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A PEC 66/2012: novos direitos dos empregados domésticos

A PEC 66/2012: novos direitos dos empregados domésticos

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Discute as mudanças na situação dos empregados domésticos, com a aprovação da PEC 66/2012, que equipara os direitos destes profissionais aos dos demais trabalhadores; analisa os possíveis impactos das medidas aprovadas.
Discute as mudanças na situação dos empregados domésticos, com a aprovação da PEC 66/2012, que equipara os direitos destes profissionais aos dos demais trabalhadores; analisa os possíveis impactos das medidas aprovadas.

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Categories:Business/Law
Published by: João Batista Azevedo Jr on Mar 31, 2013
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08/16/2013

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A PEC 66/2012: novos direitos dos empregados domésticos
Foi aprovada recentemente a PEC 66/2012 que equiparou os direitos dostrabalhadores domésticos aos dos demais trabalhadores. A partir de agora osempregados domésticos tem direito a horas extras, adicional noturno, FGTS,etc. Atualmente já é obrigação do empregador fazer o registro em carteira, recolher o INSS (12% + 8%) e pagar ao menos um salário mínimo ao empregadodoméstico, que tem, naturalmente, direito ao descanso semanal remunerado,13º salário, férias e adicional de 1/3 sobre férias. Portanto, hoje o custo mensalmínimo de um empregado doméstico é de R$843,73.Há um grande debate na internet sobre o assunto e algumas opiniões nomínimo bizarras. Por exemplo, uma senhora argumenta que a equiparação dedireitos - e o aumento de custos resultante - não está correta porque "asempresas tiram do lucro e nós de nosso salário". Seria interessante vê-la usar este argumento para recusar-se a pagar o que é devido a outros prestadoresde serviço que provavelmente utiliza: cabeleireiros, motoristas de táxi, médicose dentistas, por exemplo.Em princípio, a equiparação é correta, mas há alguns pontos que merecem ser comentados.1. É preciso lembrar que direitos trazem como contrapartida deveres, o que éuma noção alheia ao modo de pensar de muitas pessoas. A nova lei implicatambém numa jornada de 44 horas semanais e, clama o senso comum, norigoroso controle do horário de trabalho e no inevitável desconto de faltas eatrasos,
como ocorre para os demais trabalhadores
. É possível quepara muitos trabalhadores domésticos isto signifique a impossibilidade deconciliar o emprego com suas obrigações familiares; são pessoas para asquais uma jornada de trabalho mais reduzida, flexibilidade do horário e atémesmo certa tolerância do empregador com relação a faltas e atrasosconstituem fatores essenciais para que possam exercer sua profissão.2. Ainda com relação ao horário de trabalho é provável que o controle sejafeito através de livro de ponto. Este deverá ser assinado pelo próprioempregado, registrando o horário real de entrada e saída, pois o registrouniforme invalida a marcação. Creio que deve haver inclusive o registro doshorários de entrada e saída no intervalo da refeição, caso contrário opagamento de horas extras poderá ser exigido em uma eventual açãotrabalhista.3. Fica a dúvida sobre a situação dos empregados domésticos que residem nopróprio local de trabalho. Parece-me que um certo paternalismo norteia asdecisões da Justiça do Trabalho no Brasil, onde via de regra o empregado évisto como um "coitadinho" vítima da ganância desmedida do patrão. Assim,é de se esperar que um número imenso de trabalhadores domésticos queresidem no emprego acionem os patrões, quando demitidos, reclamando

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