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Capitulo - Edw - Versao 8 - Reform - Final

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DIRETRIZES CURRICULARES E A FORMAÇÃO EM PSICOLOGIA:DEBATES CONSTANTES, CONSENSOS POSSÍVEIS
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Eduardo Alexandre R. da Silva INTRODUÇÃOA profissão de psicólogo foi regulamentada no Brasil em 27 de agosto de 1962 com a leifederal nº 4.119. Esta estabelece as diretrizes para a formação, vida escolar, diplomação, critérioslegais e civis para o exercício e o desempenho das funções do profissional.Por tratar-se de uma atividade profissional bastante ampla, que por sua natureza intrínseca envolve a promoção da dignidade e da integridade humana, trata diretamente da saúde e bem-estardas pessoas.Diante dessa abrangência, foram criados outros dispositivos civis para servirem de suporteao direcionamento tanto da formação como da atuação dos psicólogos, tais como: a resolução doConselho Nacional de Saúde (CNS nº 218/97), reconhecendo o psicólogo como profissional desaúde de nível superior e o Catálogo Brasileiro de Ocupações (CBO), descrevendo atividades de sua competência.Especificamente no que se refere à formação, a Lei 9.394 estabelece as diretrizes e bases da educação nacional (Cap. IV – Da educação superior) e os pareceres e resoluções do Conselho Nacional de Educação para o estabelecimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursosde Graduação em Psicologia (CNE/CES n.º 1.314 / CNE/CES n.º 72 / CNE/CES n° 62 / CNE/CESnº 153/2007 / CNE/CES Nº 8).Enquanto todo esse cabedal de normatização é elaborado, o que se encontra nos bastidores éum constante e ferrenho jogo de forças entre todos os envolvidos.Todo o cuidado concernente à formação e ao exercício profissional torna-se cada vez maiora media que se expande o número de instituições formadoras de psicólogos no Brasil, criandoassociações que discutem o ensino da profissão.Ademais, mudanças significativas foram sendo gradativamente implantadas nos cursos degraduação de Psicologia desde a década de 80. Essas mudanças aos poucos desviaram o enfoque da formação antes centrado em áreas de atuação, costumeiramente: Psicologia Clínica, Psicologia Escolar e Psicologia Organizacional; baseadas em um modelo marcadamente clínico com uma visãopositivista de homem, para passar a um modelo de atuação de caráter biopsicossocial, baseado em
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Diretrizes Curriculares e a formação em Psicologia: debates constantes, consensos possíveis. In: Guarnieri, Ivanor L.& Bocca, Marivania C. (2008). Psicologia em Foco: uma abordagem no plural.1 ed.Cascavel - PR : Coluna do Saber, p.133-157.
 
ênfases curriculares, com a finalidade de desenvolver habilidades básicas de atuação a seremadquiridas e aperfeiçoadas pelos acadêmicos.Entretanto, isso não se deu de forma pacífica, foram muitos embates com a Comissão deEspecialistas do MEC e entre os próprios debatedores. Houve porém, uma verdadeira união deforças, que se desenvolveu nos encontros das entidades representativas da categoria profissional(Conselho Regional e Conselho Federal de Psicologia), associações de psicólogos, instituições deensino, acadêmicos e outros. Todo esse empenho, na esperança de poder alterar para melhor, a proposta formativa para os futuros profissionais em Psicologia.O presente trabalho pretende contribuir com a discussão que busca o entendimento dasraízes da mudança curricular nos cursos de Psicologia no Brasil, sintetizando, de mododespretensioso, diversos discursos produzidos até o presente momento sobre o assunto. Para issoarticularemos as discussões subdivididas nos subtítulos a seguir.Breve histórico da formação profissional do psicólogo no Brasil, que apresenta brevemente a trajetória da construção profissional no Brasil, marcada por iniciativas isoladas e fases distintas.O currículo mínimo em Psicologia, apresenta as primeiras experiências formativas emPsicologia no Brasil, dispõe sobre as características do currículo mínimo e demonstra a importância de seu estabelecimento de modo conjunto com a lei que regulamenta a profissão.Críticas ao modelo formativo do currículo mínimo, discute as bases ideológicas (modelobiomédico e neoliberalismo) em que o currículo mínimo em Psicologia foi construído,demonstrando os motivos da insatisfação com o modelo formativo que profissionalizava ospsicólogos no Brasil antes da LDB e das diretrizes curriculares.As condições preparatórias à criação das Diretrizes Curriculares na Psicologia, apresenta asmudanças no cenário sócio-político brasileiro e as principais insatisfações dos profissionais,entidades de classe e da comunidade acadêmica, que conduziram a criação das diretrizescurriculares.As Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em Psicologia, apresenta as diretrizes curriculares e suas particularidades.Considerações finais, acrescenta algumas discussões sobre as mudanças curriculares noscursos de Psicologia.
 
 
Breve histórico da formação profissional do psicólogo no Brasil 
O primeiro projeto de curso de Psicologia no Brasil foi implantado pelo Decreto nº 21.173de 19 de março de 1932, convertendo o Laboratório de Psicologia da Colônia de Psicopatas emInstituto de Psicologia. Um dos artigos desse decreto mudava o foco de influência que regia a recémcriada instituição, retirando a jurisdição do Ministério da Justiça e colocando-o sob dependência imediata do Ministério de Educação e Saúde Pública (CENTOFANTI, 1982; CENTOFANTI, 2004;JACÓ-VILELA, 1999).A implantação de cursos oficialmente estruturados para a formação do psicólogo no Brasil,ocorreu por meio das demandas emergentes por esse profissional em nosso país.A partir da década de 30 o Brasil intensifica o processo de industrialização. Boa parcela da classe empresarial e elementos do próprio governo se interessam pelas idéias e modelosestrangeiros que vêem na racionalização do trabalho, a ferramenta ideal para o aumento da eficiência e da produtividade (DEDECCA, 1998).Entretanto, para incrementar o processo da produção, além de operários capazes de operarmáquinas e outros artefatos mais complexos de trabalho, precisam de um nível mínimo de instruçãoeducacional que os capacitassem a compreender e executar instruções de seus superiores(DEDECCA, 1982; DEDECCA, 1998; NAGLE, 2001; SUPERTI, 2006). Havia a “... percepção deque a criação de riquezas dependia intimamente da produtividade e esta se vinculava à qualificaçãotécnica dos trabalhadores.” (SUPERTI, 2006, p. 9-10) Nesse clima de renovação econômica, a Psicologia chega ao Brasil oferecendo serviçosespecializados para o serviço público, indústrias e comércio em atividades de recrutamento eseleção de trabalhadores para diferentes cargos. De maneira complementar, nas instituiçõeseducacionais e nos serviços de orientação vocacional as práticas psicológicas predominantes eramde cunho avaliativo com a aplicação de testes para a descoberta de aptidões profissionais eencaminhamento ao circuito produtivo (PEREIRA & PEREIRA NETO, 2003; ESCH & JACÓ-VILELA, 2001; MANCEBO, 1999).Contudo, as práticas psicológicas careciam de uma sistematização acadêmica maisconsistente. Até a regulamentação da profissão em 1962, a atividade psicológica era exercida porprofissionais de áreas afins, na sua grande maioria, oriundos de formações acadêmicas comomédicos, pedagogos, engenheiros, militares, licenciaturas, filósofos, entre outras, ou ainda psicólogos que obtiveram esta formação em outros países. Os profissionais que atuavam de maneira mais técnica, sem uma formação universitária orientada cientificamente ao objeto da Psicologia,

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