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2 Os Lusiadas CT232 Tempestade

2 Os Lusiadas CT232 Tempestade

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02/16/2014

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Os Lusíadas
, de Luís de CamõesPlural 9
 –
Lisboa Editora
1
Tempestade (p. 228)Compreensão do Texto (P. 232)
1.
 
O mestre disse
"Alerta" 
num tom de voz aparentemente normal, mas logo a seguir, já foi em altosbrados que mandou amainar a grande vela e, por fim, "rijamente" mandou alijar a carga. O tom de vozvai-se alterando de acordo com a gravidade da situação.
 
Os homens começaram a tomar as precauções necessárias nestas circunstâncias e de acordo com asordens do mestre, mas, com o aumento da violência da tempestade, o pânico fá-los gritar edesorientar-se.
2.1
Versos que mostram o movimento da água:
"Nos altíssimos mares, que creceram..." 
(est. 74);
"Agorasobre as nuvens os subiam / As ondas de Neptuno furibundo; / Agora a ver parece que deciam / As íntimas entranhas do Profundo." 
(est. 76);
"Vendo ora o mar até
o
Inferno aberto, / Ora com nova fúriaao Céu subia..." 
(est. 80).
 
Versos que mostram a intensidade dos raios: "A
noite negra e feia se alumia / Cos raios em que oPólo todo ardia!" 
(est. 76);
"Relâmpados medonhos não cessavam..." 
(est. 84).
 
Versos que mostram a força dos ventos:
"Os ventos eram tais, que não puderam / Mostrar mais forçade impito cruel" 
(est. 74)
"Noto, Austro, Bórias, Áquilo, queriam / Arruinar a máquina do Mundo" 
(est. 76); "...os
ventos, que lutavam / 
Como
touros indómitos, bramando, / Mais e mais a tormentaacrescentavam, / Pela miúda enxárcia assoviando." 
(est. 84).
2.2
Os recursos de estilo que dão maior expressividade à descrição são a hipérbole, como "Vendo
ora o mar até o Inferno aberto, / Ora com nova fúria ao Céu subia..." 
(est. 80), que nos dá a ideia dum movimentoimpossível dos navios para cima e para baixo; a comparação,
"os ventos, que lutavam / 
Como
tourosindómitos" 
(est. 84) que nos dá ideia da força e fúria dos ventos e a adjetivação que qualificaexpressivamente diversos elementos
 –
 
Neptuno furibundo, A noite negra e feia.
3.1
Vasco da Gama parece procurar explicações. Parece ter dificuldade em compreender, por que motivo aDivina Guarda, que já operou tantos milagres para guardar os seus protegidos, o deixa, a ele e aos seuscompanheiros, desamparados, depois de tantas provas já vencidas com imenso sacrifício. Parece-lhetanto mais difícil de aceitar este desamparo quanto todo o esforço desta empresa é feito para servir aDeus, dilatando a fé cristã.
3.2
Chama-lhes
"ditosos" 
porque esses morreram gloriosamente, lutando pela sua Fé, contra os mouros.Ele irá morrer sem glória, vencido pelas forças da Natureza.
4.1
A nível mitológico, o conflito gera-se entre os ventos libertados por Éolo, por ordem de Neptuno e apedido de Baco, e as ninfas amorosas comandadas por Vénus.A nível da ação central, o conflito gera-se entre os navegantes portugueses e a tempestade marítima.
4.2
A nível mitológico, as ninfas usam o seu poder de sedução para acalmar os ventos e desviá-los da suamissão.A nível da ação central, os homens, a partir de determinado momento nada podem fazer senão pedir aproteção divina; os ventos prosseguem a sua ação destruidora sem qualquer oposição.
4.3
A nível mitológico, há um equilíbrio de forças. Os ventos são poderosos e indomáveis, as ninfaspossuem o poder da sedução irresistível.A nível da ação central, não há qualquer equilíbrio de forças. O Homem, no meio do Oceano, estácompletamente à mercê da vontade dos ventos. Não tem nenhuma possibilidade de vencer o seuadversário, nem tão pouco de lhe oferecer resistência.
4.4
Ao conseguir seduzir e acalmar os ventos, Vénus e as ninfas fazem com que a tempestade por elesdesencadeada termine. Assim, os navegantes, apesar dos estragos causados, sobrevivem ao conflitocom as forças da natureza.

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