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Proc_08603_12_0860312_pb_ses_pocinhos_convenio_descumprimento_multa_prazo.pdf

Proc_08603_12_0860312_pb_ses_pocinhos_convenio_descumprimento_multa_prazo.pdf

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Published by: Tribunal de Contas do Estado da Paraíba on Apr 05, 2013
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04/05/2013

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 TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO2ª CÂMARA
Processo TC 08603/12
1/4
Origem: Secretaria de Estado da Saúde - SESNatureza: Inspeção Especial de Convênios / Verificação cumprimento de ResoluçãoConvenentes: Secretaria de Estado da Saúde – SES (primeira convenente)Secretaria de Estado do Desenvolvimento e Articulação Municipal – SEMAD (interveniente)Prefeitura de Pocinhos (segunda convenente)Responsáveis: Waldson Dias de Souza / Manoel Ludgério Pereira Neto / Arthur Bomfim Galdino de AraújoRelator: Conselheiro André Carlo Torres Pontes
Convênio.
Falhas na execução. Prazo paraapresentação de documentos e adoção deprovidências. Descumprimento. Multa. Prazo.
ACÓRDÃO AC2 – TC 00644/13RELATÓRIODados do procedimento:
1.
 
Convênio 080/11 celebrado entre a Secretaria de Estado da Saúde – SES, com interveniência daSecretaria de Estado do Desenvolvimento e da Articulação Municipal, e o Município de Pocinhos.2.
 
Objeto: Transferência de recursos financeiros ao segundo convenente, destinada à reforma eampliação do centro cirúrgico e sala de parto do Hospital e Maternidade Dr. Antônio LuizCoutinho, bem como aquisição de equipamentos (foco cirúrgico, carro de anestesia, gerador, etc)do referenciado Nosocômio, pertencente ao Município de Pocinhos, conforme descrito no Planode Trabalho.3.
 
Valor: R$ 200.000,00.4.
 
Prazo: Vigência – início: 21/09/2011 - término: 30/11/2012 (vigência prorrogada).
 
 TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO2ª CÂMARA
Processo TC 08603/12
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Ao final da instrução originária, a Auditoria apontou as seguintes irregularidades:1- Nãohá comprovação da comunicação da realização do convênio ao Poder Legislativo; 2-Não apresentaçãodos extratos da conta corrente e de aplicações financeiras; 3- Trabalhos de ampliação/reforma docentro cirúrgico e sala de parto do Hospital e Maternidade Dr. Luiz Antônio Coutinho paralisados einacabados; 4- Não aquisição dos equipamentos citados no Plano de Trabalho, à data das inspeções; 5-Não localização da empresa Santa Fé Construções Ltda (construtora); e 6- Ausência dos relatóriosmensais da contrapartida solidária.Através da Resolução RC2 – TC 00379/12, de 09 de outubro de 2012 (fls. 192/194),
publicada em 18/10/2012
, a 2ª Câmara desta Corte assinou prazo
 
de
 
60 (sessenta) dias para que aautoridade responsável, Sr. ARTHUR BOMFIM GALDINO DE ARAÚJO – Prefeito de Pocinhos àépoca, encaminhasse os documentos e adotasse as providências com relação às ocorrênciasremanescentes, nos moldes indicados pela d. Auditoria em relatório de fls. 240/244. Decidiu aindacomunicar aos Secretários de Estado da Saúde, Sr. Waldson Dias de Souza, e do Desenvolvimento eArticulação Municipal, Sr. Manoel Ludgério Pereira Neto, a presente decisão, determinando-lhesaprimorar o acompanhamento da execução do convênio 080/11.Oficiado da decisão desta Corte, o ex-Prefeito não compareceu aos autos.Os autos não tramitaram pelo Ministério Público, sendo agendados para a presentesessão com intimações de estilo.
VOTO DO RELATOR
É imperioso frisar a necessidade de todo e qualquer gestor público prestar contas de seusatos, submetendo-se ao controle exercido pelo Tribunal de Contas. Tal obrigação decorre do fato dealguém se investir na administração de bens de terceiros. No caso do poder público, todo o seupatrimônio, em qualquer de suas transmudações (dinheiros, bens, valores, etc.), pertence à sociedade,que almeja testemunhar sempre uma conduta escorreita de seus competentes gestores.O controle deve agir com estreita obediência aos ditames legais que regem a suaatuação, os quais se acham definidos na Constituição Federal, na legislação complementar e ordinária eem normas regimentais, de âmbitos federal, estadual ou municipal. O princípio constitucional da
 
 TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO2ª CÂMARA
Processo TC 08603/12
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legalidade impõe ao controle e aos seus jurisdicionados que se sujeitem às normas jurídicas. Nessediapasão, o augusto Supremo Tribunal Federal, em decisão digna de nota, assim já se manifestou:
“Todos os atos estatais que repugnem à constituição expõem-se à censura jurídica -dos Tribunais especialmente - porque são írritos, nulos, desvestidos de qualquer validade. Aconstituição não pode submeter-se à vontade dos poderes constituídos e nem ao império dos fatos edas circunstâncias. A supremacia de que ela se reveste - enquanto for respeitada - constituirá agarantia mais efetiva de que os direitos e liberdades não serão jamais ofendidos”. (RT 700:221, 1994. ADIn 293-7/600, Rel. Min. Celso Mello).
 No ponto, o Tribunal de Contas identificou a necessidade de providências que fossemcapazes de sanar ou justificar irregularidades no convênio anteriormente identificado. A decisão doTCE/PB apenas reforçou o cumprimento da lei a que todo e qualquer cidadão está obrigado, muitomais em se tratando de gestores do erário, uma vez ser a atenção aos preceitos constitucionais e legaisrequisito de atuação regular dos agentes públicos.Oficiado por edital e correspondência entregue no endereço constante no TRAMITA, oex-Prefeito não apresentou prova de haver adotado qualquer providência.Assim, diante da inércia do ex-Prefeito em atender as determinações desta Corte, VOTOno sentido de que a 2ª Câmara deste Tribunal decida:
a) DECLARAR
descumprida a Resolução RC2 - TC 00379/12;
b)
 
APLICAR
 
a multa
de R$3.000,00 ao Senhor ARTHUR BOMFIM GALDINO DEARAÚJO,
assinando-lhe o prazo de 60 (sessenta) dias
para recolhimento voluntário da multa aoTesouro do Estado, à conta do Fundo de Fiscalização Orçamentária e Financeira Municipal, sob penade cobrança executiva, de tudo fazendo prova a este Tribunal; e
c)
 
ASSINAR
novo prazo de
 
60 (sessenta) dias ao atual Prefeito, Sr. CLÁUDIOCHAVES COSTA, para encaminhar a esta Corte de Contas a documentação e adotar as providênciasreclamadas pela Auditoria em relatório de fls. 240/244, advertindo-o de que, em caso de omissão noatendimento à determinação do Tribunal, ser-lhe-á aplicada multa prevista no artigo 56, inciso IV, daLOTCE/PB.

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