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A IMPORTÂNCIA DO PAPEL DO PROFESSOR PARA O SUCESSO DA EDUCAÇÃO -PROF. DR. PAULO GOMES LIMA - UFGD

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O papel do professor como um dos vetores essenciais para o bom desenvolvimento educacional.
O papel do professor como um dos vetores essenciais para o bom desenvolvimento educacional.

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A IMPORTÂNCIA DO PAPEL DO PROFESSOR PARA O SUCESSO DAEDUCAÇÃO
Paulo Gomes LimaProf. Adjunto da FAED/UFGD – MS
.Área Fundamentos da Educação.
O perfil do novo professor do século XXI precisa ter uma identidade que nãoseja imutável. Tal perfil se caracteriza por um processo de construção do sujeitohistoricamente situado .Ser professor então, passa a ter um caráter dinâmico,reflexivo, transdisciplinar e que, requer do profissional da educação uma articulaçãodos saberes de forma significativa, primando por uma visão de totalidade e nãofragmentação, quer em sua formação continuada, quer no desenvolvimento de seuexercício pedagógico. Observamos que uma identidade profissional se constrói peloscompromissos sustentados por uma dimensão ética, mas que não deve colocar amargem perspectivas recorrentes da prática pedagógica propriamente dita, dentre asquais figuram as dimensões:
da reafirmação de práticas consagradas culturalmente e que permanecemsignificativas.
das práticas que resistem a inovações, porque repleto de saberes válidosquanto as necessidades da realidade.
do confronto entre as teorias e as práticas, da análise sistemática das práticas a luz das teorias existentes da construção de novas teorias.
da construção, pelo significado que cada professor, como ator e autor,confere a atividade docente ao seu cotidiano, com base em seus valores,seu modo de situar-se no mundo, sua história de vida, suas representações,seus saberes, suas angústias e seus anseios, no sentido que tem em sua vidaao ser professor, assim como baseados em sua rede de relações com outros professores, sindicatos, agrupamentos.Durante a vida profissional do professor o seu fazer e sua formação devem setornar objetos permanentes de discussão, por meio de questionamentos de seus fazeresrevisitados, pelas contribuições dos pares, pelas modificações e inovações necessáriasna novidade da aula de cada dia, pela necessidade do vir a ser na construção de si e de
 
seu aluno e sobretudo pela responsabilidade e co-participação na problematização daformação dos cidadãos em formação que constituem o porquê das ações escolares,representados pelo coletivo escolar: tanto alunos como todos os atores sociais da escolae seu entorno. Este espaço de discussão permanente favorece o desenvolvimento de umaintervenção pedagógica sistematizada, em busca da eficiência e eficácia.Para uma educão de qualidade, o trabalho do professor, no seu fazecomunicativo, deve ser pontuado por ações intencionais que valorizem o conhecimentocontextualizado do aluno, como já enfatizamos; consequentemente a tarefa docenterequer altruísmo no ato da descoberta, no ato de estudo, no ato de valorização doestudante enquanto sujeito recorrente e a evidenciação de todas as mãos e vozes quecontribuíram para o seu bom desempenho. A ação recorrente desperta, nesta diretriz, aconsciência de que o trabalho docente não é um formato hermético, cujo conhecimentocentra-se na pessoa do professor, muito pelo contrário, é uma busca, uma troca em quealuno e mestre tornam-se parceiros no processo, pois ambos são atores sociais e, demaneira indissociável temos
“... a alegria dos alunos em sentir-se que são importantesao mesmo tempo como interlocutores diretos e como presença humana (...) Os alunos são arrastados pelo professor (no duplo sentido da palavra arrastar) mas, da mesma forma, o eles que com freqüência o arrastam, chegando por vezes a fa-loextravasar 
(Snyders, 1995, p. 104-105). Esta educação transformadora promove aconsciência de quem desenvolve o trabalho pedagógico – o professor, a equipe técnica ecolaboradores, bem como o desenvolvimento do estudante; todos são participantes deuma história construída por meio de vez, voz e voto e mais do que isso, os saberes quesão adquiridos e desdobrados passam a ter um outro sabor: uma ênfase na construçãodo homem como ator social e não como sujeito passivo que deve, simplesmente,consumir um conhecimento intelectual linearizado. É claro que isto não é fácil e nãoacontece de um dia para o outro; pelo contrário, é uma tarefa diária em que, peladisposição de todos os atores sociais ninguém pode desistir se dando por esgotado ouderrotada; lembrando um excelente filme – 
 A corrente do bem -
“quando as pessoasdesistem todos perdeme vale dizer que o professor tem papel fundamental namotivação deste clima organizacional.Acreditamos que o fazer pedagógico comunicativo deve ser, sobretudo, umdinamismo “dialogal” permanente, onde o professor não deve cultivar o medo de lançar alguns desafios para seus alunos por considerá-los sem condições suficiente de
 
respostas e nem mesmo de utilizar simplesmente o que a escola dispõe, mesmo que sejasomente a disposão dos sujeitos interlocutores (pois existe uma quantidadesignificativa de escolas que não tem condições materiais de apoio pedagógico ao professor), pelo contrário, ao mesmo tempo que os desafia, analisa as contribuições datotalidade da escola em sua intervenção e de como está se dando a sua própria práticadocente pela resposta de seus alunos aos seus desafios, tendo como indicadores a participação, o interesse e a vontade de ser cada vez melhor; desta forma o professor também é constantemente desafiado a repensar a sua prática pedagógica, a partir de seuolhar contextualizado e recorrente, levando em conta as solicitações das múltiplas vozesque participam direta ou indiretamente do processo ensino-aprendizagem.Diferentemente de outras profissões, o professor deve se comprometer com odesenvolvimento de seu exercício, por causa de si e do outro concomitantemente, isto é,na dimensão do trabalho docente o educador deve ter bem claro que o aluno é o centrode seu trabalho e solicita muito mais do que olhares tecnicistas ou mesmo olharesdistantes de sua própria realidade. Solicita olhares que falem a sua língua, que sejamcapazes de explorar suas capacidades, que sejam capazes de torná-los cada vez mais econtinuamente, atores sociais conscientes não somente da revelação do mundo e de si,mas de sua constrão, de sua intervenção em sua história e na do mundo,contingenciando fazeres e pensares para a dimensão de seu destino.É a partir de uma intervenção sistematizada que o professor poderá pontuar mais emelhor suas ações em relação ao desempenho de seus alunos. Neste sentido contribuirão para isto o conhecimento dos instrumentos mais apropriados ou reconstruídos. Não valeconhecer e aplicar qualquer aparato interventivo se, segundo a solicitação do grupo,mudanças são necessárias. O professor que desenvolve comprometidamente o seuexercio percebe onde, como e quando precisa modificar os referenciaismetodológicos, porque melhor do que qualquer outro ator social da escola aproxima-sedo seu aluno e consegue realizar leituras que lhe permitem reorientar a sua prática pedagógica.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SNYDERS, G.
Felizes na universidade
: estudo a partir de algumas biografias. Rio deJaneiro: Paz e Terra, 1995. 189p.

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