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O empreendedorismo social
Sandra R.H. MarianoVerônica Feder Mayer
 
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Criatividade e Atitude Empreendedora
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Sandra R.H. Mariano / Verônica Feder Mayer 
Meta
Apresentar o empreendedorismo social, destacando assimilaridades e diferenças em relação ao empreendedorismoempresarial.
Objetivos
Ao nal desta aula, você deverá ser capaz de:
1.
Diferenciar o empreendedorismo social do empreendedorismoempresarial.
2.
Listar as características fundamentais do empreendedor social.
3.
Identicar a dinâmica de competição por recursos a queempreendedores sociais estão submetidos.
Guia da Aula
1. O empreendedorismo social2. Competindo porrecursos para nanciarempreendimentos sociais
1.1. Conceituando empreendedorismo social1.2. O empreendedor social em ação1.2.1. O processo do empreendedor social
 
Aula 8 –
O empreendedorismo social::
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Uma ação empreendedora para redução damortalidade infantil no Brasil
E
m 1987, Zilda Arns, médica, pediatra e sanitarista, e Dom Paulo EvaristoArns, arcebispo de São Paulo, fundaram a organização não-governa-mental Pastoral da Criança com o objetivo de reduzir a mortalidade infantil, por meioda educação das mães, e de realizar a pesagem regular das crianças pelos voluntários dapastoral. A tecnologia desenvolvida por ela foi exportada para vários países pobres e, poreste trabalho, Zilda concorreu ao Prêmio Nobel da Paz.Em um artigo escrito em 2001, Zilda contou o que a motivou a construir este empre-endimento social:
Cada um de nós poderia trocar de casa com um miserável por três dias. A miséria é a pior criação do ser humano. Deparo com ela constantementee a sinto como uma chaga social sem explicações, prova concreta do egoísmoe do desatino da sociedade. (...) Por que não reverter a situação com a prevenção, gerando igualdade de oportunidades e condições de vida digna?  A miséria é como uma sombra que me acompanha: sinto-me atraída por ela desde a adolescência. Nasci em zona rural, no interior de Santa Catarina,em Forquilhinha, onde em meu tempo não havia miséria e todas as criançasfreqüentavam a excelente escola Sagrada Família, de origem alemã. O esporte,o coral e a arte faziam parte de nosso lazer. Talvez por isso e pela minhaformação cristã, nunca pude entender por que não se investe mais na pessoa,centro da criação divina, para quem todos os interesses deveriam convergir.(...)Como médica, trabalhando em hospital de indigentes, administrando postosde saúde na periferia de Curitiba, sempre via que as mães voltavam com suascrianças por causa dos mesmos problemas, que elas poderiam prevenir.Sentia que lhes faltavam orientação, educação, carinho, noções simples ebásicas de higiene, alimentação, cuidados com o lho. Eu tinha certeza deque essas mães, devidamente orientadas, poderiam mudar a história de suafamília e do país a partir da criança. Esse é o verdadeiro milagre da Pastoral da Criança: transformar essas mulheres em heroínas de nossos dias. (...)Mas qualquer projeto de combate à miséria só vai dar certo se os própriosexcluídos se tornarem autores de sua ação libertadora. Eles devem ser sujeito,e não objeto das ações. Não adianta fazer algo por eles. É fundamental que

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