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CopyrightAutor: José Ortega y GassetTradutor: Herrera FilhoEdição eletrônica: Ed Ridendo Castigat Mores (www.jahr.org)
A REBELIÃO DAS MASSAS
Jose Ortega y Gasset 
ÍNDICE
ApresentaçãoBiografia do autorPRÓLOGO PARA FRANCESESPRIMEIRA PARTEA REBELIÃO DAS MASSASI - O fato das aglomeraçõesII - A ascensão do nível históricoIII - A altura dos temposIV - O crescimento da vidaV - Um dado estatísticoVI - Começa a dissecação do homem-massa
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VII - Vida nobre e vida vulgar, ou esforço e inérciaVIII - Porque as massas intervêm em tudo e porque só intervêm violentamenteIX - Primitivismo e técnicaX - Primitivismo e históriaXI - A época do "mocinho satisfeito"XII - A barbárie do "especialismo"XIII - O maior perigo, o EstadoSEGUNDA PARTEQUEM MANDA NO MUNDO?XIV - Quem manda no mundo?XV - Desemboca-se na verdadeira questãoEPÍLOGO PARA INGLESESQuanto ao pacifismoDINÂMICA DO TEMPOAs vitrinas mandamJuventudeMasculino ou feminino?NOTAS
APRESENTAÇÃO
Nélson Jahr Garcia 
"A Rebelião das Massas", obra prima de José Ortega y Gasset, começou a ser publicado em 1926 numornal madrilenho ("El Sol").Retrata as grandes transformações do século XX, especialmente na Europa, com ênfase no processohistórico de crescimento das massas urbanas. Não se refere às classes sociais mas às multidões eaglomerações. Tendo esse contexto como pano de fundo, Ortega discute temas, aparentemente contrários
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entre si, mas que se fundem (ou devem fundir-se) numa unidade de sentido. assim que contrapõeindividualismo e submissão ao coletivo; comunidade, nação e estado; história, presente e porvir; homenscultos e especialistas; poder arbitrário e respeito à opinião pública; juventude e velhice; guerra epacifismo; masculino e feminino.São tópicos que, inevitavelmente, nos induzem à reflexão crítica. Em alguns casos são apresentadosde forma extremamente provocativa.Referindo-se ao poder do dinheiro, minimiza seu significado e afirma:"É, talvez, o único poder social que ao ser reconhecido nos repugna. A própria força bruta quehabitualmente nos indigna acha em nós um eco último de simpatia e estima. Incita-nos a rechaçá-lacriando uma força paralela, mas não nos inspira asco. Dir-se-ia que nos sublevam estes ou os outrosefeitos da violência; porém ela mesma nos parece um sintoma de saúde, um magnífico atributo do servivente, e compreendemos que o grego a divinizasse em Hércules."Discutindo o fato de que os antigos gregos expressavam um certo desprezo pelas mulheres, acaba porconcluir que estas acabaram se masculinizando:"A Vênus de Milo é uma figura másculo-feminil, uma espécie de atleta com seios. E é um exemplo decômica insinceridade que tenha sido proposta tal imagem ao entusiasmo dos europeus durante o séculoXIX, quando mais ébrios viviam de romanticismo e de fervor pela pura, extrema feminilidade. O cânoneda arte grega ficou inscrito nas formas do moço desportista, e quando isto não lhe bastou preferiu sonharcom o hermafrodita."Sobre a guerra, chega a afirmar:"O pacifismo está perdido e converte-se em nula beateria se não tem presente que a guerra é umagenial e formidável técnica de vida e para a vida."Sua interpretação do modelo escravista é bastante sugestiva:"Do mesmo modo, costumamos, sem mais reflexão, maldizer da escravidão, não advertindo omaravilhoso progresso que representou quando foi inventada. Porque antes o que se fazia era matar osvencidos. Foi um gênio benfeitor da humanidade o primeiro que ideou, em vez de matar os prisioneiros,conservar-lhes a vida e aproveitar seu labor."São essas aparentes contradições que estimulam nosso espírito crítico. Ortega defendeu suasconcepções com vigor, fundamentos sólidos e uma lógica irreprensível. Em poucos momentos foitotalmente conclusivo, mas deixou uma enorme abertura para que possamos repensar as idéias quedefendeu em seus dias, adaptando-as ao nosso tempo e ao que viveremos no futuro.
BIOGRAFIA DO AUTOR
José Ortega y Gasset nasceu em Madrid, a 9 de maio de 1883. A família de sua mãe era
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