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A Psicopedagogia hospitalar para crianças e adolescentes

A Psicopedagogia hospitalar para crianças e adolescentes

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Published by joao carlos maria
A PSICOPEDAGOGIA HOSPITALAR PARA AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Profa. Sandra Maia 
CONHECENDO O CAMPO DE ESTUDO E ATUAÇÃO
A educação hospitalar da criança e do adolescente representa uma das novas especializações da educação. Essa disciplina vem dar apoio educacional psicopedagógico ao paciente interno para assegurar-lhe uma boa recuperação. Os esforços de humanização contribuem a promover junto ao jovem paciente um ambiente saudável e seguro. Nas enfermarias, mãe e filho ficam juntos e juntos participam das diversas intervenções, visto que a duração da hospitalização poderá ser bastante longa.
Um psicopedagogo hospitalar chegado a esse ambiente é imediatamente contagiado por um sentimento de angústia e estranhamento. Que realidade lhe aparece? A hospitalização, acompanhada ou não de cirurgia, é um universo de instrumentação técnica sofisticada, com um estado de urgência iminente e permanente, traumatismos físicos e psíquicos à tona: angústia das crianças sobre seu futuro, depressão dos pais impotentes diante da doença do filho, sem saber como atenuar o sofrimento e o medo da criança. Junte-se a isso, em grande parte das vezes, o total desconhecimento dos pais sobre o processo de doença e tratamento por que passa o filho. Salta aos olhos, ainda, a revolta dos adolescentes descobrindo a possível irreversibilidade de seu caso. A noção de irreversibilidade aqui não se confunde com a noção de Piaget. Para a acriança hospitalizada, a grande preocupação incide sobre o tempo de tratamento a que ela se submeterá. É uma inquietação que aparece antes mesmo de pensar no tipo de intervenção a ser aplicada e das agressões que o corpo sofrerá.
Pelo lado dos médicos e da equipe de cuidadores, a tensão dos prognósticos indesejáveis e incertos, angústia e irritação dos enfermeiros no contato com doentes difíceis ou exigentes. Muitas vezes, uma irritação não percebida pelo paciente. Alguns discursos mostraram o agradecimento dos pacientes em relação ao sacrifício das enfermeiras e auxiliares.
Em qualquer circunstância, um ambiente hospitalar, sobretudo em doenças crônicas ou graves é um grande laboratório em razão da aguda tensão da doença e das conseqüências para o doente e para a equipe hospitalar. Para STRAIN et GROSSMAN (1975, apud:CARMOY, p. 60) é a situação ideal para estudar os parâmetros da angústia.

 Psicopedagoga, Doutoranda em Ciências da Educação – Université de Nantes - França
A PSICOPEDAGOGIA HOSPITALAR PARA AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Profa. Sandra Maia 
CONHECENDO O CAMPO DE ESTUDO E ATUAÇÃO
A educação hospitalar da criança e do adolescente representa uma das novas especializações da educação. Essa disciplina vem dar apoio educacional psicopedagógico ao paciente interno para assegurar-lhe uma boa recuperação. Os esforços de humanização contribuem a promover junto ao jovem paciente um ambiente saudável e seguro. Nas enfermarias, mãe e filho ficam juntos e juntos participam das diversas intervenções, visto que a duração da hospitalização poderá ser bastante longa.
Um psicopedagogo hospitalar chegado a esse ambiente é imediatamente contagiado por um sentimento de angústia e estranhamento. Que realidade lhe aparece? A hospitalização, acompanhada ou não de cirurgia, é um universo de instrumentação técnica sofisticada, com um estado de urgência iminente e permanente, traumatismos físicos e psíquicos à tona: angústia das crianças sobre seu futuro, depressão dos pais impotentes diante da doença do filho, sem saber como atenuar o sofrimento e o medo da criança. Junte-se a isso, em grande parte das vezes, o total desconhecimento dos pais sobre o processo de doença e tratamento por que passa o filho. Salta aos olhos, ainda, a revolta dos adolescentes descobrindo a possível irreversibilidade de seu caso. A noção de irreversibilidade aqui não se confunde com a noção de Piaget. Para a acriança hospitalizada, a grande preocupação incide sobre o tempo de tratamento a que ela se submeterá. É uma inquietação que aparece antes mesmo de pensar no tipo de intervenção a ser aplicada e das agressões que o corpo sofrerá.
Pelo lado dos médicos e da equipe de cuidadores, a tensão dos prognósticos indesejáveis e incertos, angústia e irritação dos enfermeiros no contato com doentes difíceis ou exigentes. Muitas vezes, uma irritação não percebida pelo paciente. Alguns discursos mostraram o agradecimento dos pacientes em relação ao sacrifício das enfermeiras e auxiliares.
Em qualquer circunstância, um ambiente hospitalar, sobretudo em doenças crônicas ou graves é um grande laboratório em razão da aguda tensão da doença e das conseqüências para o doente e para a equipe hospitalar. Para STRAIN et GROSSMAN (1975, apud:CARMOY, p. 60) é a situação ideal para estudar os parâmetros da angústia.

 Psicopedagoga, Doutoranda em Ciências da Educação – Université de Nantes - França

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Categories:Types, School Work
Published by: joao carlos maria on Mar 20, 2009
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Edlaine Alves added this note
O Artigo em questão é sobre a Psicopedagogia Hospitalar
Edlaine Alves added this note
Boa Noite, Gostei muito do post, comentei sobre o mesmo no meu blog, colocando o link de referencia para vocês. Parabéns. Para acessar o meu artigo acesse: http://www.edlainealves.com.br/?p=97 www.edlainealves.com.br
Natália Mugnaro liked this

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