuidadosamente e várias vezes.
1. F
UNDAMENTOS
 
DA
 R
EPÚBLICA
 F
EDERATIVA
 
DO
B
RASIL
 Art. 1
o
 - A República Federativa do Brasil, formadapela união indissolúvel dos Estados e Municípios edo Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrá-tico de Direito e tem como fundamentos:I - a soberania;II - a cidadania;III - a dignidade da pessoa humana;IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;V - o pluralismo político.
Parágrafo único
 - Todo o poder emana do povo, queo exerce por meio de representantes eleitos ou dire-tamente, nos termos desta Constituição.
Da leitura deste artigo depreende-se o seguinte:
a)
 
Forma de governo
 do nosso país:
República
Isto significa:* Representantes eleitos pelo povo.* Mandatos eletivos temporários.* Agentes políticos passíveis de responsabilizaçãopor seus atos.* Existência de soberania popular.* Repartição de poderes.
b)
 
Forma do Estado
 
Brasileiro:
 
Federação
Ou seja: formado por um conjunto de Estados-mem-bros com relativa autonomia para se organizar políti-ca e juridicamente e regular os assuntos compreen-didos por suas atribuições.Existem, então, pelo menos duas ordens jurídicas quese sobrepõem: uma
nacional
, uniforme para todosos habitantes, e outra
regional
, vigorando apenas nointerior de cada território.O conceito moderno de federação surge com a forma-ção dos Estados Unidos da América, quando as trezecolônias se uniram em um só país para fazer frente àsmetrópoles da época, se inserindo no cenário mundial.Cabe também ressaltar que confederação não é umaforma de Estado, pois cada parte integrante dela pos-sui o direito de soberania (elemento de Estado).Embora a Federação por excelência seja aquela emque convivem as ordens jurídicas da União e a dosEstados-membros, a Constituição Federal de 88 in-seriu os Municípios e o Distrito Federal como
entesfederativos
.Importante, ainda, frisar que tais entes estão ligados
indissoluvelmente
, ou seja,
não existe direito de se-cessão ou separação
.Contudo, observa-se que o poder constituinte origi-nário não tem limite, pois ele parte da vontade dopovo, ou seja, o poder constituinte originário pode,por exemplo, instituir a pena de morte em tempos depaz, como também criar a secessão da federação.
c) A República Federativa do Brasil é um EstadoDemocrático de DireitoEstado de Direito:
· Todos estão submetidos à lei confeccionada por re-presentantes do povo, inclusive o próprio Estado;· Os poderes do Estado estão repartidos, e exercemmútuo controle entre si;· Os direitos e garantias individuais são solenementeenunciados.
Estado Democrático:
· Fundado no princípio da soberania popular, ou seja,o povo tem participação efetiva e operante nas deci-sões do governo;· Fundado na idéia da defesa dos direitos sociais, ouseja, busca de superação das desigualdades sociaise regionais e realização de justiça social.· Pluralidade partidária, pois em Estados de Exceçãohá a presença de um único partido, o partido queinstitucionaliza a arbitrariedade.
1. P
RINCÍPIOS
 F
UNDAMENTAIS
 
DA
C
ONSTITUIÇÃO
 
DO
 B
RASIL
1. Fundamentos da República Federativa do Brasil2. Tripartição dos poderes3. Objetivos fundamentais4. Relações Internacionais
 
d)
 Com relação aos
fundamentos
 da República Fe-derativa do Brasil expressos nos incisos I, II e IV,cabem os seguintes comentários:
Soberania
 - segundo Miguel Reale, é o “
poder deorganizar-se juridicamente e de fazer valer, dentrode seu território a universalidade de suas decisões,nos limites dos fins éticos de convivência”.
Pode-se entender soberania como o direito incontestede poder na seara interna de cada Estado.
Cidadania
 - é o
status
 da nacionalidade brasileiraacrescido dos
direitos políticos
, isto é, do direito departicipar do processo governamental, seja enquan-to candidato ao governo, seja enquanto eleitor. Con-forme ver-se-á no artigo 15, são excepcionalíssimasa perda e a suspensão dos direitos políticos.
Valores sociais do trabalho
 - são todos os direitosque possibilitam que o trabalho seja realizado comdignidade, entre eles, obrigação de uma remunera-ção justa e condições mínimas para o desenvolvi-mento da atividade.
Livre-iniciativa
 - significa que as pessoas possueminteira liberdade para possuir bens e para tentar de-senvolver empreendimentos de qualquer tipo, desdeque respeitem as normas legitimamente existentes.É uma característica existente na economia de mer-cado, ou seja, economia capitalista. A livre-iniciativaé um de seus elementos essenciais.
e)
Com relação ao parágrafo único, nos termos daatual Carta, o povo exerce o poder
indiretamente
 aovotar, de maneira
direta e universal
, para eleger osmembros do Poder Executivo (Presidente da Repú-blica, Governador, Prefeito) e os do Poder Legislativo(Congresso Nacional, Assembléia Legislativa, Câma-ra Municipal e Câmara Distrital).Por outro lado, existe também a possibilidade de opovo exercer
diretamente
 o poder ao decidir sobera-namente certas matérias que lhe são propostas.Como vimos anteriormente, na atual Constituição hápelo menos três institutos que garantem ao cidadãoo exercício direto do poder: o plebiscito, o referendoe a iniciativa popular. A presença dos mecanismos diretos e indiretos departicipação popular no processo decisório configu-ra o regime político de nosso país como uma demo-cracia representativa semi-direta.
2. T
RIPARTIÇÃO
 
DOS
 
PODERES
 Art 2
o
 - São Poderes da União, independentes e har-mônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judi-ciário.
 Assinala este artigo a
tripartição dos poderes
:
a)
 
Poder Executivo, na esfera da União
 - é exerci-do pelo Chefe de Governo que, no Brasil, assim comoem todos os países presidencialistas, é o Presidenteda República. A sua função
típica
, essencial, é admi-nistrar, mas também pode legislar (por exemplo: ela-boração de Medidas Provisórias ou de Leis Delega-das) e julgar (é o caso dos Tribunais Administrativos,como por exemplo, o Tribunal de Impostos e Taxas).
b)
 
Poder Legislativo
 - é exercido pelo parlamentoque, no Brasil, corresponde ao Congresso Nacional,composto pelo Senado Federal e pela Câmara dosDeputados. Sua função típica é a elaboração das leis,mas também administra (exemplo: possibilidade decriação ou extinção de cargos, empregos e funçõesrelacionadas aos seus serviços) e julga (compete àCâmara dos Deputados autorizar instauração de pro-cesso contra o Presidente e o Vice-Presidente daRepública e os Ministros de Estado; compete ao Se-nado Federal processar e julgar, nos crimes de res-ponsabilidade, essas mesmas pessoas e mais: osMinistros do Supremo Tribunal Federal, o Procura-dor-Geral da República e o Advogado-Geral daUnião).
c)
 
Poder Judiciário
 - é exercido pelos juízesdesembargadores e ministros do judiciário; além de julgar, o Judiciário pode, de forma atípica, legislar (por exemplo: elaboração de seu regimento interno) eadministrar (organização de suas secretarias e ser-viços auxiliares).
3. O
BJETIVOS
 
FUNDAMENTAIS
 Art 3
o
 - Constituem objetivos fundamentais da Repú-blica Federativa do Brasil:I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;II - garantir o desenvolvimento nacional;III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;IV - promover o bem de todos, sem preconceitos deorigem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras for-mas de discriminação.
Este artigo, de conteúdo programático, fixa metas aserem alcançadas
em longo prazo
. As enumeraçõesdesses objetivos fundamentais fornecem diretrizesnão apenas para o cidadão comum, mas, sobretudo
 
para as políticas governamentais.O candidato deve observar uma importante diferençaentre o art.1º e o art.3º da Constituição, pois o art.1ºdefine os fundamentos, isto é, requisitos que já per-tencem ao país, enquanto que o art. 3º define objeti-vos, metas, normas que devem ser cumpridas ao lon-go do tempo. Tem-se a idéia de que o direito é umagente transformador da sociedade para torná-la mais justa.
4. R
ELAÇÕES
 I
NTERNACIONAIS
 Art. 4
o
 - A República Federativa do Brasil rege-senas suas relações internacionais pelos seguintes prin-cípios:I - independência nacional;II - prevalência dos direitos humanos;III - autodeterminação dos povos;IV - não-intervenção;V - igualdade entre os Estados;VI - defesa da paz;VII - solução pacífica dos conflitos;VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;IX - cooperação entre os povos para o progresso dahumanidade;X - concessão de asilo político.Parágrafo único - A República Federativa do Brasilbuscará a integração econômica, política, social e cul-tural dos povos da América Latina, visando à forma-ção de uma comunidade latino-americana de nações.
Cabem aqui algumas observações:
Diferença entre defesa da paz e solução pacíficados conflitos:
Por defesa da paz entende-se como sendo o respeitoà ordem, ao
status quo
 estabelecido, já a soluçãopacífica significa o repúdio à guerra como meio dese evitar as mudanças. Pensemos: Hitler queria apaz, mas com ele no poder. Não era ele um defensor da solução pacífica dos conflitos.
Independência nacional
: é a não-submissão daRepública Federativa do Brasil a qualquer ordenamento jurídico estrangeiro.
 Autodeterminação dos povos
: pode ser traduzidacomo respeito à soberania dos demais países.
Não-intervenção
: por “intervenção” deve-se enten-der, sobretudo a invasão armada de um país estran-geiro, medida esta que tende a ser recusada pelolegislador constituinte.
Repúdio ao terrorismo
: o legislador refere-se, aqui,ao terrorismo
internacional
, que não encontrará gua-rida no solo brasileiro (neste sentido, há, por exem-plo, a previsão, em nosso ordenamento jurídico, deque o terrorista estrangeiro seja extraditado para opaís de origem).
 Asilo político
: é a proteção oferecida pelo EstadoBrasileiro aos estrangeiros que estejam sofrendoperseguição política em sua terra natal ou no paísem que estiverem. O oferecimento de asilo políticose coaduna com princípio, que vigora internamente, dalivre manifestação do pensamento (art. 5
o
, IV, da CF).

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