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orto
B
usiness
S
choolPsicologia de Vendas
A história de dois vendedores de sucesso na América dos anos 60,concorrentes, que além do conflito pessoal em que se vêem envolvidos,enfrentam uma nova realidade do Estado regulador, implacável na defesa dosconsumidores numa luta contra a fraude.Na primeira análise que efectuei sobre o filme na disciplina de Psicologia deVendas, falei da forma como ambos os vendedores actuavam com os seusinúmeros esquemas, para a todo o custo poderem efectuar as suas vendas.Faço um paralelismo com a actualidade, e apesar de não ser tão vincada essaforma de actuação, ainda encontramos no dia-a-dia vendedores que nãorespeitam o cliente, sendo o lucro a sua única preocupação. No fundo esteprocesso de negociação terminava quando a venda era efectuada e nãoquando assinava o contrato com o vendedor. Até porque no filme verificamosum caso onde há problemas financeiros com um possível cliente, e o banconão permite a operação. A função pós-venda não era uma prática viável paraeste tipo de negociações. Não era viável porque o sucesso de todos os passosanteriores não o permitiam. Não se sentia a necessidade.A imagem destes vendedores perante sociedade está bem saliente no carroque conduzem, o Cadillac. Baltimore, 1963,
“all tin men drive Cadillac”
. Aintegração social, as relações entre o vendedor e o cliente, o simbólico e ocognitivo. O filme transporta-nos para uma sociedade onde as crenças sãomuito vincadas (as religiosas, por exemplo). Onde os clientes sãoconstantemente “atacados” por vendedores que percebem o lado humano doreceptor. Propício ao desenvolvimento de esquemas fraudulentos quasesempre com sucesso.Os vendedores em foco no filme são bons e estão conscientes disso. Háconfiança nas suas capacidades. Há uma cena no filme que permite-nosverificar esse facto
,
quando um deles vê um Volkswagen estacionado no meiode tantos carros americanos e afirma categoricamente
“Eu posso vender milhões destes!”
. No fundo não interessa o produto, ou as diferenças para o
Tin Men - AnálisePágina|
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