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-Resenha SOBRE O LIVRO -Nascido-Gay

-Resenha SOBRE O LIVRO -Nascido-Gay

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Published by: DAVID ALEXANDRE ROSA CRUZ on Apr 05, 2013
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05/07/2014

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TAY, John S. H. Nascido Gay? Existem evidências científicas para ahomossexualidade? Rio de Janeiro, Central Gospel, 2011, 180 p.
Dr. John S. H. Tay estudou medicina na Universidade de Sidney, na Austrália,com a bolsa de estudos do Colombo Plan (1961-1966). Formou-se como o melhor daclasse, o que lhe rendeu um título de honra e uma medalha da universidade. Temmestrado em pediatria e dois doutorados – um em genética humana, outro em filosofia –pela Universidade Nacional de Cingapura. Ele fez parte da equipe acadêmica dodepartamento de pediatria da Universidade Nacional de Cingapura por 22 anos (1973-1995), e, de 1988 a 1995, foi professor e chefe do departamento de pediatria e dadivisão de genética humana. Publicou algumas centenas de pesquisas, inclusive na áreada genética.O livro do Dr. Tay examina a afirmação insistentemente feita por gruposhomossexuais e seus defensores de que os gays já nascem como tais e que isso não podeser mudado. Seria tal afirmação veraz ou ela não passa de uma falácia ideológica? Oautor, à luz da genética humana tenta oferecer uma resposta a este questionamentoanalisando vinte anos de pesquisas de alta qualidade e que foram publicadas em revistasinternacionais bem conceituadas.Introdutoriamente, o livro faz uma revisão de importantes trabalhos científicospublicados. Aqui o Dr. Tay apresenta com breves comentários artigos sobre ahomossexualidade que datam do ano de 1991 até o ano de 2009. Somos informadossobre dificuldades de compreensão desses trabalhos devido a uma linguagem técnica ecálculos matemáticos complexos. No entanto, a revisão oferecida no corpo do livroprima por uma linguagem acessível.Ao todo, são apresentados cinqüenta estudos com suas breves observações. Eisalguns títulos:
Orientação sexual humana. As teorias biológicas são reavaliadas
.
Orientação sexual em gêmeos: um relatório sobre 61 pares e três grupos de trigêmeos
.
 A homossexualidade é genética? Uma análise crítica e algumas sugestões
.
 Adescoberta do “gene gay” é questionada
.
 Influências genéticas e ambientais naorientação sexual e seus correlativos em uma amostra de gêmeos australianos
.
 Dadoscomparativos de assédio sexual na infância e na adolescência em pessoasheterossexuais e homossexuais
.
 Mudando a orientação sexual: um relatório de pacientes
.
 Alguns gays e lésbicas podem mudar sua orientação sexual? Duzentos participantes relatam uma mudança da orientação homossexual para a heterossexual
.
 A importância de estudos de gêmeos
.No
capítulo inicial
denominado uma avaliação de pesquisas publicadas aolongo das últimas duas décadas o autor propõe uma discussão sobre a tão propaladabase biológica para a homossexualidade. Ele inicia a conversa citando o psiquiatraestadunidense Jeffrey Satinover que polemiza a questão ao afirmar que a procura poruma base biológica para a homossexualidade pertence àqueles que querem destruirtodas as experiências clínicas que provam ser a homossexualidade sujeita à mudança.Posteriormente, o Dr. Tay expõe condensadamente reveladoras conclusões quefundamentam a fala supra. Já no fechamento desse capítulo o autor assume umaposição sobre ser a homossexualidade mais ambiental ou genética e se os gays podemmudar.
 
O
segundo capítulo
traz a baila uma introdução à metodologia de pesquisa. Averdade relacionada a um aspecto do mundo visível deve ser o alvo final de todopesquisador. O bom funcionamento de um sociedade perpassa pelo respeito a verdade.Caso a verdade não seja levada a sério em qualquer área da sociedade, resultados dedegradação e decadência são inevitáveis. O autor demonstra isso argumentando sobre oimpacto da negação da verdade em setores da sociedade como
artes e entretenimento
,
business e finanças
,
cultura e religiões
,
distribuição e mídia
,
educação e escolas
,
 famílias e lares
e
governo e lei
.Dr. Tay explica que são
evidências
que estabelecem a verdade. Ele argumentaque em um tribunal as testemunhas são incitadas a falarem a verdade, outras são levadasa jurarem que suas informações são verdadeiras e outras podem até passar pelo detectorde mentiras. No entanto, apenas por um conjunto de evidências suficientes é que um réué declarado culpado. Em seguida, ele destaca e comenta três perguntas que devem serfeitas no processo de avaliação das evidências. São elas:
 A pergunta certa foi feita? Aevidência é confiável? O que significam os resultados?
 O
terceiro capítulo
define genética humana e
 
apresenta os seus conceitosbásicos. Dr. Tay explica o que são cromossomos, DNA e quais são as maneiras pelasquais se dá a herança dos genes. Em relação a este último ele apresenta quatro maneirasde transmissão dos genes de geração a geração. São elas: g
ene único (herança de Mendel)
,
anomalias cromossômicas
,
muitos genes (herança poligênica)
e c
ontribuiçõesgenéticas para outras doenças
.O
quarto capítulo
discute como avaliar a contribuição dos fatores genéticos eambientais para a homossexualidade. É apresentada uma medida para cálculo chamadade herdabilidade da tendência (h²). Os cálculos são complexos, porém a interpretação daherdabilidade é simples, afirma o autor. Neste capítulo, o objetivo é demonstrar comopode ser estimada a importância relativa dos genes e a importância do ambiente e, paraisso, o Dr. Tay parte de duas abordagens chamadas de
estudo de gêmeos
e
cálculo daherdabilidade da tendência
. Alguns subtópicos da primeira abordagem são a
importância dos estudos de gêmeos
,
interpretações das proporções de concordância
e
limitações dos estudos de gêmeos
. Em relação a segunda abordagem, destacam-se ossubtópicos
modelos matemáticos
e
interpretação da herdabilidade da tendência
.O
quinto capítulo
examina as evidências de fatores genéticos nahomossexualidade. Os estudos de gêmeos apontaram resultados surpreendentes assimcomo os estudos das estruturas cerebrais. Um estudo polêmico sobre diferençasestruturais entre o hipotálamo de homens homossexuais e o de homens heterossexuaisescrito pelo neurocientista de Harvard Dr. Simon Lavey é discutido neste capítulo e, aseu respeito, são apresentados alguns resultados de uma cuidadosa análise à qual ele foisubmetido. Neste capítulo há uma significativa discussão sobre estudos de gêmeos,metodologia que na opinião do Dr. Tay oferece a melhor evidência para a aceitação deque orientação sexual possa ter uma base biológica. Nesse contexto discute-se também,a partir dos estudos
 Amostra Nacional dos EUA
e
 Registro Australiano de Gêmeos
, aestimativa dos componentes genéticos e ambientais. Para resultados de estimativas deherdabilidade, é dito que a segunda pesquisa é mais relevante devido ao fato dotamanho da amostra ser maior e da estimativa da herdabilidade ser mais precisa. Outrasdiscussões são levantadas até o fim do capítulo.
 
O
sexto capítulo
analisa fatores ambientais que poderiam levar àhomossexualidade. São abordados fatores pré-natais como
a razão entre as medidas dosegundo e do quarto dedo e a homossexualidade masculina
,
mão predominante
,
dermatoglifia (estudo das impressões dos dedos e das palmas)
e a
ordem de nascimento fraternal
e fatores pós-natais como
relacionamento entre pai e filho
e
abuso sexual e físico
. Além da discussão em torno desses fatores, discute-se também a denominada
 plasticidade da orientação sexual
e os chamados
 fatores de manutenção
. Todaargumentação que envolve esses fatores revela dados interessantes sobre o papel que oambiente desempenha na orientação sexual. Esse capítulo é finalizado com a indicaçãode que homens homossexuais tem o tempo de vida vinte e quatro anos menor que osheterossexuais. Números relacionados a pesquisas feitas na Dinamarca e Noruegafundamentam esse dado.O
sétimo capítulo
discute a polêmica questão da terapia de reorientação. O Dr.Tay faz referência à Academia Americana de Pediatria e a Associação PsiquiátricaNorte-Americana como sendo organizações contrárias à
terapia de reorientação
. Estaposição fundamenta-se, segundo elas, na falta de evidências científicas publicadas. Noentanto, de acordo com o autor, o propósito deste capítulo é analisar a possibilidade dereorientação sexual. Existem pelo menos três fontes em que se pode buscar respostaspara a possibilidade de reorientação sexual. A primeira são histórias de pessoas quealegam ter experimentado a mudança. Outra são declarações consensuais deorganizações de profissionais da psiquiatria e da psicologia. A terceira são
 pesquisas
 científicas, fonte que o autor escolheu examinar e analisar neste capítulo. Dentre algunsestudos citados, destaca-se o do respeitado psiquiatra estadunidense Dr. R. L. Spitzer.Seu trabalho chama-se
 Alguns gays e lésbicas podem mudar sua orientação sexual?
 
 Duzentos participantes que relataram uma mudança de sua orientação homossexual para a heterossexual.
Para fechar o capítulo, o autor tece comentários sobre questõesrelacionadas a ética médica.Conclusivamente, o Dr. Tay apresenta e comenta, resumidamente, algumas“certezas” sobre a
terapia de reorientação
.Esta obra desmistifica muitas afirmações sobre este assunto bastante sensível.Ela, em conjunto com todos os estudos indicados, pode auxiliar como texto orientadorna elaboração de políticas públicas relacionadas a homossexualidade afim de que asmesmas fundamentem-se na verdade.O livro apresenta alguns termos técnicos, cálculos matemáticos e estatísticosrevestidos de alguma complexidade. No entanto, percebe-se uma preocupação do autorem oferecer explicações suficientes para situar o leitor frente a toda linguagemacadêmica que inevitavelmente acaba por aparecer no corpo do texto.Este livro é recomendado para o público em geral. Em particular, recomendo-opara pedagogos, psicólogos, advogados, teólogos, pastores, demais líderes religiosos etodos aqueles que se interessam pelo assunto.
 Zwinglio Alves Rodrigues é graduado em pedagogia e teologia e tem especialização emCiências da Religião. Atualmente cursa uma pós-graduação em Metodologia do EnsinoSuperior, leciona no Instituto Federal da Bahia (campus de Vitória da Conquista,

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