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Migração e Tráfico de Mulheres Brasileiras

Migração e Tráfico de Mulheres Brasileiras

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PARTIDO POPULAR SOCIALISTA
Migração e Tráfico de Mulheres Brasileiras
Tráfico de pessoas significa o recrutamento, transporte, transferência, abrigo eguarda de pessoas, por meio de ameaças, uso da força ou outras formas de coerção,abdução, fraude, enganação ou abuso de poder e vulnerabilidade, com pagamento ourecebimento de benefícios que facilitem o consentimento de uma pessoa que tenhacontrole sobre outra, com propósitos de exploração. Isso inclui no mínimo, a exploraçãoda prostituição de terceiros ou outras formas de exploração sexual, trabalho ou serviçosforçados, escravidão ou práticas similares à escravidão, servidão ou remoção deórgãos.A definição de tráfico e exploração, envolvendo ou não prostituição de outraspessoas, constava dos Artigos e , fixados em 1949 na “Conveão para aSupressão no Tráfico de Pessoas e da Exploração para Prostituição de outros”.A ONU refoou a idéia de eliminão de qualquer tipo de tráfico desde aConferência de Pequim, de 1995, tanto através da Declaração quanto da Plataforma paraAção.O tráfico internacional de pessoas é tão complicado como o tráfico de armas edrogas, a corrupção e a lavagem de dinheiro. Segundo dados a Organização das NaçõesUnidas – ONU é uma das atividades mais rentáveis do crime organizado, com umamovimentação financeira estimada em US$ 9 bilhões por ano.Dentro da América Latina, os dados estatísticos não são exclusivos para o casobrasileiro. De acordo com documentos apresentados pela Fundação Helsinque de DireitosHumanos, organização não-governamental com sede na Finlândia, o Brasil é atualmenteresponsável por cerca de 15% da mulheres que saem da região para trabalhar emcabarés, casas de prostituição, saunas e estabelecimentos do gênero em todo o mundo.Ainda segundo este relario apresentado e divulgado no SemirioInternacional sobre Tráfico de Seres Humanos, sediado em Brasília em novembro de2000, são atualmente 75.000 mulheres brasileiras que se prostituem em países da UniãoEuropéia para o Controle de Drogas e Prevenção do Crime e o Ministério das RelaçõesExteriores.Para o Delegado da Polícia Federal, Eriosvaldo Renovato Dias, o País precisasepreparara cada vez mais para combater o tráfico de pessoas. Para ele “ O Brasil é umapraça de aliciamento e já identificamos o crime em todos os estados”Desde 2003, a Polícia Federal já realizou nove operações especiais de combate ao
 
tráfico internacional de pessoas. Uma das operações realizadas foi a Babilônia queprendeu, em Gos, sete pessoas de uma quadrilha que enviava mulheres para aEspanha. Já a operação Castanhola desarticilou uma quadrilha que atuava no tráfricointernacional de mulheres para Portugal. As mulheres eram aliciadas em Anápolis (GO).No Rio Grande do Sul é tota preferencial para tráfico de seres humanos, revelapesquisa “ Tráfico de Seres Humanos para Fins de Exploração Sexual no Rio Grande doSul”. O levantamento detectou que regiões com uma economia local forte, com infra-estrutura, transporte ( aeroportos) e facilidade de emiso de passaporte o asprediletas para o tráfico de mulheres. A coordenadora da pesquisa Marina Oliveira diz que“ Desmistificamos o senso comum de que o tráfico de pessoas só ocorre em locais ondeos indicadores sociais são de extrema vulnerabilidade”, o trabalho mostra que as redescriminosas também se articulam, associadas a cadeias produtivas globalizadas, como é ocaso do município de Caxias do Sul, centro industrial que atrai empresários de váriaspartes do mundo ao Rio Grande do Sul.
Mulheres e o tráfico:
Traficar meninas e mulheres é uma das formas mais comuns de imigração mastodo o trâmite tem características muito especiais. Com o propósito de oferecer/vender “empregos sexuais”, as mulheres envolvidas, em geral, não estão conscientes da situaçãoque irão enfrentar ao chegar aos países receptores.As mulheres brasileiras estão entre as principais vítimas do tráfico, para fins deexploração sexual, revelam recentes pesquisas do Ministério da Justiça e do Escritória daONU contra Drogas e Crimes.O perfil delas é o seguinte: têm em média entre 15 e 27 anos, são na grandemaioria aliciadas por taxistas, donos de boates e agências de modelo. A maior parte delesé de Goiás, Paraná e Minas Gerais; cerca de 58% tem ensino médio, superior completoou incompleto ( 19,4%); as vítimas são em sua maioria, de origem humilde e recebiam noBrasil até três salários mínimos.O Brasil contribui para o tráfico de mulheres com cerca de 75 mil mulheres que sãoexploradas sexualmente na União Européia, representando 15% do total de mulheresexploradas nesses países.Os aliciadores tem o seguinte perfil: são majoritariamente do sexo masculino,sendo que 59% deles têm idade entre 20 e 56 anos, a pesquisa sobre Tráfico deMulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual Comercial no Brasil –Prestaf, apontou para a existência, no âmbito nacional, de um total de 161 aliciadores,
 
dos quais 52 são estrangeiros e 109 brasileiros. Curiosamente, a pesquisa tambémidentificou 66 agenciadoras do sexo feminino, compondo 41% do totalde 161 aliciadoresencontrados.A Pestraf indicou uma estreita relação entre pobreza e a exploração sexualcomercial, pois as rotas do tráfico apresentam-se em maior número nas regiões menosfavorecidas e desenvolvidas econômica e socialmente do Brasil. A pesquisa revala que aRegião Norte apresenta a maior concentração de rotas ( 76 rotas); seguida da regiãoNordeste ( 69 rotas) e com maior diferença, das regiões Sudeste ( 35 rotas); Centro-Oeste( 33 rotas) e Sul ( 28 rotas). O total de rotas de tráfico identificadas é portanto de 241.Destinam-se ao tráfico interno ( rotas intermunicipais e interestaduais) 110 rotas, sendeque destas, 93 envolvem prioritariamente adolescentes.O tráfico internacional mobiliza 131 rotas, das quais 120 enfocam apenasmulheres. Disso a pesquisa tirou a seguinte conclusão: que as rotas internacionais sãopreferencialmente destinadas ao tráfico de mulhres adultas e as rotas internas têm comofico as adolescentes.O principal destino são: Europa ( Itália, Espanha e Portugal); Paraguai, Suriname,Venezuela e República Dominicana.Deixaram do seu país de origem até a Espanha um total de 310.968 pessoas,sendo que desse total são mulheres 169.573 e homens 141.395.Com destaque especial para Bolívia, Brasil e Combia que o mero entrehomens e mulheres se distanciam bastante.Países de Origem Homens MulheresBolívia34.58543.170Brasil14.37418.212Colômbia16.58119.040Através desses dados, verifica-se que o número de mulheres migrantes é superior ao número de homens migrantes. As mulheres latino-americanas representam um total de50 % das mulheres estrangeiras na Espanha (CCOO, CERES, 2004).Já uma pesquisa realizada, ano passado, no aeroporto internacional de Guarulhos,revelou que mulheres brasileiras desacompanhadas e jovens têm maior chance de nãoserem aceitas em países da União Européia. Ao todo 175 mulheres responderam a umquestionário. Do universo analisado, 76% não chegaram a ser aceitas nos países dedestino. Portugal foi o país que mais recusou a entrada das brasileiras, seguido da Itália,França, Espanha e Inglaterra, respectivamente. Dados da Polícia Federal, cerca de

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