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A MANIPULAÇÃO DA FOTOGRAFIA:
 TÉCNICAS, VANTAGENS E LIMITES
FOTOGRAFIA – ANO LECTIVO 2006/2007 MÁRIO MATOS Nº 18672
 
Técnicas de manipulação da fotografia 1/30Universidade da Beira Interior 2007
ÍNDICE DE PAGINAÇÃO
I. Tema e seu processo de selecção ...................................................... pág.2II. Problematização dos conteúdos ......................................................... pág.3III. Técnicas de manipulação da fotografia ............................................ pág.41. Controlo do diafragma ...................................................... pág.52. Dupla exposição ................................................................ pág.63. Estereoscopia .................................................................... pág.94. Ângulo de visão ................................................................. pág.105. Fotograma ......................................................................... pág.126. Fotomontagem .................................................................. pág.14IV. Os limites da manipulação da fotografia .......................................... pág.17V. A manipulação da fotografia no fotojornalismo ................................ pág.18Caso concreto Allen Detrich ................................................... pág.19VI. Conclusão ......................................................................................... pág.20Anexos ............................................................................................... pág.22Bibliografia ....................................................................................... pág.31
 
2/30 Mário Matos, 18672Universidade da Beira Interior 2007
I.
Tema e seu processo de selecção
 Na fotografia como nas mais distintas artes sempre houve uma necessidade de rupturacom os cânones estéticos estabelecidos, de criar um estilo que modificasse a relação“operator/spectator”. Desde sempre os fotógrafos procuraram usufruir da vertente social eestética da fotografia e reflectir nos seus trabalhos as suas preocupações no que concerne a estasduas vertentes da fotografia.Por um lado os fotógrafos procura-se incutir no espectador novas percepções, maiscríticas e activas na medida da responsabilidade social da fotografia (veja-se os demais exemplosdo Capítulo 8, “A fotografia documental”, onde se realça a fotografia como meio de exposiçãodos assuntos sociais através de imagens captadas por uma “câmara com consciência” que retrataa pobreza, as injustiças sociais e políticas, a guerra, o crime, o desastre e o sofrimento); por outrolado, tal como Graham Clarke afirma, a “fotografia pura requer uma imagem ideal quetranscende o mundo quotidiano. Questiona a perspectiva da fotografia como simples acto decaptação”, ou seja, procura usar o lado estético da fotografia. No seguimento destas vertentes posso afirmar que o capítulo 10 conjuga tanto avertente estética como a social, transmitidas através de formas inteligentes de manipulação daimagem. Formas essas que permitem estabelecer uma distinção entre “a coisa vista” e a “coisaimaginada” sendo certo que a procura da fotografia se deverá basear primeiramente na “coisavista e não imaginada”, numa fotografia que não deve ser tomada somente como forma de captar o real, deve procurar imagens com referentes reais, procurar a “coisa vista” podendo essesreferentes reais remeterem posteriormente para a “coisa imaginada” mas sempre na mente dequem vê a fotografia, o fotógrafo deve procurar a essência das suas fotografia na “coisa vista”,no que se pode constatar pelos sentidos podendo manipular de várias formas este referente realde forma a suscitar novas sensações de percepção no público.É neste sentido de captação de uma imagem com referente que remeta para aimaginação que diversos fotógrafos exploram diferentes termos de referência como o Cubismo,Abstraccionismo, o subconsciente ou a relatividade.Ao longo do capítulo “The photograph manipulated” Graham Clarke apresenta-nosuma série de fotógrafos dos inícios do séc. XX cuja principal preocupação foi “procurar difundir o acto fotográfico através de uma nova linguagem modernista”. Essa nova linguagem visual sófoi possível pela manipulação da imagem “abandonando qualquer compromisso com o simples
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