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Africa

Africa

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Published by: Mauro Damiao A. Joao on Mar 23, 2009
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05/05/2013

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Colonização da África
Processo de ocupação territorial, exploração econômica e domínio político do continenteafricano por potências européias. Tem início no século XV e estende-se até a metade doséculo XX. Ligada à expansão marítima européia, a primeira fase do colonialismoafricano surge da necessidade de encontrar rotas alternativas para o Oriente e novosmercados produtores e consumidores.
Portugueses
Iniciam o processo na primeira metade do século XV, estabelecendo feitorias, portos eenclaves no litoral oeste africano. Não existe nenhuma organização política nas colônias portuguesas, exceto em algumas áreas portuárias onde há tratados destinados a assegurar os direitos dos traficantes de escravos. A obtenção de pedras, metais preciosos eespeciarias é feita pelos sistemas de captura, de pilhagem e de escambo. O método predador provoca o abandono da agricultura e o atraso no desenvolvimentomanufatureiro dos países africanos. A captura e o tráfico de escravos dividem tribos eetnias e causam desorganização na vida econômica e social dos africanos. Milhões de pessoas são mandadas à força para as Américas, e grande parte morre durante as viagens.A partir de meados do século XVI, os ingleses, os franceses e os holandeses expulsam os portugueses das melhores zonas costeiras para o comércio de escravos.
Ingleses
 No final do século XVIII e meados do século XIX, os ingleses, com enorme poder navale econômico, assumem a liderança da colonização africana. Combatem a escravidão, jámenos lucrativa, direcionando o comércio africano para a exportação de ouro, marfim eanimais. Para isso estabelecem novas colônias na costa e passam a implantar um sistemaadministrativo fortemente centralizado na mão de colonos brancos ou representantes daCoroa inglesa.
Holandeses
Estabelecem-se na litorânea Cidade do Cabo, na África do Sul, a partir de 1.652.Desenvolvem na região uma nova cultura e formam uma comunidade conhecida comoafricâner ou bôer. Mais tarde, os bôeres perdem o domínio da região para o Reino Unidona Guerra dos Bôeres.
PARTILHA DA ÁFRICA
 No fim do século XIX e início do século XX, com a expansão do capitalismo industrial,começa o neocolonialismo no continente africano. Entre outras características, é marcado pelo aparecimento de novas potências concorrentes, como a Alemanha, a Bélgica e aItália. A partir de 1880, a competição entre as metrópoles pelo domínio dos territóriosafricanos intensifica-se. A partilha da África tem início, de fato, com a Conferência deBerlim (1884), que institui normas para a ocupação. No início da I Guerra Mundial, 90%das terras já estão sob domínio da Europa. A partilha é feita de maneira arbitrária, não
 
respeitando as características étnicas e culturais de cada povo, o que contribui paramuitos dos conflitos atuais no continente africano. Os franceses instalam-se no noroeste,na região central e na ilha de Madagáscar. Os ingleses estabelecem territórios coloniaisem alguns países da África Ocidental, no nordeste e no sul do continente. A Alemanhaconquista as regiões correspondentes aos atuais Togo, Camarões, Tanzânia, Ruanda,Burundi e Namíbia. Portugal e Espanha conservam antigas colônias. Os portuguesescontinuam com Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique,enquanto os espanhóis mantêm as posses coloniais de parte do Marrocos e da GuinéEquatorial. A Bélgica fica com o Congo (ex-Zaire) e a Itália conquista a Líbia, a Eritréiae parte da Somália.Após a partilha ocorrem movimentos de resistência. Muitas manifestações são reprimidascom violência pelos colonizadores. Também são exploradas as rivalidades entre os próprios grupos africanos para facilitar a dominação. A colonização, à medida querepresenta a ocidentalização do mundo africano, suprime as estruturas tradicionais locaise deixa um vazio cultural de difícil reversão. O processo de independência das colôniaseuropéias do continente africano tem início a partir da II Guerra Mundial.Fonte: geocities.yahoo.com.br 
COLONIZAÇÃO DA ÁFRICA
A REAÇÃO DOS AFRICANOS
A conquista da África foi entremeada de tenaz resistência nativa. A mais célebre delasforam as Guerras Zulus, travadas no século 19 pelo rei Chaka (que reinou de 1818 a1828) na África do Sul, contra os ingleses e os colonos brancos boers. Entrementes, oscolonizadores começaram a combater as endemias e doenças tropicais que dificultavam avida dos europeus através do saneamento e da difusão da higiene. A África era temida pelas doenças tropicais: a febre amarela, a malária e a doença do sono, bem como dalepra. O continente, igualmente, ocupado por missões religiosas, tanto católicas como protestantes. Junto com o funcionário colonial, o aventureiro, o fazendeiro, e ogarimpeiro branco, afirmou-se lá, em caráter permanente, o padre ou o pastor pregando oevangelho.Essa ocupação escancarada provocava amargura entre os africanos que se sentiaminferiorizados e impotentes perante a capacidade administrativa, militar e tecnológica, docolonialista europeu. Já na metade do século 19, o afro-americano Edward W. Blyden,que emigrara para a Libéria em 1850, descontente com a perda da auto-estima dosnegros, proclamava a existência de uma “personalidade africana” com méritos e valores próprios, contraposta a dos brancos. E, imitando James Monroe, lançou o slogan “África para os africanos!”.Em 1919 reuniu-se em Paris, o 1º Congresso Pan-africano, organizado pelo intelectualafro-americano W.E.B. Du Bois. Reivindicou ele um Código Internacional quegarantisse, na África tropical, o direito dos nativos, bem como um plano gradual queconduzisse à emancipação final das colônias. Conquanto que, para os negros americanos,era solicitado a aplicação dos direitos civis (que só foram finalmente aprovados pelocongresso dos E.U.A. em 1964!).
 
O último congresso Pan-africano, o 5º, reuniu-se em Manchester, na Inglaterra, em 15-18de outubro de 1945, tendo a presença de Du Bois, Kwane Nkurmah, futuro emancipador da Ghana, e Jomo Kenyatta, o líder da Quênia. Trataram de aclamar a necessidade daformação de movimentos nacionalistas de massas para obterem a independência daÁfrica o mais rápido possível.
A DESCOLONIZAÇÃO
A descolonização tornou-se possível no após-1945 devido a exaustão em que as antigas potências coloniais se encontraram ao terem-se dilacerado em seis anos de guerramundial, de 1939 a 1945. Algumas delas, como a Holanda, a Bélgica e a França, foramocupados pelos nazistas, o que acelerou ainda mais a decomposição dos seus impérios noTerceiro Mundo. A guerra também as fragilizou ideologicamente: como podiam elasmanter que a guerra contra Hitler era uma luta universal pela liberdade contra a opressãose mantinham em estatuto colonial milhões de asiáticos e africanos?A Segunda Guerra Mundial se debilitou a mão do opressor colonial, excitou onacionalismo dos nativos do Terceiro Mundo. Os povos asiáticos e africanos foramassaltados pela impaciência com sua situação jurídica de inferioridade, considerando cadavez mais intolerável o domínio estrangeiro. Os europeus, por outro lado, foram tomados por sentimentos contraditórios de culpa por manterem-nos explorados e sob sua tutela,resultado da influencia das idéias filantrópicas, liberais e socialistas, que remontavam aoséculo 18. Haviam perdido, depois de terem provocado duas guerras mundiais, toda asuperioridade moral que, segundo eles, justificava seu domínio.Quem por primeiro conseguiu a independência foram os povos da Ásia (começando pelaÍndia e Paquistão, em 1946). A maré da independência atingiu a África somente em 1956.O primeiro pais do Continente Negro a conseguí-la foi Ghana, em 1957. Em geral podemos separar o processo de descolonização africano em dois tipos. Aquelas regiõesque não tinham nenhum produto estratégico (cobre, ouro, diamantes ou petróleo)conseguiram facilmente sua autonomia, obtendo-a por meio da negociação pacífica. E, aocontrário, as que tinham um daqueles produtos, considerados estratégicos pela metrópole,explorados por grandes corporações, a situação foi diferente (caso do petróleo na Argéliae do cobre no Congo belga). Neles os colonialistas resistiram aos movimentosautonomistas, ocorrendo movimentos de guerrilhas para expulsá-los.
OS PARTIDOS E OS MOVIMENTOS AFRICANOS
Apesar da existência de 800 etnias e mais de mil idiomas falados na África, podemosencontrar alguns denominadores comuns entre os partidos e movimentos que lutaram pela descolonização. O primeiro deles é de que todos eles ambicionavam aindependência, conquistada tanto pela vertente de radicalismo revolucionário ou atravésdo reformismo moderado, que tanto podia implantar uma republica federativa como umaunitária.Em geral, os partidos optaram pelo centralismo devido a dificuldade em obter consensoentre tribos rivais. Esse centralismo é geralmente assumido pelo próprio líder daemancipação, (como Nkrumah em Ghana) pelo partido único (ou “partido dominante”

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Clausse Tomas liked this
Marceluz Gomes added this note
Tem algo que nao entendo ... Os judeus foram chamados para sua terra natal tem acesso a sua origem Os descendentes dos europes sabem quem sao e a hora q querem podem retornar pra seu pais de origem porque nos nao temos este direito pelo menos de saber ?!! Colocar os pes na africa pelo menos um dia na vida . As vezes acho que ainda sou escravo ou melhor tenho certeza disso !!!
Marceluz Gomes added this note
Gostei do material muito bom !!! sabe ?!!! Eu tenho maior vontade de descobrir de onde vieram meus ancestrais . Queria saber qual e meu verdadeiro sobre nome ,de que regiao eu vim . queria voltar para a Africa algo em meu coraçao me pede para voltar . mesmo a midia no Brasil pondo uma imagem negativa da africa mesmo assim eu queria voltar Nao gosto daqui nunca gostei
Carlos Eduardo added this note
gostei esta era mesmo a pesquisa que eu procurava
Lucas Pita added this note
Uma vez encontarada a informação necessária , agradeço a todos os participantes e façam deste site um local de divulgação de muita informação científica
Marine Santos liked this

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