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CARTA ABERTA DA COMISSÃO DE JUDEUS SEFARDITAS

CARTA ABERTA DA COMISSÃO DE JUDEUS SEFARDITAS

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04/17/2013

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CARTA ABERTA DA COMISSÃO DE JUDEUS SEFARDITASPORTUGUESES A VIVER FORA DE PORTUGALHá exatamente treze anos, entre muitas viagens a Portugal, nos anosem que fui estudante em Israel e nos que vivi em Paris, para ver as cidadesonde originaram-se os antepassados que tiveram que abandonar as terraslusitanas, começou uma verdadeira odisséia, até chegarmos a este lugar singelo na história de Portugal. Assim como minha própria família em sua grande parte exilada na Itália,milhares de outros judeus, onde quer que fossem, sempre carregaram consigo,além dos
Sifrê Thorá ( 
Rolos da Lei), o espírito cheio do lusitanismo, seussobrenomes, seus pratos típicos e sua língua. Comunidades tão fortes epujantes, mas que não puderam sobreviver aos horrores do nazismo, quesomente na Holanda, dizimou mais de 80% da comunidade dos judeus luso-castelhanos. Apesar da amargura do desterro, comparado ao desterro da Terra deIsrael, jamais ocorreu a cada um dos nossos antepassados olvidar-se dasorigens em Portugal, pois, ao fazer isto, seria olvidar a si mesmo.Longe da querida terra, nossos avós formaram comunidades nos maisdiversos países, levantaram escolas, educaram mestres e sábios. Todos,simplesmente todos, orgulhosamente parte daquilo que seria, então, conhecidode Judeus da Nação Portuguesa. Então e sempre.Junto a outros correligionários, pensamos que era já mais que tempo dereencontrar com o Portugal de nosso querer. Com o Portugal que nosabraçasse. Um abraço apertado e sentido, quem uma época corrupta edevoradora do bem, não pôde interromper.Do mesmo modo que jamais nos esquecemos de Portugal, Portugaltampouco esqueceu-se de nós.Neste momento, faltam-nos palavras para expressar a imensidão denossa felicidade e contentamento. Consequentemente, a palavra com maispeso e justeza, que não tropeçaria em buscas de múltiplos significados é,obrigado.E é com o coração cheio de agradecimentos que temos a honra em citar o Instituto da Democracia Portuguesa-IDP, como esse representante doPortugal que não se esqueceu de nós. Como aquele amigo, paciente ededicado, que prontificou-se a levar tal delicado assunto até sua exitosaconclusão.Temos que, exaltadamente, agradecer ao presidente da direção do IDP,Professor Mendo Henriques, por todos o incentivo que nos proporcionou desdeo começo e, por colocar o instituto à frente desta, entre muitas outras grandesiniciativas para o progresso, em todos os níveis, de um Portugal que anela epode mais.

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