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Cap_01 3 a 6 Anos Momentos Decisivos Do Desenvolvimento Infantil

Cap_01 3 a 6 Anos Momentos Decisivos Do Desenvolvimento Infantil

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Published by: Larissa Araújo Batista on Apr 07, 2013
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04/29/2014

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3 a 6 anos: momentos decisivos do desenvolvimento infantil
19
primeira parte
Dos três aosseis anos
 
Na pracinha
 A pracinha estava cheia. Crianças correndo comseus cuidadores ou suas babás, e as mães agru-padas nos bancos. Vários cães correndo emgrupo voltavam ocasionalmente para cheirar ospés de “suas” crianças antes de retornar para ogrupo. As crianças tinham, na sua maioria, me-nos de quatro anos. Seus irmãos estavam naescola – pré-escola e escola “de verdade”. Livresda pressão da dominação de seus irmãos, ascrianças de dois e três anos corriam de umaatividade para outra. Pais ou cuidadores atentosprecisavam correr para cima e para baixo comelas para manter as conversas. As crianças eramestimuladas a acompanhar as atividades umasdas outras. As caixas de areia eram as áreassilenciosas. Os escorregadores e o carrosseleram locais ativos. Quatro crianças, dois meni-nos e duas meninas – nossos quatro atores prin-cipais neste livro – faziam parte dessa confusão.Um menino ativo e um menino tranqüilo, Billye Tim; uma menina persuasiva, Minnie; e umamenina alegre e extrovertida, Marcy, brincavamcom as outras crianças.Billy, um menininho alegre, ativo, chegouneste cenário com sua mãe. Seu rosto redondotinha uma aparência de querubim. Suas boche-chas macias e cheias, seus olhos grandes, seucabelo revolto, sua tagarelice e dedo na boca –tudo parecia planejado para torná-lo cativante.Era difícil não querer abraçar Billy. Quando eleestava disposto, tudo bem. Mas quando nãoestava, ele se esquivava. Ele queria ficar livrepara perambular, indagar, descobrir seu mundo.Ele ainda parava com os pés separados, emboramais firmemente agora. Ocasionalmente, tro-peçava. Ele estava afobado. Ainda não tinhadominado o planejamento motor, antecipandocomo seu corpo teria que se mover a compassopara chegar aonde queria. Aos três anos, chegarlá é mais importante do que imaginar como.Na maioria das vezes, contudo, seu desenvolvi-mento motor lhe permitia movimentar-se commaior segurança e domínio. Como resultado,ele queria
estar 
com todos, mas nem semprecom pessoas que representassem abraços. Eleprecisava explorar o mundo; e, para ele, a partemais importante do mundo eram as pessoas.Billy era sempre sorridente e sociável. Elese aproximou de um grupo de crianças de trêsanos na caixa de areia. “Oi. Eu sou Billy.” Nin-guém levantou a cabeça. Impávido, ele se sen-tou ao lado de um menino que estava fazendoum castelo de areia. Imitando-o, começou afazer um castelo exatamente como o da outracriança. Sem se olharem, os meninos torna- vam-se cada vez mais conscientes dos movi-mentos um do outro. Billy pegou uma tigela,encheu-a com areia, e virou-a no chão; quando
1
Três anos
O que eu faço tem importância
 
22
Brazelton & Sparrow
ele a desvirou, a areia tomou a forma da tigela. A outra criança ficou claramente impressiona-da. Os dois chegaram mais perto um do outroe começaram a construir juntos. A mãe de Billyestava impressionada com a capacidade de Billyde se “entrosar”. Assim que Billy fez uma amizade, as outrascrianças pareceram reconhecer a força delescomo um par. “Billy, olhe aqui.” “Tommy, vocême ajuda a construir?” Eles chegaram maisperto uns dos outros. Uma outra criança, umamenina, reconheceu uma afinidade com Billy.“Você tem cabelo encaracolado. A sua mãe fazisso?” “Faz o quê?” “Encrespa ele. Meu cabeloé encaracolado, também, mas as crianças ca-çoam de mim.” Billy retornou a sua construçãode areia como se isso tivesse que ser ignorado. A menina chegou mais perto dele. “Quer andarna minha bicicleta?” Billy olhou para ela, ani-mado. “Claro.” Ela correu até seu triciclo. Billyseguiu-a o mais rápido que podia. Ela segurouno guidão enquanto ele subia. Assim que seacomodou, ele tentou pedalar. A princípio, seupé escorregou. A menina riu. Billy olhou em volta, embaraçado. Colocando seu mais retosobre os pedais, ele começou a mover-se, maspara trás. Ela riu. “Assim não”, disse. Billy per-cebeu seu erro e começou a pedalar para a fren-te. Orgulhoso de sua realização, ele começou agritar: “Olhem!” As outras crianças de três anospararam para olhar com admiração. Aprender a pedalar um triciclo é uma grandefaçanha. De caminhar a correr e a empurrarum carrinho são marcos na vida de uma criançade dois anos. Então, um ano mais tarde, sercapaz de dar impulso, de alternar os pés, depedalar com suas próprias pernas e ser capazde inverter o movimento é uma vitória impor-tante para uma criança de três anos. Não é deadmirar que Billy estivesse orgulhoso. Sua ca-pacidade de controlar seu próprio comporta-mento para adaptar-se ao de outras crianças, eingressar em suas brincadeiras, é uma medidade sua capacidade de adaptação. Ele está ansio-so para conquistar essas crianças para brincarcom elas. Sua persistência e determinação emter sucesso na interação social é uma amostrade seu temperamento. A mãe de Billy sentou-se no banco com asoutras mães. Ela estava confiante de que Billypoderia tomar conta de si mesmo. Ele já sabiacomo tranqüilizá-la com sua habilidade? En-quanto ela observava Billy com as outras crian-ças de sua idade, ela percebeu o quanto ele eracarinhoso. Um certo momento, uma criançaatirou um punhado de terra nele. Billy olhoufirme para o culpado. “Não! Não atira.” A Sra.Stone ficou fascinada com o fato de que ele ti- vesse assimilado sua repreensão e estivesseagora pronto para usá-la para proteger-se. Em vez de atirar terra de volta, ele tinha usado pala- vras que ouvira antes. As outras crianças olha-ram com surpresa, escutaram e pararam.Marcy já estava na área dos brinquedos. Em-bora ela ainda caminhasse, às vezes, com passoincerto – movendo-se com seu andar de baselarga, com passos bastante desajeitados, era bo-nito observá-la. Se ela tropeçava, caía e levanta- va em um único movimento sem parar. Seuolhos faiscavam. Seu sorriso era contagiante.Ela subia a escada com deliberada concentra-ção, mas escorregava quando distraída. Subiae descia do escorregador. Andava em seu triciclocom destreza. Em casa, conseguia colocar a cha- ve na porta da frente, embora tateasse desajei-tadamente, e podia desamarrar seus própriossapatos. Ela podia empilhar dez blocos um emcima do outro formando uma torre, colocandocada canto precisamente em cima do topo dobloco de baixo.Como sua mãe, Marcy era alta – alta parasua idade. Sua pele era de uma cor chocolateclaro, seus cachos macios, apertados, eram deum preto brilhante. Ela era encantadora. Seulindo rosto com seus olhos negros, atraentes,olhavam para você com confiança. Quando seurosto se abria em um sorriso, era de emocionar.Ela era animadamente responsiva, e todos à sua volta pareciam responder a ela.Quando entrou na pracinha, ela já entroupulando. Seus membros eram flexíveis e fortes,com covinhas ainda em seus cotovelos e ao ladodos joelhos quando começava a correr. Então,a ligeira amplitude em seu andar parecia desa-parecer, ou quase. Essa imaturidade quase im-

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