OPINIÃO
0202020202 | acrítica | www.jornalac.com
"Cadê a segurança?
A questão da segurança públi-ca tem se tornado cada dia maiscomplexa devido à obviedade dasolução: repressão pura e simples.Enquanto as autoridades insisti-rem na surrada tese das “causassociais da criminalidade”, o úni-co resultado será a crescentetransferência de recursos públicospara os burocratas que adminis-tram programas destinados a“combater” a pobreza. E os crimi-nosos continuarão a cometer de-litos, cada vez em maior númeroe com mais violência.Essa relação entre impunida-de e criminalidade é velha conhe-cida, exceto para os governantese seus correligionários de sempreque se beneficiam com as gene-rosas verbas dos programas soci-ais. Canelinha resume de formadramática o que ocorre em todoo Vale. O Estado deixou de cum-prir a sua principal função – im-pedir o uso da violência entre oscidadãos – elevando acriminalidade a níveis provavel-mente nunca vistos em uma so-ciedade civilizada. Essa indecen-te omissão não resultou, entretan-to, de um bom-mocismo ideoló-gico. Ela faz parte exatamente daestratégia para que essa ideolo-gia se apresente como salvadorae imponha um regime de aindamais violência contra os cidadãoshonestos. A história está cheia detais exemplos.Os bandidos agem como se es-tivessem desafiando as autorida-des, os cidadãos, já que sabemque a lei é facciosa e cheia de bre-chas que podem beneficiá-los, eque serão soltos por algum advo-gado de plantão, chamado deporta de cadeia. Os distritos poli-ciais da região registram, diaria-mente, queixas e mais queixas deassaltos, que vai desde um sim-ples celular a dinheiro em gran-de quantidade. Os bandidos acada dia que passa agem, de for-ma violenta, e com mais astúci-as, com técnicas sofisticadas noarrombamento.Em Canelinha e, em qualquer lugar do Vale do Rio Tijucas, a dis-cussão sobre violência e a onda deassaltos é permanente, envolven-do todos os segmentos, uma vezque todos são vítimas das açõesdos bandidos. Em algum ponto doVale as famílias deixaram de sen-tar nas tardinhas em suas calça-das para papear com os vizinhospor conta do medo de ser assalta-do. Temem a ameaça de ter umafaca apontando ou uma arma degrosso calibre. Na periferia, nemse fala, onde morar exige seguran-ça, cerca elétrica em toda casa eainda vigilância 24 horas. E a per-gunta que fica é a seguinte: cadêa segurança pública? Assim comonos grandes centros, a região jávem violenta há algum tempo, etende a piorar com as chamadascrises que elevam o índice de de-semprego.
EDITORIALSEU FILHO ESTÁ SE DROGANDO
O título acima pode não ser-vir exatamente para você, mascom certeza se aplica a algumparente, amigo ou conhecido.Estamos vivendo uma era deconflitos da personalidade, devazios existenciais, e osmais afetados são osjovens. Sem estruturaemocional, muitos su-cumbem, perdem a ba-talha, e acabam nasdrogas. Mas a experi-ência mostra que o pro-blema não está nasdrogas e sim no usuá-rio. Não é a droga quetransforma alguémnum mau elemento,mas a fragilidade ou operfil predisposto dapessoa é que a deixasuscetível ao vício,qualquer vício. Comisto quero dizer que a soluçãopara o problema das drogas nãoestá exatamente na repressãoao tráfico ou ao uso, e sim napreparação dos jovens. Repito:o foco não está nas drogas e simnas pessoas. Porque quando te-mos gente mais bem preparadapara lidar com o problema, au-mentam as chances de minimizá-lo. Um jovem seguro de si, beminformado, consciente de suas res-ponsabilidades e com uma atitu-de mental e espiritual definida,certamente terá muitomais condições de resis-tir às drogas. – Ah!, diráo leitor, falar é fácil, oproblema é conseguir com que a juventudetenha todas estas qua-lidades... Pois eu res-pondo: e quem disseque é fácil? Claro quenão. Conhecer-se a simesmo, ter autodisciplina, elimi-nar os vícios e praticar as virtudes, crer emDeus e seguir verdadei-ramente seusensinamentos, eis o te-souro da humanidade. Isto não ésolução só para a questão das dro-gas, é solução para tudo na vida.Sim, é difícil. Mas é o caminho.Esta era conturbada, esta turbu-lência social, isso não é de hoje,vem de muito tempo. E piora acada dia. Piora porque o mundoestá ficando mais materialista,as pessoas estão mais ansiosas,tudo acontece mais rápido, eessa transformação nos dáuma sensação de “quero mais”,de “nunca está bom”, nadamais nos satisfaz plenamente.A condição social dos jovenspode influenciar. Em muitoscasos a falta de opções de en-tretenimento deixa a juventu-de “perdida”, sem uma alter-nativa interessante e viável, oque certamente abre portaspara o mundo das drogas. Oócio é perigoso. Mas não é umaregra absoluta. Muitos jovensricos também caem nos braçosdas drogas, porque o dinheiro,os carros, o sexo, as festas, nadapreenche de verdade, nada sa-tisfaz por muito tempo, e nofundo somos todos iguais. Por isso, se seu filho não tem op-ções de lazer, ou tem demais,tanto faz, em qualquer casopreocupe-se com ele, como ser humano. Eduque e dê amor.Mas não esqueça que amor ver-dadeiro inclui dizer não, incluidisciplina, inclui renúncias, einclui, sempre, Deus.
ACIDENTEACIDENTEACIDENTEACIDENTEACIDENTE
O grave acidente que matoutrês jovens conhecidos de SãoJoão Batista nos faz refletir so-bre muitas coisas. Uma das li-ções é a de que não há liberda-de sem responsabilidade. Nossasatitudes muitas vezes afetamoutras pessoas além de nós. Paraa família das vítimas resta oconsolo de que Aline, Lui eMarcondes só deixaram boaslembranças.
PREFEITO ELIASPREFEITO ELIASPREFEITO ELIASPREFEITO ELIASPREFEITO ELIAS
Ele sofreu muito quando cri-ança, e assim também na ado-lescência. Foi sapateiro, padei-ro e carteiro. Por anos e anos, játrabalhando na CerâmicaPortobello, ia e voltava todos osdias para Tijucas de carona oumesmo à pé, de madrugada,quando não tinha ônibus ou lhenegavam transporte. Nunca de-sistiu. Entrou na vida política, foivereador duas vezes e no últimodia 16 de março assumiu por trin-ta dias o cargo de Prefeito de SãoJoão Batista. Elias GermanoMafeçoli é um vencedor.
VINTE E TRÊS NOVVINTE E TRÊS NOVVINTE E TRÊS NOVVINTE E TRÊS NOVVINTE E TRÊS NOVASASASASASCASASCASASCASASCASASCASAS
O Instituto Ressoar entregouna última semana vinte e trêscasas para vítimas das enchentesem São João Batista. A alegria dasfamílias contempladas foicontagiante.
ASSOCIAÇÃOASSOCIAÇÃOASSOCIAÇÃOASSOCIAÇÃOASSOCIAÇÃOBABABABABATISTENSE DETISTENSE DETISTENSE DETISTENSE DETISTENSE DEVETERANOSVETERANOSVETERANOSVETERANOSVETERANOS
Adriano Airton Ramos assu-miu a presidência da Associa-ção Batistense de Veteranos(ABV) neste mês de março. Aproposta é revigorar o clubecom novas atividades.O Campeonato Municipal deFutebol Amador 2009 estreou adivisão em Série A e Série B, o quedá mais estímulo à competição.As primeiras rodadas foram pró-digas em gols, mas também emconflitos: já existem sete proces-sos na Comissão Disciplinar.
FATOS
Não é a droga queNão é a droga queNão é a droga queNão é a droga queNão é a droga quetransfortransfortransfortransfortransforma alguémma alguémma alguémma alguémma alguémnum maunum maunum maunum maunum mauelemento, mas aelemento, mas aelemento, mas aelemento, mas aelemento, mas afragilidade ou ofragilidade ou ofragilidade ou ofragilidade ou ofragilidade ou operperperperperfil prfil prfil prfil prfil predispostoedispostoedispostoedispostoedispostoda pessoa é que ada pessoa é que ada pessoa é que ada pessoa é que ada pessoa é que adeixa suscetível aodeixa suscetível aodeixa suscetível aodeixa suscetível aodeixa suscetível aovício, qualquervício, qualquervício, qualquervício, qualquervício, qualquervíciovíciovíciovíciovício
zunino@zunino.advzunino@zunino.advzunino@zunino.advzunino@zunino.advzunino@zunino.adv.br.br.br.br.br
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