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REDES TRANSEUROPEIAS ENERGIA - ORIENTAÇÕES [UE - 2003]

REDES TRANSEUROPEIAS ENERGIA - ORIENTAÇÕES [UE - 2003]

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04/09/2013

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I
(Actos cuja publicação é uma condição da sua aplicabilidade)
DECISÃO N.
O
1364/2006/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHOde 6 de Setembro de 2006que estabelece orientações para as redes transeuropeias de energia e revoga a Decisão 96/391/CEe a Decisão n.
o
1229/2003/CE
O PARLAMENTO EUROPEU E O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA,
Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia,nomeadamente o artigo 156.
o
,Tendo em conta a proposta da Comissão,Tendo em conta o parecer do Comité Económico e SocialEuropeu (
1
),Após consulta ao Comité das Regiões,Deliberando nos termos do artigo 251.
o
do Tratado (
2
),Considerando o seguinte:
(1)
Após a aprovação da Decio n.
o
1229/2003/CE doParlamento Europeu e do Conselho, de 26 de Junhode 2003, que estabelece um conjunto de orientaçõesrespeitantes às redes transeuropeias no sector daenergia (
3
), surgiu a necessidade de integrar plenamenteos novos Estados-Membros e os países aderentes e candi-datos nestas orientações e de proceder a uma adaptaçãodas mesmas à nova política de proximidade da UniãoEuropeia, conforme adequado.
(2)
As prioridades das redes transeuropeias de energiaresultam da criação de um mercado interno da energiamais aberto e concorrencial, na sequência da aplicaçãoda Directiva 2003/54/CE do Parlamento Europeu e doConselho, de 26 de Junho de 2003, que estabelece regrascomuns para o mercado interno da electricidade (
4
), e daDirectiva 2003/55/CE do Parlamento Europeu e doConselho, de 26 de Junho de 2003, que estabelece regrascomuns para o mercado interno de gás natural (
5
). Estasprioridades dão seguimento às conclusões do ConselhoEuropeu de Estocolmo de 23 e 24 de Março de 2001sobre o desenvolvimento das infra-estruturas necessáriasao funcionamento do mercado da energia. Deverão serenvidados esforços especiais para alcançar o objectivo deaumento da utilização de fontes de energia renováveis,como um contributo para a promoção de uma políticade desenvolvimento sustentável. Todavia, tal objectivodeverá ser conseguido sem provocar perturbações exces-sivas do equilíbrio normal do mercado. Devem igual-mente ser tidos em devida consideração os objectivos dapolítica comunitária de transportes e, especificamente, apossibilidade de reduzir o tráfego rodoviário através dautilização de gasodutos.
(3)
A presente decisão contribui para uma maior aproxi-mação do objectivo, acordado pelo Conselho Europeu deBarcelona em 15 e 16 de Março de 2002, relativo aonível de interligação de electricidade entre os Estados--Membros, e para melhorar assim a fiabilidade e a integri-dade das redes e para garantir a segurança do aprovisio-namento e o bom funcionamento do mercado interno.
(4)
Por norma, a construção e a manutenção das infra-estru-turas do sector da energia deverão obedecer aos princí-pios do mercado. Tal é igualmente consentâneo com asregras comuns para a realização do mercado interno nosector da energia e com as regras comuns da legislaçãoem matéria de concorrência, que têm como objectivo acriação de um mercado interno mais aberto e concorren-cial no sector da energia. A ajuda financeira da Comuni-dade para a construção e manutenção deverá, por conse-guinte, continuar a ter um carácter altamente excep-cional, devendo tais excepções ser devidamente justifi-cadas.
(5)
A construção e a manutenção das infra-estruturas nosector da energia deverão assegurar o funcionamentoeficaz do mercado interno da energia, tendo devida-mente em conta os actuais procedimentos de consulta àspopulações visadas, sem esquecer os critérios estratégicose, quando apropriado, os critérios de serviço universal eas obrigações de serviço público.
(6)
Atendendo às potenciais sinergias entre as redes de gásnatural e as redes de olefinas, deverá ser dada a devidaimportância ao desenvolvimento e à integração das redesde gases de olefinas, a fim de responder às necessidadesde consumo destes gases por parte das indústrias comu-nitárias.22.9.2006 L 262/1 Jornal Oficial da União Europeia
PT(
1
) JO C 241 de 28.9.2004, p. 17.(
2
) Parecer do Parlamento Europeu de 7 de Junho de 2005 (JO C 124 Ede 25.5.2006, p. 68), posição comum do Conselho de 1 de Dezembrode 2005 (JO C 80 E de 4.4.2006, p. 1), posição do ParlamentoEuropeu de 4 de Abril de 2006 (ainda não publicada no JornalOficial) e decisão do Conselho de 24 de Julho de 2006.(
3
) JO L 176 de 15.7.2003, p. 11.(
4
) JO L 176 de 15.7.2003, p. 37. Directiva alterada pela Direc-tiva 2004/85/CE do Conselho (JO L 236 de 7.7.2004, p. 10).(
5
) JO L 176 de 15.7.2003, p. 57.
 
(7)
As prioridades das redes transeuropeias de energiaresultam igualmente da importância crescente das redestranseuropeias de energia para a segurança e diversifi-cação do aprovisionamento energético da Comunidade,integrando as redes energéticas dos novos Estados--Membros, dos países aderentes e dos países candidatos eassegurando o funcionamento coordenado das redes deenergia na Europa e nos países vizinhos, após consultaaos Estados-Membros envolvidos. Na realidade, os paísesvizinhos da Comunidade desempenham um papel vitalpara a política energética desta. Estes países satisfazem amaior parte das necessidades da Comunidade em gásnatural, são parceiros-chave para o trânsito de energiaprimária para a Comunidade e tornar-se-ão progressiva-mente intervenientes mais importantes nos mercadosinternos do gás e da electricidade da Comunidade.
(8)
Convém salientar, entre os projectos de redes transeuro-peias de energia, os projectos prioritários que são deespecial importância para o funcionamento do mercadointerno da energia e para a segurança do aprovisiona-mento energético. Além disso, deverá ser aprovada umadeclaração de interesse europeu para os projectos a queseja conferida a prioridade máxima, bem como, se forcaso disso, um reforço da coordenação.
(9)
Para efeitos da recolha das informações requeridas nostermos da presente decisão, a Comissão e os Estados--Membros deverão, na medida do possível, utilizar asinformações já disponíveis sobre os projectos declaradosde interesse europeu, a fim de evitar uma duplicação deesforços. Tais informações podem, por exemplo, já estardispoveis no contexto do Regulamento (CE)n.
o
2236/95 do Conselho, de 18 de Setembro de 1995,que determina as regras gerais para a concessão de apoiofinanceiro comunitário no domínio das redes transeuro-peias (
1
), no contexto de outra legislação comunitáriaque preveja o co-financiamento de projectos relativos àsredes transeuropeias e das decies que aprovamprojectos individuais ao abrigo da mesma legislação e,ainda, no contexto das Directivas 2003/54/CEe 2003/55/CE.
(10)
O procedimento de identificação de projectos de inte-resse comum no contexto das redes transeuropeias deenergia devegarantir a aplicação harmoniosa doRegulamento (CE) n.
o
2236/95. Este procedimentodevefazer uma distinção entre dois veis: umprimeiro vel, em que é estabelecido um merorestrito de critérios para a identificação dos projectos, eum segundo vel, em que estes o descritos empormenor, designado «especificações».
(11)
Deverá ser dada adequada prioridade ao financiamentoao abrigo do Regulamento (CE) n.
o
2236/95 de projectosque sejam declarados de interesse europeu. Sempre queapresentem projectos ao abrigo de outros instrumentosfinanceiros comunitários, os Estados-Membros deverãodar particular atenção aos projectos que sejam decla-rados de interesse europeu.
(12)
Para a maioria dos projectos declarados de interesseeuropeu, um atraso significativo verificado ou previsívelpoderá ser um atraso com uma duração prevista de uma dois anos.
(13)
Dado ser provável que as especificações sejam sujeitas aalterações, estas apenas podem ser apresentadas a títuloindicativo. A Comissão deverá, por conseguinte, disporde competências para a sua actualização. Atendendo aque os projectos podem ter implicões poticas,ambientais e económicas consideráveis, afigura-se impor-tante encontrar um equilíbrio adequado entre contrololegislativo e flexibilidade quando são seleccionados osprojectos que merecem o potencial apoio da Comuni-dade.
(14)
Quando se verificar existirem dificuldades de execuçãoem projectos declarados de interesse europeu, emsecções desses projectos ou em grupos desses projectos,um coordenador europeu poderá agir como facilitadorencorajando a cooperação entre todas as partes interes-sadas e garantindo o adequado acompanhamento paramanter a Comunidade informada dos progressos reali-zados. A pedido dos Estados-Membros envolvidos, osserviços de um coordenador europeu deverão ser igual-mente colocados à disposição para outros projectos.
(15)
Os Estados-Membros deverão ser convidados a coor-denar a execução de determinados projectos, especial-mente projectos transfronteiriços ou secções de projectostransfronteiriços.
(16)
Deverá ser criado um contexto mais favorável ao desen-volvimento e à construção das redes transeuropeias deenergia, principalmente proporcionando um estímulopara a cooperação técnica entre as entidades responsá-veis pelas redes e facilitando a aplicação dos procedi-mentos de autorização relativos aos projectos de redesnos Estados-Membros, a fim de reduzir os atrasos emobilizar, de forma adequada, os fundos, instrumentos eprogramas financeiros comunitários disponíveis paraprojectos de redes. A Comunidade deverá apoiar asmedidas tomadas por cada Estado-Membro para alcançaresse objectivo.
(17)
Dado que o orçamento atribuído às redes transeuropeiasde energia se destina principalmente a financiar estudosde viabilidade, são os fundos estruturais, os programas eos instrumentos financeiros comunitários que poderãopossibilitar, se necessário, o financiamento dessas redesde interligação, em especial das redes inter-regionais.
(18)
Os projectos de interesse comum, as respectivas especifi-cações e os projectos prioritários, nomeadamente os deinteresse europeu, deverão ser identificados sem prejuízodos resultados da avaliação do impacto ambiental dosprojectos e dos planos ou programas.22.9.2006L 262/2 Jornal Oficial da União Europeia
PT(
1
) JO L 228 de 23.9.1995, p. 1. Regulamento com a última redacçãoque lhe foi dada pelo Regulamento (CE) n.
o
1159/2005 do Parla-mento Europeu e do Conselho (JO L 191 de 22.7.2005, p. 16).
 
(19)
As medidas necessárias à execução da presente decisãoserão aprovadas nos termos da Decisão 1999/468/CE doConselho, de 28 de Junho de 1999, que fixa as regras deexercício das competências de execução atribuídas àComissão (
1
).
(20)
A Comissão deverá elaborar periodicamente um relatóriosobre a execução da presente decisão.
(21)
É provável que as informações que cumpre trocar com aComissão ou transmitir a esta nos termos da presentedecisão sejam, em larga medida, detidas por empresas.Consequentemente, para obter essas informações, osEstados-Membros poderão ter que cooperar com essasempresas.
(22)
Dado que a presente decisão abrange a mesma matéria etem o mesmo âmbito que a Decisão 96/391/CE do Con-selho, de 28 de Março de 1996, que determina um con- junto de acções destinadas a criar um contexto maisfavorável ao desenvolvimento das redes transeuropeiasno sector da energia (
2
), e que a Decisão n.
o
1229/2003//CE, estas duas decisões devem ser revogadas,
ADOPTARAM A PRESENTE DECISÃO:
 Artigo 1.
o
Objecto
A presente decisão define a natureza e o âmbito da acçãocomunitária no que diz respeito à definição de orientações paraas redes transeuropeias de energia. Define tamm umconjunto de orientações que abrangem os objectivos, as priori-dades e as grandes linhas de acção da Comunidade no domíniodas redes transeuropeias de energia. Estas orientações identi-ficam projectos de interesse comum e projectos prioritários,incluindo os de interesse europeu, no domínio das redes trans-europeias de electricidade e de gás.
 Artigo 2.
o
Âmbito de aplicação
A presente decisão é aplicável:1. Nas redes de electricidade:a) A todas as linhas de alta tensão, excepto as das redes dedistribuição, bem como às ligações submarinas, desdeque essa infra-estrutura seja utilizada para transporte ouligação inter-regional ou internacional; b) A qualquer equipamento ou instalação essencial para o bom funcionamento do sistema em causa, incluindo ossistemas de protecção, monitorização e controlo;2. Nas redes de gás natural (que transportem gás natural ougases de olefinas):a) A gasodutos de alta pressão, exceptuando os das redes dedistribuição, que permitam o abastecimento de regiõesda Comunidade a partir de fontes internas ou externas; b) A instalações subterrâneas de armazenamento ligadas aosgasodutos de alta pressão acima referidos;c) A instalações de recepção, armazenamento e regaseifi-cação de gás natural liquefeito (GNL), bem como a trans-portadores de GNL, em fuão das capacidades aalimentar;d) A qualquer equipamento ou instalação essencial para o bom funcionamento do sistema em causa, incluindo ossistemas de protecção, monitorização e controlo.
 Artigo 3.
o
Objectivos
A Comunidade promove a interligação, a interoperabilidade e odesenvolvimento das redes transeuropeias de energia, bemcomo o acesso a essas redes, de acordo com o direito comuni-tário em vigor, a fim de:a) Incentivar o bom funcionamento e o desenvolvimento domercado interno em geral e do mercado interno da energiaem especial, sem deixar de incentivar a produção, trans-porte, distribuição e utilização racionais dos recursos ener-ticos, bem como o desenvolvimento e ligação dosrecursos energéticos renováveis, tendo em vista reduzir ocusto da energia para os consumidores e contribuir para adiversificação das fontes de energia; b) Facilitar o desenvolvimento e reduzir o isolamento dasregiões menos favorecidas e insulares da Comunidade,contribuindo deste modo para o reforço da coesão econó-mica e social;c) Reforçar a segurança do aprovisionamento energético, porexemplo através do estreitamento das relações com paísesterceiros no sector da energia, no interesse mútuo de todasas partes envolvidas, designadamente no âmbito do Tratadoda Carta da Energia e dos acordos de cooperação celebradospela Comunidade;d) Contribuir para o desenvolvimento sustentável e para aprotecção do ambiente, inclusivamente através da intro-dução de energias renoveis e da redução dos riscosambientais associados ao transporte e transmiso deenergia.
 Artigo 4.
o
Prioridades de acção
As prioridades da acção comunitária em matéria de redes trans-europeias de energia são compatíveis com o desenvolvimentosustentável e são as seguintes:1. Para as redes de electricidade e de gás natural:a) Adaptar e desenvolver as redes de energia para apoio aofuncionamento do mercado interno da energia e, emespecial, resolver os problemas de estrangulamentos,particularmente estrangulamentos transfronteiriços,congestionamentos e ligações em falta, tendo em contaas necessidades resultantes do funcionamento domercado interno da electricidade e do gás natural e doalargamento da União Europeia;22.9.2006 L 262/3 Jornal Oficial da União Europeia
PT(
1
) JO L 184 de 17.7.1999, p. 23. Decio alterada pela Decisão2006/512/CE (JO L 200 de 22.7.2006, p. 11).(
2
) JO L 161 de 29.6.1996, p. 154.

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