adjetivos ruim, mau-gosto, mau-feito, entre outros). Mais do que revelar o fato deque Teixeirinha tinha muitos fãs e seguidores que aprovariam qualquer coisa queele fizesse, esse contraste, a meu ver, revela a grande discrepância entre o“cinema popular” segundo seu público-alvo, o povo, e o “cinema popular”conforme a crítica desejava que este fosse. Esta é a questão com a qual desejotrabalhar nesta monografia. Comparando essas duas visões a respeito de umcinema praticamente “marginal”, se tomarmos uma leitura oficial da história docinema feito no Brasil nas décadas de 60 a 80 – que simplesmente ignora aprodução de Teixeirinha na maior parte das vezes – pretendo explorar essadiferença de significados e valores que são atribuídos aos seus filmes,relacionando o gosto popular pelo melodrama, gênero dominante no cinema deTeixeirinha, com toda uma tradição latino-americana de “cinema de lágrimas” feitopara as massas desde a década de 30.A idéia, portanto, é, em suma, exercer um olhar sociológico sobre a crítica,evitando a armadilha de fazer qualquer julgamento sobre os filmes – nem defendê-los, nem defenestrá-los.Mas para compreender o cinema de Teixeirinha, é preciso,fundamentalmente, conhecer as especificidades de sua trajetória e de suaascensão como ídolo de massas. Iniciamos neste ponto.
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Foto da capa: exibição do filme Ela Tornou-se Freira, em 5/3/2007, no Projeto Teixeirinha MemóriaNacional em Passo Fundo, RS.
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