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Resumo Farmacologia Sna

Resumo Farmacologia Sna

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MEDICINA VETERINÁRIA FACVEST DISCIPLINA DE FARMACOLOGIA VETERINÁRIA FARMACOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO
 
1
INTRODUÇÃO AO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO
DIVISÕES DO SN
 
Sistema Nervoso Somático:Responsável pela inervação dos músculos esqueléticos.
Não contem gânglios periféricos e as sinapses ocorrem nointerior da medula espinhal (SNC), de onde partem neurônios mielinizados ate a junção neuromuscular (placa motora).
 
Sistema Nervoso Autônomo (SNA):Também denominado visceral, vegetativo ou involuntário,
transporta todos os impulsos do SNC e apresenta uma açãointegradora sobre a homeostase corporal, regulando a atividade de estruturas fisiológicas que não estão sob controlevoluntario, como o sistema musculoesquelético. Assim, a respiração, a circulação, a digestão, a temperatura corporal, ometabolismo, a sudorese e as secreções de determinadas glândulas endócrinas são regulados em parte ou totalmentepelo SNA.
 
Existe ainda, uma terceira divisão, o sistema nervoso entérico, que esta intimamente associado a inervação autônoma,mas inclui elementos neuronais, como os neurônios sensoriais locais que não pertencem ao SNA.
ORGANIZAÇÃO DO SNA
Estrutural e funcionalmente, o SNA é dividido em dois sistemas:
 
Simpático ou adrenérgico e
 
Parassimpático ou colinérgico.
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICASSISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO (SNS)
 Origem: toracolombar.Os axônios fazem sinapse com neurônios situados nos gânglios simpáticos em 3 locais:paravertebral, pré-vertebral e terminal.Gânglios terminais: situam-se próximos aos órgãos por ele inervados (bexiga e reto, principalmente).Está em atividade contínua, porém o grau dessa atividade varia de momento a momento e de órgão a órgão.
Sua ativação, após situações de estresse, raiva ou medo, torna-se elevada e prepara o organismo para um estado de prontaativação característico de resposta do tipo “luta ou fuga”. Nestas situações, o sistema simpático da adrenal também pode serativado (liberação de adrenalina)
 
↑ baƟmentos cardíacos, da pressão arterial, da glicose sanguínea, piloereção e dilatação de pupila.
SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO (SNP)
 Origens: cranial e sacral.As fibras pré-ganglionares de origem cranial estão contidas nos nervos cranianos: oculomotor (III), facial (VII), glossofaríngeo (IX)espinal (XI) e vago (X)As fibras sacrais são destinadas à inervação de vísceras pélvicas e abdominais e fazem sinapse em um grupo de gânglios pélvicosque se projetam para o tecido alvo com bexiga, reto e genitália.Em contraste om o SNS, no parassimpático, a sinapse ganglionar ocorre muito próximo ou mesmo no interior do órgão-alvo,sendo os neurônios pós-ganglionares muito curtos em comparação aos do simpático.Devido a sua organização menos difusa, produz descargas discretas e localizadas.
Sua ativação está associada à manutenção da energia e função orgânica durante períodos de atividade mínima.
 
↓ baƟmentos cardíacos, da pressão arterial, ativação de movimentos peristálticos e esvaziamento da bexigaurinária e reto.
 
MEDICINA VETERINÁRIA FACVEST DISCIPLINA DE FARMACOLOGIA VETERINÁRIA FARMACOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO
 
2
RESPOSTA DOS ÓRGÃOS EFETORES AOS IMPULSOS AUTONÔMICOS
A maioria das vísceras é inervada por ambas as divisões do SNA, e o nível de atividade representa a integração deinfluência dos 2 componentes. Há, entretanto, órgãos que são inervados e controlados por somente uma divisão do SNA.Apesar do convencional de antagonismo entre as divisões do SNA, suas atividades em estruturas podem ser oudiferentes e independentes ou integradoras e interdependentes.Alguns exemplos:
 
Efeitos opostos: músculo liso visceral do intestino, bexiga e coração
 
Efeitos complementares: glândulas salivares
 
Apenas inervação simpática: glândulas sudoríparas
 
Apenas inervação parassimpática: músculo ciliar do olho
TRANSMISSÃO DOS IMPULSOS NO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO
Transmissão se refere à passagem de impulsos por uma sinapse ou junção neuroefetora. A transmissão da informaçãodos neurônios pré-ganglionares a neurônios pós-ganglionares ou de pós-ganglionares aos órgãos efetores envolve a transmissãoquímica de impulsos nervosos.Independente do tipo de neurônio considerado, as etapas fundamentais na transmissão química são as mesmas.1.
 
Impulsos elétricos, originários do SNC resultam em fluxo iônico mediado por canais iônicos.2.
 
O fluxo iônico transmembrana leva a geração de um potencial de ação propagado pelo axônio.3.
 
A chegada do potencial de ação na terminação nervosa pré ou pós ganglionar leva a uma liberação do neurotransmissor,estocado em vesículas intracelulares.4.
 
A liberação do neurotransmissor ocorre através de um processo dominado exocitose, que é cálcio-dependente. Opotencial de ação ativa canais de cálcio. O aumento da concentração de cálcio intracelular promove a fusão entre asmembranas das vesículas e a do axônio, com posterior rompimento das vesículas e extravasamento do conteúdo destaspara a fenda sináptica.5.
 
O neurotransmissor se difunde através da fenda sináptica e pode interagir com receptores no corpo celular do neurôniopós-ganglionar (receptores pós-sinápticos).6.
 
Tanto no sistema simpático quanto no parassimpático,
o neurotransmissor liberado pelos neurônios pré-ganglionares éa acetilcolina (ACh).
 7.
 
A ativação dos receptores pós-sinápticos leva ao aumento da permeabilidade iônica que resulta na geração depotenciais de ação que são propagados pelo axônio do neurônio pós-ganglionar até o órgão-alvo.O neurotransmissor liberado pelos terminais pós-ganglionares é:
 
Noradrenalina (norepinefrina ou NA):
simpático.
 
Acetilcolina (ACh):
parassimpáticoA resposta subsequente no órgão efetor depende das características do neurotransmissor e do tipo de receptor presente.A ACh e a NA atuam em diferentes receptores farmacológicos para mediar sua resposta final no órgão-alvo.Após a liberação do neurotransmissor, este deve ser rapidamente inativado para evitar a ativação excessiva dos receptores. Assinapses possuem 2 mecanismos gerais para realizar este processo:
 
presença de enzimas altamente seletivas para degradar os neurotransmissores tanto na fenda sináptica quanto na pré-sinapse.
 
sítios de captação e recaptação presentes nas terminações pré-sinápticas, fígado, músculo e células da glia no SNCrespectivamente, e que transportam o neurotransmissor para o terminal pré-sináptico.Resumindo, as etapas fundamentais da neurotransmissão são:
 
Síntese do transmissor
 
Armazenamento do transmissor
 
Liberação do transmissor
 
Interação do transmissor liberado com os receptores da membrana
 
Remoção (captação) rápida do transmissor da vizinhança dos receptores
 
Recuperação rápida da célula efetora ao estado que precedia a ação do transmissor.
 
MEDICINA VETERINÁRIA FACVEST DISCIPLINA DE FARMACOLOGIA VETERINÁRIA FARMACOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO
 
3
TRANSMISSÃO AUTONÔMICA ADRENÉRGICA
1. BIOSSÍNTESE DE CATECOLAMINASNeste tema geral são incluídas:
 
Noradrenalina (NA ou norepinefrina) – neurotransmissor nas fibras pós-ganglionares, também encontrada em algumasregiões do cérebro.
 
Dopamina (DA) – é sintetizada com precursor da NA. No SNC, a DA é um neurotransmissor de algumas vias.
 
Adrenalina ou epinefrina – sua formação ocorre principalmente na medula supra-renal e em certas regiões cerebrais.O precursor para a biossíntese das catecolaminas é o aminoácido L-tirosina, que é ativamente transportado tanto para ointerior de neurônios noradrenérgicos quanto para as células da medula supra-renal.2. ARMAZENAMENTO DE NORADRENALINA E ADRENALINAOs sítios mais importantes de armazenamento de noradrenalina e adrenalina são as vesículas granulares, observadas emaltas concentrações nas varicosidades da terminação nervosa.Na medula adrenal, a noradrenalina deixa os grânulos e, no citoplasma, é metilada a adrenalina, que é armazenada emoutras vesículas.3. LIBERAÇÃO DE CATECOLAMINASQuando um impulso nervoso é propagado ao longo do neurônio adrenérgico pós-ganglionar, ocorre a liberação danoradrenalina a partir das vesículas de armazenamento.Após a exocitose, o neurotransmissor liberado poderá atuar em receptores pré ou pós-sinápticos, ser degradado intra ouextraneuronalmente ou ser recaptado para a terminação pré-sináptica.4. INTERRUPÇÃO DAS AÇÕES DAS CATECOLAMINASAs ações da NA e da adrenalina são interrompidas por:
Recaptação pelas terminações nervosas:
através de mecanismo de transporte ativo específico, sendo o mecanismo maisimportante na cessação da ação da NA liberada.
Diluição por difusão para fora da fenda sináptica e captação em locais extraneuronais
 

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