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Utilitarismo

Utilitarismo

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Utilitarismo apresentação feita em 17.03.2009 Filosofia Dto.
Utilitarismo apresentação feita em 17.03.2009 Filosofia Dto.

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Utilitarismo: o cálculo do bem comum
O ponto de partida do utilitarismo de Bentham encontra-se na sua crítica à teoria do direito naturalque supõe a existência de um "contrato" original pelo qual os subordinados devem obediência aossoberanos. Conforme Bentham expõe, a doutrina do direito natural é insatisfatória por duasrazões: em primeiro lugar, não é possível provar historicamente a existência de um tal “contrato”;seguidamente, porque, mesmo provando a existência ou realidade do contrato, ainda subsiste apergunta sobre qual a razão porque o homem está obrigado a cumprir compromissos em geral. Nasua opinião, a única resposta possível reside nas vantagens que o contrato proporciona àsociedade. O cidadão, segundo Bentham, deveria obedecer ao Estado na medida em que aobediência contribui mais para a felicidade geral do que a desobediência. A felicidade geral, ou ointeresse da comunidade em geral, deve ser entendida como o resultado de um
cálculohedonístico
, isto é, a
soma do bem comum e dores dos indivíduos
. Assim, Bentham substituia teoria do direito natural pela teoria da utilidade, afirmando que o principal significado dessatransformação está na passagem de um mundo de ficções para um mundo de factos. Somente aexperiência, afirma Bentham, pode provar se uma acção ou intuição é útil ou não.Consequentemente, o direito de livre discussão e crítica das acções e intuições constitui-se emnecessidade da maior importância.Para sustentar o seu princípio utilitarista, Bentham lutou a vida toda, criticando severamente asinstituições tradicionais e, particularmente, legislação caótica do seu país. O antecessor maisimportante na vida de Bentham foi Beccaria (1738-1794), que também sustentava o princípio damaior felicidade possível para o maior número possível de pessoas como o objectivo último detoda legislação. Orientado por esse princípio, Beccaria criticou a existente legislação penal.Bentham deu àquele princípio uma aplicação ainda mais ampla e por essa razão incompatibilizou-se com os conservadores. Por outro lado Bentham, também se opôs aos revolucionários franceses,quando estes apelavam para o direito natural e afirmavam os direitos universais do homem. ParaBentham, o indivíduo somente possui direitos na medida em que conduz suas acções para o bemda sociedade como um todo, e a proclamação dos direitos humanos, tal como se encontra nosrevolucionários franceses, seria demasiado individualista e levaria ao egoísmo. Neste sentidoBentham, explica que, o que deve realmente ser procurado é a reconciliação entre o indivíduo e asociedade, mesmo que seja necessário o sacrifício dos supostos direitos humanos.Na sua obra principal,
Os Princípios da Moral e da Legislação,
Bentham estudapormenorizadamente a aplicação do princípio de utilidade como fundamento da conduta individuale social. Inicialmente, Bentham indaga (procura) quais os sentimentos que devem ser preferidos aoutros, salientando que se deve levar em consideração todas as circunstâncias de satisfação: suaintensidade, sua duração, sua proximidade, sua certeza, fecundidade e pureza. Seguidamente,questiona quais os castigos e recompensas que poderiam induzir o homem a realizar acçõescriadoras de felicidade e quais os motivos determinantes das acções humanas, tais como seusrespectivos valores morais.Em relação a essas questões, é importante salientar a análise de Bentham, sobre os motivos quelevam o homem a agir de certa forma e não de outra. Essas razões devem de ser designados“bons” na medida em que têm a capacidade de conduzir harmonia entre os interesses individuaise os interesses dos outros, enquanto que os nomeados “maus” seriam todos aqueles motivos quecontrariassem esse objectivo de equilíbrio entre os homens. Para Bentham, entre os motivos bons,e o que mais certamente conduz, à promoção do princípio de utilidade, é a benevolência ou boavontade. Em consequência, viriam a necessidade de estima dos outros, o desejo de receber amor,a religião e os instintos de auto preservação, de satisfação, de privilégio e de poder.
A prática do utilitarismo
Bentham não ficou apenas na análise teórica dessas ideias sobre o homem como ser moral esocial. Procurou suas possíveis aplicações práticas, dedicando-se, sobretudo, à reforma dalegislação de acordo com princípios humanos, à codificação das leis afim de que pudessem sercompreendidas por qualquer pessoa, ao aperfeiçoamento do sistema penitenciário e aodesenvolvimento do regime democrático através da introdução do sufrágio universal.Nas suas lutas reformistas, o princípio de utilidade desempenha um papel principal teórico. Naopinião do historiador Harald Hölffding, Bentham sempre deu por certo e seguro esse princípio,transformando-o em um princípio dogmático, válido para todo o sempre. Por essa razão, nãosentiu necessidade de investigá-lo mais profundamente, como também não percebeu que podiacontestar a sua própria ideia de forma semelhante, à que ele fez em relação aos defensores dodireito natural. Jeremy Bentham indagou qual a razão porque os homens devem de cumprircompromissos, assim também se poderia perguntar qual o motivo que os homens deviamconduzir-se em função da felicidade de todos. Essa verdade sobre este princípio não era assim tãoevidente.Pese embora a fragilidade do pensamento de Bentham, do ponto de vista estritamente filosófico, asua influência na Inglaterra na época em que viveu foi muito grande, tendo vivido uma vida muitoisolada, comunicando apenas através de seus escritos com as figuras proeminentes da época.

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