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Três meses depois, areconstrução
O choro das vítimas das chuvasem Santa Catarina foi ouvido por todo o País, que respondeu comajuda material, mão de obra edoações. Para dona Avanilda daSilva, do Bairro Cardoso, a tardede sexta-feira (20) foi o ponto fi-nal no drama que se estende des-de novembro de 2008. Ela assinouo contrato para a construção desua casa que foi destruída pelaenchente.
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Onde os poetasganham voz
Grupo Sol Nascente se destacapelo regate a literatura regionale preservação do patrimônio in-telectual de Canelinha.
PG 18
Educação :mudando destinos
Ao ganhar a chance de aprender uma profissão, jovens descobremem si a força para lutar por umavida melhor.
PG 06
A falência dasegurança pública
Município de Canelinha viveonda de criminalidade. Popula-ção está impotente. Em uma se-mana a cidade viveu os dramasde cidade grande. Discussão po-lítica impede uma reação efetivado Poder Público.
Página 08 e 09
São João Batista eTijucas podemmudar de região
Em 20 dias, o governo do Estadoreúne os deputados da base go-vernista para chegar ao projetodefinitivo sobre a criação de no-vas regiões metropolitanas emSanta Catarina.
Página 19
QUINTA-FEIRA, 26 de março de 2009 | www.jornalac.com | Redação: 48 9115 2825 | Comercial: 48 9974 4294 |Ana I - Edição 04 | Distribuição GratuítaAna I - Edição 04 | Distribuição GratuítaAna I - Edição 04 | Distribuição GratuítaAna I - Edição 04 | Distribuição GratuítaAna I - Edição 04 | Distribuição Gratuíta
 
OPINIÃO
0202020202 | acrítica | www.jornalac.com
"Cadê a segurança?
A questão da segurança públi-ca tem se tornado cada dia maiscomplexa devido à obviedade dasolução: repressão pura e simples.Enquanto as autoridades insisti-rem na surrada tese das “causassociais da criminalidade”, o úni-co resultado será a crescentetransferência de recursos públicospara os burocratas que adminis-tram programas destinados a“combater” a pobreza. E os crimi-nosos continuarão a cometer de-litos, cada vez em maior númeroe com mais violência.Essa relação entre impunida-de e criminalidade é velha conhe-cida, exceto para os governantese seus correligionários de sempreque se beneficiam com as gene-rosas verbas dos programas soci-ais. Canelinha resume de formadramática o que ocorre em todoo Vale. O Estado deixou de cum-prir a sua principal função – im-pedir o uso da violência entre oscidadãos – elevando acriminalidade a níveis provavel-mente nunca vistos em uma so-ciedade civilizada. Essa indecen-te omissão não resultou, entretan-to, de um bom-mocismo ideoló-gico. Ela faz parte exatamente daestratégia para que essa ideolo-gia se apresente como salvadorae imponha um regime de aindamais violência contra os cidadãoshonestos. A história está cheia detais exemplos.Os bandidos agem como se es-tivessem desafiando as autorida-des, os cidadãos, já que sabemque a lei é facciosa e cheia de bre-chas que podem beneficiá-los, eque serão soltos por algum advo-gado de plantão, chamado deporta de cadeia. Os distritos poli-ciais da região registram, diaria-mente, queixas e mais queixas deassaltos, que vai desde um sim-ples celular a dinheiro em gran-de quantidade. Os bandidos acada dia que passa agem, de for-ma violenta, e com mais astúci-as, com técnicas sofisticadas noarrombamento.Em Canelinha e, em qualquer lugar do Vale do Rio Tijucas, a dis-cussão sobre violência e a onda deassaltos é permanente, envolven-do todos os segmentos, uma vezque todos são vítimas das açõesdos bandidos. Em algum ponto doVale as famílias deixaram de sen-tar nas tardinhas em suas calça-das para papear com os vizinhospor conta do medo de ser assalta-do. Temem a ameaça de ter umafaca apontando ou uma arma degrosso calibre. Na periferia, nemse fala, onde morar exige seguran-ça, cerca elétrica em toda casa eainda vigilância 24 horas. E a per-gunta que fica é a seguinte: cadêa segurança pública? Assim comonos grandes centros, a região jávem violenta há algum tempo, etende a piorar com as chamadascrises que elevam o índice de de-semprego.
EDITORIALSEU FILHO ESTÁ SE DROGANDO
O título acima pode não ser-vir exatamente para você, mascom certeza se aplica a algumparente, amigo ou conhecido.Estamos vivendo uma era deconflitos da personalidade, devazios existenciais, e osmais afetados são osjovens. Sem estruturaemocional, muitos su-cumbem, perdem a ba-talha, e acabam nasdrogas. Mas a experi-ência mostra que o pro-blema não está nasdrogas e sim no usuá-rio. Não é a droga quetransforma alguémnum mau elemento,mas a fragilidade ou operfil predisposto dapessoa é que a deixasuscetível ao vício,qualquer vício. Comisto quero dizer que a soluçãopara o problema das drogas nãoestá exatamente na repressãoao tráfico ou ao uso, e sim napreparação dos jovens. Repito:o foco não está nas drogas e simnas pessoas. Porque quando te-mos gente mais bem preparadapara lidar com o problema, au-mentam as chances de minimizá-lo. Um jovem seguro de si, beminformado, consciente de suas res-ponsabilidades e com uma atitu-de mental e espiritual definida,certamente terá muitomais condições de resis-tir às drogas. – Ah!, diráo leitor, falar é fácil, oproblema é conseguir com que a juventudetenha todas estas qua-lidades... Pois eu res-pondo: e quem disseque é fácil? Claro quenão. Conhecer-se a simesmo, ter autodisciplina, elimi-nar os vícios e praticar as virtudes, crer emDeus e seguir verdadei-ramente seusensinamentos, eis o te-souro da humanidade. Isto não ésolução só para a questão das dro-gas, é solução para tudo na vida.Sim, é difícil. Mas é o caminho.Esta era conturbada, esta turbu-lência social, isso não é de hoje,vem de muito tempo. E piora acada dia. Piora porque o mundoestá ficando mais materialista,as pessoas estão mais ansiosas,tudo acontece mais rápido, eessa transformação nos dáuma sensação de “quero mais”,de “nunca está bom”, nadamais nos satisfaz plenamente.A condição social dos jovenspode influenciar. Em muitoscasos a falta de opções de en-tretenimento deixa a juventu-de “perdida”, sem uma alter-nativa interessante e viável, oque certamente abre portaspara o mundo das drogas. Oócio é perigoso. Mas não é umaregra absoluta. Muitos jovensricos também caem nos braçosdas drogas, porque o dinheiro,os carros, o sexo, as festas, nadapreenche de verdade, nada sa-tisfaz por muito tempo, e nofundo somos todos iguais. Por isso, se seu filho não tem op-ções de lazer, ou tem demais,tanto faz, em qualquer casopreocupe-se com ele, como ser humano. Eduque e dê amor.Mas não esqueça que amor ver-dadeiro inclui dizer não, incluidisciplina, inclui renúncias, einclui, sempre, Deus.
ACIDENTEACIDENTEACIDENTEACIDENTEACIDENTE
O grave acidente que matoutrês jovens conhecidos de SãoJoão Batista nos faz refletir so-bre muitas coisas. Uma das li-ções é a de que não há liberda-de sem responsabilidade. Nossasatitudes muitas vezes afetamoutras pessoas além de nós. Paraa família das vítimas resta oconsolo de que Aline, Lui eMarcondes só deixaram boaslembranças.
PREFEITO ELIASPREFEITO ELIASPREFEITO ELIASPREFEITO ELIASPREFEITO ELIAS
Ele sofreu muito quando cri-ança, e assim também na ado-lescência. Foi sapateiro, padei-ro e carteiro. Por anos e anos, játrabalhando na CerâmicaPortobello, ia e voltava todos osdias para Tijucas de carona oumesmo à pé, de madrugada,quando não tinha ônibus ou lhenegavam transporte. Nunca de-sistiu. Entrou na vida política, foivereador duas vezes e no últimodia 16 de março assumiu por trin-ta dias o cargo de Prefeito de SãoJoão Batista. Elias GermanoMafeçoli é um vencedor.
VINTE E TRÊS NOVVINTE E TRÊS NOVVINTE E TRÊS NOVVINTE E TRÊS NOVVINTE E TRÊS NOVASASASASASCASASCASASCASASCASASCASAS
O Instituto Ressoar entregouna última semana vinte e trêscasas para vítimas das enchentesem São João Batista. A alegria dasfamílias contempladas foicontagiante.
ASSOCIAÇÃOASSOCIAÇÃOASSOCIAÇÃOASSOCIAÇÃOASSOCIAÇÃOBABABABABATISTENSE DETISTENSE DETISTENSE DETISTENSE DETISTENSE DEVETERANOSVETERANOSVETERANOSVETERANOSVETERANOS
Adriano Airton Ramos assu-miu a presidência da Associa-ção Batistense de Veteranos(ABV) neste mês de março. Aproposta é revigorar o clubecom novas atividades.O Campeonato Municipal deFutebol Amador 2009 estreou adivisão em Série A e Série B, o quedá mais estímulo à competição.As primeiras rodadas foram pró-digas em gols, mas também emconflitos: já existem sete proces-sos na Comissão Disciplinar.
FATOS
Não é a droga queNão é a droga queNão é a droga queNão é a droga queNão é a droga quetransfortransfortransfortransfortransforma alguémma alguémma alguémma alguémma alguémnum maunum maunum maunum maunum mauelemento, mas aelemento, mas aelemento, mas aelemento, mas aelemento, mas afragilidade ou ofragilidade ou ofragilidade ou ofragilidade ou ofragilidade ou operperperperperfil prfil prfil prfil prfil predispostoedispostoedispostoedispostoedispostoda pessoa é que ada pessoa é que ada pessoa é que ada pessoa é que ada pessoa é que adeixa suscetível aodeixa suscetível aodeixa suscetível aodeixa suscetível aodeixa suscetível aovício, qualquervício, qualquervício, qualquervício, qualquervício, qualquervíciovíciovíciovíciovício
zunino@zunino.advzunino@zunino.advzunino@zunino.advzunino@zunino.advzunino@zunino.adv.br.br.br.br.br
 
REALIDADE
www.jornalac.com | acrítica |0303030303
Três meses depois, a reconstrução
Vítimas da enchente em São João Batista assinam contrato para construção de casa do Instituto Ressoar
O choro das vítimas das chu-vas em Santa Catarina foi ouvi-do por todo o País, que respon-deu com ajuda material, mão deobra e doações. Para donaAvanilda da Silva, do Bairro Car-doso, a tarde de sexta-feira (20)foi o ponto final no drama que seestende desde novembro de 2008.Ela assinou o contrato para aconstrução de sua casa que foidestruída pela enchente.22 de novembro de 2008 erapara ser um sábado normal, nãofosse o excesso de chuvas que caíaem volume nunca visto duranteos três últimos meses. Choveu odia inteiro, mas a tragédia nãofoi prevista. Quando amanheceuo dia 23, a cidade acordou assus-tada. O rio que corta a cidade jáestava acima do limite. As 9h30daquele domingo o Rio Tijucas jáhavia chegado a marca de novemetros, invadido casas edestruído sonhos.As horas se seguiram com acontagem dos prejuízos, os dra-mas pessoais e a agonia da espe-ra de que as águas retrocedessem.Começava uma semana quemarcaria a vida de centenas defamílias do Vale do Rio Tijucas.Os dados da Secretaria de Assis-tência Social do Município apon-tam que 571 famílias ficaram de-salojadas, 231 desabrigadas e 349famílias atingidas que não deixa-ram suas residências. A tragédiafoi um revival do drama enfren-tado pelos municípios da regiãoem 1983 e 1984.As lembranças da trágica se-mana ficaram gravadas na me-mória de dona Avanilda. Duran-te a cerimônia de assinatura doscontratos para construção de 23casas para vítimas da enchenteem São João Batista ela não con-teve o choro. O drama vivido pelamoradora do Bairro Cardoso emo-cionou até mesmo a presidente daCompanhia de Habitação do Es-tado de Santa Catarina – COHAB–, Maria Darci Mota Beck que ou-viu o relato da moradora.
Jonas HamesJonas HamesJonas HamesJonas HamesJonas Hamesacritica@jornalac.com
Contrato para a construção de23 casas para vítimas da enchen-te em São João Batista foi assina-do na tarde de sexta-feira, no au-ditório da Câmara de Vereadores.Apesar da comemoração, outras58 famílias que também vivemem situação de risco ou perderamsuas residências na enchente denovembro de 2008 terão que es-perar mais tempo. “A promessainicial seria de 80 casas o queatenderia a todas vítimas da tra-gédia”, afirma Naldir Alexandre,secretária de Assistência Social.
As moradias
Dona ADona ADona ADona ADona Avanilda da Silva, do Bairvanilda da Silva, do Bairvanilda da Silva, do Bairvanilda da Silva, do Bairvanilda da Silva, do Bairrrrrro Caro Caro Caro Caro Cardoso assina contrato para constrdoso assina contrato para constrdoso assina contrato para constrdoso assina contrato para constrdoso assina contrato para construção de sua nova moradiaução de sua nova moradiaução de sua nova moradiaução de sua nova moradiaução de sua nova moradia
Déficit habitacional égrande em São João Batista
De acordo com a secretáriade Assistência Social de SãoJoão Batista, Naldir Alexandre,o déficit habitacional do muni-cípio é grande. Na fila a esperapela casa própria estão 280famílias. “Mesmo com todas ascasas que já foram feitas, as queestão em andamento e oscontratos assinados, a falta demoradia ainda continua sendograve no município”.Naldir relembrou o dramavivido nos meses que se segui-ram a tragédia em São JoãoBatista. Segundo a secretária,no momento crucial os voluntá-rios se uniram para diminuir osofrimento das famílias. “Agrande dificuldade foi reunir adocumentação. Muitas famíliasperderam até mesmo os docu-mentos”, afirma.Naldir cobrou da presidenteda Cohab, Maria Darci MotaBeck, a construção de maisresidências em São João Batista.Segundo ela, a prefeitura jádesapropriou um terreno paraconstrução de novas moradias.“Eu não vou desistir, habitaçãoé uma prioridade”, afirmou.
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