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Reflexões sobre inferências

Reflexões sobre inferências

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12/11/2013

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COSCARELLI, C. V.
 
 Reflexões sobre as inferências.
Anais do VICBLA - Congresso Brasileiro de Lingüística Aplicada, Faculdade deLetras da UFMG, CD Rom, 2002
REFLEXÕES SOBRE AS INFERÊNCIAS
Carla Viana Coscarelli (Faculdade de Letras da UFMG) ABSTRACT
In order to read the reader must add some informationto the text, and this is what we will call inference. In this paper we will discuss very briefly the concept of inference, how, when, and why they are made.
KEY WORDS:
Reading; inference; cognition
0.
Introdução
 
 A noção de inferências é fundamental para quemquer entender o fenômeno da compreensão. Nestetrabalho apresentamos algumas das controvérsias queessa noção envolve. Consideramos inferências aquelasinformações que o leitor adiciona ao texto. Asinferências podem ser de muitos tipos, podem ser feitasem diferentes momentos da leitura e para fazê-las oleitor conta com dados do texto, elementos do seuconhecimento prévio, bem como da situaçãocomunicativa que juntos possibilitarão a ele fazer deduções, generalizações, entre outras operaçõesmentais necessárias à compreensão do texto.Neste artigo serão analisadas brevementequestões relativas a cinco perguntas polêmicasrelacionadas às inferências: o que são, quais, quando,como e por que são feitas.
 
 2
1.
 
O
QUE SÃO INFERÊNCIAS
?
 
Pode-se dizer que inferências são operaçõescognitivas que o leitor realiza para construir proposições novas a partir de informações que eleencontrou no texto.A noção de inferência tem sidousada para descrever operações cognitivas que vãodesde a identificação do referente de elementosanafóricos e exofóricos até a construção daorganização temática do texto. Essa excessivaabrangência do conceito de inferência é problemáticapara a caracterização desse fenômeno, pois reúne sobo mesmo título operações muito diversas, trazendoassim dificuldades para o estudo dele.Embora se possam encontrar noções comuns nosconceitos de inferência, como o fato de elas serem umaadição de informação nova ao texto, muitos delesapresentam pontos discutíveis e há diferenças entreeles, fazendo com que não haja consenso em relação ànoção de inferência.Um problema encontrado no conceito deinferência dado por McLeod (1977), por exemplo, éafirmar que inferências são feitas apenas nos casos dediscurso escrito. Isso significa que não se fazeminferências no processamento da fala?Para Morrow (1990), quando o leitor fazinferências, ativa e usa informações implícitas no texto.Já Yekovich
et. al.
(1990), acreditam que elas sejam“informações não dadas explicitamente no
input 
”. Oque não está explícito no texto não temnecessariamente de estar implícito nele. Nesses casos,então, haveria uma disparidade entre esses doisconceitos.
 
 3
Há também conceitos muito amplos que carecemde limites para evitar que a noção de inferência percaseu valor por ser vaga demais. Uma maneira decomeçar a estabelecer limites para esse conceito seriaacrescentando a ele duas condições. Uma delas seria acondição de a informação não-explícita no texto ser acrescida a ele pelo leitor e a segunda seria a de queesse acréscimo fosse feito respeitando-se asindicações do texto, e não seguindo cegamente asvontades do leitor.Essa segunda visão tem a vantagem de ajudar aestabelecer limites para o conceito de inferência,eliminando desse conceito as operações de referência,isto é, de acordo com essa visão não seriam tratadascomo inferências as relações anafóricas.Estabelecer limites para o que seja ou nãoinferência nem sempre é fácil. Muitos casos sãocontroversos. No entanto, na maioria das vezes, épreciso procurar os limites que o próprio texto podeestabelecer para o que seja ou não uma inferênciapossível.
2.
 
Q
UE INFERÊNCIAS SÃO FEITAS
?
 
Nos estudos sobre as inferências é grande a faltade sistematização em relação aos nomes dados àsinferências e aos critérios usados para classificá-las. Écomum, no entanto, a divisão das inferências em doistipos: conectivas e elaborativas. As inferênciasconectivas são aquelas feitas para estabelecer acoerência entre diferentes partes do texto. Já asinferências que não são necessárias para a coerência eque são feitas para enriquecer a informação textual sãoas elaborativas.

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