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Resumo Direito Internacional Privado LICC

Resumo Direito Internacional Privado LICC

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DIREITO INTERNACIONAL PRIVADOProf. Antônio Paulo CaliendoPARTE GERAL:1 – Âmbito de incidência do Direito Internacional Privado1.1Postulados:
a)O mundo é composto de ordens judicas independentes.As ordens jurídicasindependentes não são derivadas de outras ordens jurídicas (monismo com primadono direito nacional). b)Surge o conflito de leis no espaço.O conflito surge do contrato entre ordens jurídicas diferentes.COROLÁRIO: (conseqüência) = solucionar o conflito, que é o objeto do DireitoInternacional Privado.O Direito Internacional Privado soluciona o conflito de forma indireta, pois eleapenas indica a norma a ser aplicada de acordo com cada caso concreto em que seenvolva um estrangeiro. Ex: o juiz brasileiro em determinados casos pode aplicar leiestrangeira aqui no Brasil (vide LICC art 7º, § 4º).
1.2Características das ordens jurídicas independentes:
a)Independência: Não há ordem jurídica superior às ordens jurídicas independentes , pois o óros de justa internacional cuja vinculação dos países sejaobrigatória. O Tribunal Pleno Internacional, a Corte Internacional de Justiça e aOMC, por exemplo, são órgãos jurisdicionais em âmbito internacional, mas avinculação a eles não é obrigatória, ou seja, só são vinculados a esses órgãos os países signatários, que desejam que os conflitos sejam apreciados por essas cortes. b)Relatividade: Não há valores jurídicos universais.O que para um sistema jurídico pode ser correto, para outro pode não ser. Ex: a pena de morte.c)Exclusividade: A eficácia territorial das ordens jurídicas é absoluta. Já a eficáciaextraterritorial é relativa, pois depende de algumas condições. Por exemplo, condições para que a lei brasileira seja aplicada no exterior, como: a lei brasileira ésempre aplicada nos consulados; a homologação da sentença estrangeira feita peloSTF, que é um caso da lei estrangeira aplicada no Brasil.
2– Conceito de Direito Internacional Privado:2.1Definição:
É o ramo do Direito que estuda a solução de casos jusprivatistas com presença de elemento estrangeiro.
2.2 -
 
Delimitação:
a)Delimitação Positiva:- Ramo do Direito Público, pois suas normas defendem o interesse público.- Soluções: o Direito Internacional Privado é um método de raciocínio para que se possadeterminar a lei aplicável.
 
- Casos jusprivatistas: o Direito Internacional Privado, embora um ramo de Direitoblico, cuida de casos de Direito Privado, ou seja, casos com participação deestrangeiro nos âmbitos do Direito Civil e do Direito Empresarial.- Presença de elemento estrangeiro: Contato com outra ordem jurídica independente. b) Delimitação negativa:- Não trata de normas jurídicas de Direito Público, como normas de Direito Tributário,Direito de Concorrência, Direito Econômico...- o trata de normas diretas. Ex: todas as regras que não possuam elementoestrangeiro que podem ter a indicação de uma lei aplicável.
2.3– Centro normativo do sistema jurídico:
a)Família do Direito Islâmico : o centro normativo é o alcorão. Há casos que o Brasilnão homologa sentença, como o caso do divórcio por repudia. b)Família do Direito Socialista : China, Cuba, Angola, Coréia do Norte...O centro dosistema jurídico continua sendo alei, só muda no plano material (Direito Privado).
3–Objeto do Direito Internacional Privado:3.1– Escolas:
a)Escola Francesa: Diz que o DIPr possui cinco objetos: conflito de leis; conflito de jurisdição; direitos adquiridos; nacionalidade e condição jurídica do estrangeiro. b)Escola Anglo-americana: Para essa escola o DIPr só possui um objeto que é oconflito de leis. Essa corrente é que é adotada pelo Brasil.
3.2– Críticas
: Há dois critérios:a)Metodológico : Exaustividade – se determinada matéria é exaustivamente tratada emalgum ramo do Direito, não é necessário o estudo pelo DIPr. Ex: a nacionalidade éestudada pelo Direito Constitucional, logo, não deve ser estudada pelo DIPr. b)Normológico : O DIPr estuda normas indicativas e indiretas. Indicativas, poisindicam o direito aplicável. E indiretas, pois resolvem indiretamente o casoconcreto.→ Então, por esses critérios, conclui-se que o objeto do DIPr é o conflito de leis, por isso que o Brasil adota a teoria da Escola Ítalo-Germânica.
4– Denominação do Direito Internacional Privado:
A mais antiga denominação é “Conflito de Leis”, que ainda é muito utilizada nos paísesde língua inglesa
(“Conflit of Laws”).
A atual denominação que é “Direito InternacionalPrivado”, vem do Direito Francês (“
 Droit International Prive
”).
Crítica à denominação:
- O DIPr não é um ramo do Direito Internacional Público- A natureza do DIPr faz parte do direito interno = normas de direito privado e naturezade direito público.
 
- O DIPr tem normas com natureza de direito público.
DIPrDIPSUJEITOS
De direito privadoDe DireitoInternacional Privado
FONTES
Internas, ex: LICCTratados
SOLUÇÃO DECONTROVÉRSIAS
Tribunais nacionais mediantearbitragemInternacional
FINALIDADE
Casos jusprivatistas com presença de estrangeiroRegular a conduta
5– Fundamentos Direito Internacional Privado:5.1– Escola Estatutária
: (Século XI ao XVII)- Escola italiana: Bartolus de Saxoferrato.- Escola francesa: Dumoulin.- Escola holandesa: “Gomitas Gontium”.
5.2 – Escola Anglo-americana:
Story – Elementos de conexão flexíveis“A melhor lei para o contrato”, não é que nem no Brasil que os elementos de conexão sãofixos como, por exemplo, aplica a lei brasileira para os contratos (“
 Better Law Aproach
”).
5.2– Escola italiana:
Século XIX – Mancini – Elemento de conexão = Nacionalidade.
6– Natureza das normas de DIPr:6.1– Quanto à redação ou técnica legislativa:-
Bilaterais: A norma dispõe sobre a aplicação do Direito nacional e Direito estrangeiro. Ex:art 7º da LICC, a redação fala das duas possibilidades, ou seja, da aplicação de normas deDireito nacional e estrangeiro.- Unilaterais: A norma dispõe sobre a aplicação do Direito nacional. Ex: art 7º § 1º da LICC(quando o casamento for celebrado no Brasil, aplica-se a lei brasileira).- Bilateralizada: Interpretação para completar a norma unilateral. Ex: art 7º § 1º da LICC, acontrario sensu, conclui-se que para o casamento realizado no exterior, se aplica as regrasdo Direito estrangeiro.- Justapostas: Há duas normas, uma sobre o Direito nacional, e outra sobre o Direitoestrangeiro. Ex: Código Civil Argentino e Código Civil Francês.
6.2– Quanto à estrutura:
As normas jurídicas em geral compreendem: Se “A” é (hipótese de incidência) “B”deve ser (conseqüência jurídica), ou seja, normas de conduta onde se descreve umadeterminada conduta e a essa conduta é auferida uma sanção direta.Já as normas do DIPr, quanto à sua estrutura, são normas de estrutura, que versam sobreconceitos, e a sanção é indireta (indicar a lei aplicável), pois não é o DIPr que resolve o

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