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A RTIGO
A RT I C L E
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Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 20(1):224-232, jan-fev, 2004
PPRA/PCMSO: auditoria, inspeçãodo trabalho e controle social
E n v i ronment risk prevention programs andoccupational health monitoring programs: audits,labor inspection, and social contro l
1Delegacia Regional do Trabalho na Ba h i a , Ministério do Trabalhoe Em p re g o,S a l va d o r,Bra s i l .
C o r re s p o n d ê n c i a
Ca rlos Ro b e rto Mi ra n d aDelegacia Regional do Trabalho na Ba h i a , Ministério do Trabalhoe Em p re g o.Rua Magno Va l e n t 6 8 / 1 0 0 1 ,S a l va d o r,BA4 1 8 1 0 - 6 2 0 ,Bra s i l .miranda@saudeetrabalho.com.br 
Ca rlos Ro b e rto Mi randa
1
Ca rlos Ro b e rto Dias 
1
A b s t r a c t
The authors analyzed environmental risk pre-vention pro g rams and occupational healthmonitoring pro g rams implemented by 30 com-panies from various industrial sectors,e a c hwith more than 100 employ e e s ,in Salva d o r,Ba h i a ,Bra z i l .Ob s e rved inconsistencies were studied according to occupational risk,c o n s i d-ering the different stages of development in the p ro g ra m s .The study suggested low technical quality in these pro g ra m ,re vealing the need toi n c rease the range of government inspectionand to stimulate worker and trade union par-ticipation in such pro g ra m s .The deve l o p m e n and improvement of inspection pro c e d u re s ,i n-s t r u m e n t s ,and protocols were also considere  fundamentally important for health and safety in the work p l a c e .En v i ronmental Risks;Occupational He a l t h ;Occupational Risk 
I n t ro d u ç ã o
 A legislação bra s i l e i ra que trata da segurança eda saúde no trabalho passou a adotar um novoe n f o q u e, a partir do final de 1994, ao estabele-cer a obri g a t o riedade das empresas elabora-rem e implementarem dois proramas: um am-biental, o Pro g rama de Pre venção de Riscos Ambientais (PPRA), e outro médico, o Pro g ra-ma de Co n t role Médico de Saúde Oc u p a c i o n a l(PCMSO). Adotando como paradigma a Co n-venção 161/85 da Organização In t e rn a c i o n a ldo Trabalho (OIT), a legislação bra s i l e i ra es-p ecífica passou a considerar as questões in-c identes não somente sobre o indivíduo mastambém sobre a coletividade de traba l h a d o res, p ro m ove n d o, assim, uma ampliação do con-ceito re s t rito de “medicina do trab a lho
1, 2
.Em ve rd a d e, apesar de o Brasil ter ra t i f i-c ado em 1991 a Co nvenção 161 da OIT, até 1994as No rmas Re g u l a m e n t a d o ras (NR) cara c t e-riz a vam-se ainda por um enfoque essencial-mente “ i n d i v i d u a l i s t a. As NR-7 e 9 intitula-va m - s e, re s p e c t i va m e n t e, Exames Médicos eRiscos Ambientais, ou seja, a ênfase era, isola-d a m e n t e, ora para o corpo do tra b a l h a d o r, orap a ra a avaliação quantitativa de um certo ri s-co ambiental. As novas norm a s, pre o c u p a d a sa g o ra com a saúde do conjunto dos tra b a l h a-d o re s, pri v i l e g i a ram o instrumental clínico-epidemiológico na abordagem da relação saú-d e / t rabalho e intro d u z i ram a questão da va l o-
 
AUDITORIA, INSPEÇÃO DO TRABALHO E CONTROLE SOCIAL
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Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 20(1):224-232, jan-fev, 2004
rização da participação dos tra b a l h a d o res e doc o n t role social. Neste sentido, a exigência le-gal dos novos proramas PCMSO e PPRA re p re-sentou, na prática, a superação de um “viés bio-l o g i s t a / a m b i e n t a le a introdução de um “o-lhar coletivo” nas questões relacionadas com as e g u rança e a saúde dos tra b a l h a d o res bra s i-l e i ros
3 , 4
.
P rograma de Prevençãode Riscos Ambientais
O PPRA, cuja obri g a t o riedade foi estabelecidapela NR-9 da Po rt a ria 3.214/78, apesar de seucaráter multidisciplinar, é considerado essen-cialmente um pro g rama de higiene ocupacio-nal que deve ser implementado nas empre s a sde forma articulada com um pro g rama médi-co – o PCMSO
5 , 6
.Todas as empre s a s, independente do nú-m e ro de empregados ou do grau de risco desuas atividades, estão obrigadas a elaborar eimplementar o PPRA, que tem como objetivo aprevenção e o controle da exposição ocupacio-nal aos riscos ambientais, isto é, a pre venção eo controle dos riscos químicos, físicos e bioló-gicos presentes nos locais de tra b a l h o. A NR- 9detalha as etapas a serem cumpridas no desen-volvimento do pro g rama, os itens que com-põem a etapa do reconhecimento dos ris c o s, oslimites de tolerância adotados na etapa de ava-liação e os conceitos que envo l vem as medidasde contro l e. A norma estabelece, ainda, a obri-g a t o riedade da existência de um cro n o g ra m aque indique claramente os pra zos para o de-s e n volvimento das diversas etapas e para oc u m p rimento das metas estabelecidas.Um aspecto importante deste pro g rama éque ele pode ser elaborado dentro dos concei-tos mais modernos de gerenciamento e gestão,em que o empregador tem autonomia suficien-te para, com re s p o n s a b i l id ad e, adotar um con- junto de medidas e ações que considere neces-s á rias para garantir a saúde e a integridade físi-ca dos seus trab a lha d o re s. A elabora ç ã o, imple- mentação e avaliação do PPRA podem ser fei-tas por qualquer pessoa, ou equipe de pessoasq u e, a cri t é rio do empre g a d o r, sejam capaze sde desenvo l ver o disposto na norma. Além dis-s o, cabe à própria empresa estabelecer as es-t ratégias e as metodologias que serão utiliza-das para o desenvolvimento das ações, bemcomo a forma de re is t ro, manutenção e divul-gação dos dados gerados no desenvo l v i m e n t odo pro g rama. As ações do PPRA devem ser desenvo l v i d a sno âmbito de cada estabelecimento da empre-sa, e sua abrangência e profundidade depen-dem das características dos riscos existentesno local de trabalho e das re s p e c t i vas necessi-dades de contro l e. A NR-9 estabelece as dire t ri zes gerais e ospa r â m e t ros mínimos a serem observados na e-xecução do pro g rama; porém, os mesmos po-dem ser ampliados mediante negociação co-l et i va de tra b a l h o. Pro c u rando garantir a efeti-va implementação do PPRA, a norma estabele-ce que a empresa deve adotar mecanismosde a valiação que permitam ve rificar o cumpri-mento das etapas, das ações e das metas pre-v i s t a s. Além disso, a NR-9 prevê algum tipo dec o nt role social, garantindo aos tra ba l h ad o res o d i reito à informação e à participação no plane- jamento e no acompanhamento da execuçãodo pro g ra m a .
P rograma de Controle Médicode Saúde Ocupacional
O PCMSO, cuja obri g a t o riedade foi estabeleci-da pela NR-7 da Po rt a ria 3.214/78, é um prog ra-ma médico que deve ter caráter de pre ve n ç ã o,ra s t reamento e diagnóstico precoce dos agra-vos à saúde relacionados ao tra b a l h o. En ten de - se aqui por diagnóstico pre c o c e”, segundo oconceito adotado pela Organização Mundial daSaúde (OMS), a detecção de distúrbios dos me-canismos compensatórios e homeostáticos, en-quanto ainda permanecem re ve r s í veis altera-ções bioquímicas, morfológicas e funcionais.Todas as empre s a s, independente do nú-m e ro de empregados ou do grau de risco desua atividade, estão obrigadas a elaborar e im-plementar o PCMSO, que deve ser planejado eimplantado com base nos riscos à saúde dost ra b a l h a d o re s, especialmente os riscos identi-ficados nas avaliações previstas no PPRA. En tresuas dire t ri ze s, uma das mais importantes éaquela que estabelece que o PCMSO deve con-sid erar as questões incidentes tanto sobre o in- divíduo como sobre a coletividade de tra b a-l h ad o re s, privilegiando o instrumental clínico-e p id e m i o l ó g i c o. A norma estabelece, ainda, op ra zo e a periodicidade para a realização dasa valiações clínicas, assim como define os cri t é-rios para a execução e interpretação dos exa-mes médicos complementares (os indicadore sb i o l ó g i c o s).Em síntese, na elaboração do PCMSO, omínimo re q u e rido é um estudo prévio para re-
 
Miranda CR, Dias CR
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conhecimento dos riscos ocupacionais exis-tentes na empresa, por intermédio de visitasaos locais de tra b a l h o, baseando-se nas infor-mações contidas no PPRA. Com base neste re-conhecimento de ri s c o s, deve ser estabeleci-do um conjunto de exames clínicos e comple-m e n t a res específicos para cada grupo de tra-b a l h a d o res da empresa, utilizando-se de co-nhecimentos científicos atualizados e em con-f o rmidade com a boa prática médica. Logo, on í vel de complexidade do PCMSO depende ba-sicamente dos riscos existentes em cada em-p resa, das exigências físicas e psíquicas das ati-vidades desenvolvidas e das cara c t e r í s t i c a sbiopsicofisiológicas de cada população tra b a-l h a d o ra
7
. A norma estabelece as dire t ri zes ge-rais e os parâmetros mínimos a serem obser-vados na execução do pro g rama, podendo osm e s m o s, entre t a n t o, ser ampliados pela ne-gociação coletiva de tra b a l h o.O PCMSO deve ser coordenado por um mé-d i c o, com especialização em medicina do tra-b alho, que será o re s p o n s á vel pela execução do p ro g rama. Ao empre g a d o r, por sua vez, com-pete garantir a elaboração e efetiva implemen-tação do PCMSO, tanto quanto zelar pela suaeficácia. Pro c u rando garantir a efetiva imple-mentação do PCMSO, a NR-7 determina que op ro g rama deverá obedecer a um planejamen-to em que estejam previstas as ações de saú-de a serem executadas durante o ano, deve n d oestas ser objeto de re l a t ó rio anual. O re l a t ó ri oanual deverá discriminar, por setores da empre- sa, o número e a natureza dos exames médicos,incluindo avaliações clínicas e exames comple-m e n t a re s, estatísticas de resultados cons i d e ra-dos anorm a i s, assim como o planejamento pa-ra o ano seguinte.
A inspeção do trabalhoe os programas PPRA/PCMSO
 A inseparabilidade entre o trabalho e o indiví-duo que o realiza, a implicação da pessoa dot rabalhador na atividade laboral, determ i n a muma exigência de tutela de sua liberdade e in-t e g ridade física, ou seja, em última instânciad e t e rminam a intervenção do Estado na re g u-lamentação das relações de tra b a l h o. Em con-seqüência, na medida em que o trabalho é dealguma forma norm a t iz a d o, a inspeção encon-t ra sentido e lugar de ser na história do tra b a-l h o. Em síntese, o serviço de inspeção deve ri aser a forma de tornar efetivas as re g u l a m e n t a-ções do processo de trabalho
8
.Co n t u d o, não são poucas as dificuldadesrelacionadas à inspeção e ao controle dos am-bientes de tra b a l h o. A complexidade cada vezmaior das relações trabalhistas exige que o Au-ditor do Trabalho tenha uma boa formação ju-rídica e técnica. O caráter multidisciplinar dainspeção do trabalho justifica a incorpora ç ã ode carre i ras técnicas que aportem ao sistemade inspeção e proteção do trabalho os conheci-mentos teóricos e práticos que são necessári osp a ra atender adequadamente as questões quese relacionam com a segurança e saúde dost rab a lh a d o res
4
.Neste sentido, a Co n venção n
o
81 da OIT,adotada em 1947 e ratificada pelo Brasil em1957, estabelece em seu artigo 10 que o núme-ro de inspetores de trabalho deve ser o sufi-ciente para permitir o exercício eficaz das fun-ções de serviço de inspeção e será fixado ten-do-se em conta o número, a natureza, a impor-tância e a situação dos estabelecimentos sujei-tos ao controle da inspeção, assim como o nú-m e ro e a diversidade das categorias de tra b a-l h a d o res ocupados nesses estabelecimentos
9
.Em nosso país, o Mi n i s t é rio do Trabalho eEm p rego (MTE) é o órgão de âmbito nacionalcompetente para coord e n a r, ori e n t a r, contro-lar e supervisionar as atividades re l a c i o n a d a scom a segurança e saúde no tra b a l h o, inclusi-ve a fiscalização do cumprimento dos pre c e i-tos legais e re g u l a m e n t a re s, em todo o Te r ri t ó-rio Nacional. No plano estadual, essa fiscali-zação é executada pelas Delegacias Re g i o n a i sdo Trab a lho. Pa ra desenvo l ver a fiscalização naárea de segurança e saúde no trabalho em todoo país, o MTE dispõe atualmente de 690 audi-t o res fiscais. Vale observar que esse contingen-te é claramente insuficiente para inspecionarum total de mais de 4 milhões de estabele-c imentos em atividade e dar cobert u ra a umapopulação economicamente ativa hoje em tor-no de 28 milhões de tra b alha d o re s. Esses dados re velam a existência de um auditor fiscal parac e rca de 6 mil estabelecimentos, ou seja, umauditor fiscal para cada 40 mil tra b a l h a d o re sem atividade no país.No caso do Estado da Bahia, o quadro é ain-da mais grave, pois a Delegacia Regional do Tra-balho dispõe de apenas vinte auditores na áre ade segurança e saúde no trabalho (11 médicosdo trabalho e 9 engenheiros de segurança) pa-ra inspecionar cerca de 200 mil estabelecimen-tos em atividade no Estado e dar cobert u ra pa-ra uma população economicamente ativa hojeem torno de 1.300.000 tra b a l h a d o re s. Ou seja,um auditor fiscal para cerca de 10 mil estabele-c i m e n t o s, ou, um auditor fiscal para cada 65mil tra b a l h a d o res em atividade
1 0 , 1 1
.Em relação ao PPRA, do ponto de vista dainspeção do tra b a l h o, certos procedimentos o-b ri g a t ó rios previstos na NR-9 podem perm i t i r

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