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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA
1
a
Quinzena de Abril de 2009Ano XXIX - No. 1060 Modesto, California$1.50 / $40.00 Anual
GOLFE
Tiger Woods no Torneiode Golfe do PAC
HOMENAGEM
Para comemorar os 30anos do Tribuna Portu-guesa, a cidade de SanJosé está a pensar dar onome de Portuguese Tri- bune à actual Rua 33 noLittle Portugal.Esta homenagem ao único jornal português daCalifornia é do agrado da nossa comunidade eespelha bem o respeito que o poder político doSilicon Valley tem em relação a uma comunidadeque tem trabalhado muito para o engrandecimen-to do nosso Estado.Estamos todos de parabéns. Bye-bye 33!
Tribuna vai ter nome deRua em San José
portuguesetribune@sbcglobal.net • www.portuguesetribune.com • www.tribunaportuguesa.com
Fajã de Santo Cristo, São Jorge -
nesta extrordinária foto de Dejalme Vargas (residenteno Faial), pode-se ver que nos Açores ainda existem pequenos paraísos para gozar em tempo de Páscoa.
Com o patrocínio dosconstrutores Joe Cota eLuis Cabeceiras, Tiger Woods irá participar noTorneio Anual de Golfedo Portuguese AthleticClub no dia 16 de Maio emMontereyDesde que esta notícia foi
divulgada nos meios golstas dos Estados Uni
-dos, os hoteis de Monterey e áreas vizinhas estãoa ser muito procurados, o que vem ajudar aquelaárea turística em tempo de crise.Pensa-se que o número de participantes poderátriplicar neste torneio, devido à presença destesuper dotado campeão de golfe.
Feliz Páscoa!
Amigos da Praia
homenageados pela Câmara da sua Cidade
Amigos da Praia
-
Luciano Pinheiro, Celestino Aguiar, Jose Mendes, Luis Cabeceiras, Roberto Monteiro (Presidenteda Câmara da Praia da Vitoria), Norberto Azevedo, Nelo Bettencourt e Diane Mendes. Falta o Richard Mendes, Presidentedos Amigos, que na sua função de actor do Bailinho de Carnaval, estava a ser maquilhado.
 
 foto jose avila
 
2
1 de Abril de 2009
SEGUNDA PÁGINA
Year XXIX, Number 1060, Abril 1, 2009
 
Devo ter azar...
Sempre que vejo a RTP Açores na RTP Internacionaltenho o azar de ver a Presidente da Camara de Angraa falar e a anunciar o programa das Sanjoaninas. Fico
smp muito confuso. Anal paa qu é qu sv o
Presidente das Festas?Não sabia que as pessoas de Angra elegiam um Pre-sidente para ser o porta voz das Sanjoaninas, tendosempre a seu lado o verdadeiro Presidente das Festas.
S gostam tanto d apac na tlvisão poqu é qu
não concorrem a locutores da mesma?Vou deixar de ver as noticias dos Açores, porque estadoença já se instalou em todos os Presidentes das Ca-maras, de Ponta Delgada ao Corvo. Deve ser para a
familia os v m alta dnição. Atavés d um atigo nst jonal tomámos conhci
-mento que o actual Consul Geral de Portugal em SanFrancisco, António Alves de Carvalho, está de partidadentro em breve para Hamburgo, na Alemanha, onde irácumprir mais uma missão.Durante quase cinco anos que este Consulado não con-seguiu fazer muitas das coisas a que se propunha, por-
qu inflizmnt Potugal é um País qu tata muito mal
os seus Consules e os seus Consulados.
Já stamos fatos d batalha conta a vgonha qu é
o nosso Consulado em San Francisco. Mais um Con-sul que parte e nada poude fazer porque dinheiro nãovem e sem dinheiro os sonhos emigram. Já tantos ou-
tos zam igual. Havia médios paa solv isto.Um dls é dástico, mas talvz sia o mlho. NUNCA mais cbíamos nnhum govnant d Potugal n
-quanto o nosso Consulado não oferecesse condições
físicas dignas, qu paa os tabalhados, qu paaos utntos. NINGUÉM, mas ninguém, dvia cb
quem quer que fosse, nem mesmo aqueles que recebe-ram benesses desses Governos que não reconhecem
as nossas ncssidads. Sá qu tmos alguém capaz
de fazer isso? De diplomacia, palmadinhas nas costas e jantares, já estamos fartos. Passem bem! jose avila
EDITORIAL
Carta ao
 
editor
elas saíssem. Quinze diasdepois solicitei mais fo-tos, para não usar as mes-mas para a nova edição acores. As fotos que recebinão tinham muita quali-dade mas ainda consegui publicar duas a cores.Infelizmente este ano por razões familiares não nosfoi possível ver qualquer dos bailinhos do meuamigo João Martins, quetêm sido sempre de cra-veira superior no nosso panorama carnavalesco.O João até teve a gentilezade me dizer que este anoos bailinhos eram muito bons e eu prometi-lhe queiria se me fosse possível, oque veio a não acontecer.Quando assim acontece,
camos dependentes de
outros para a publicação
das fotograas e às vezes
acontecem os problemasde datas e má qualidade.Faz uma referência à pági-na 18. No Tribuna todas as páginas são importantes,desde a 1 até à 32.Vou-lhe ser sincero. O quemais me chocou na sua car-ta foi ter-se esquecido da-quilo que o Tribuna fez aoseu Grupo predilecto em2008, 2007, 2006 e 2005.Há um ano publicámosuma foto de 10 polegadas por 8, repito, 10 polegadas por 8, na página central daesquerda e na outra paginacentral publicamos 2 fotosde 5 polegadas por 3.5 (ver foto).Em 2007 dedicamos uma página inteira ao vossogrupo. Em 2006 dedica-
mos 3 fotograas nas pá
-ginas centrais a cores.Em 2005 dedicamos me-tade de uma página aoGrupo do meu amigo JoãoMartins. Nao me lembro de ter re-cebido algum cumprimen-to seu durante estes anostodos com referência aodestaque que o Tribunadeu aos vossos bailinhos.Como vê este jornal temsido sempre amigo de tudoo que se faz em Artesia.O que nós não podemos éter dois pesos e duas me-didas.O meu amigo é livre denão renovar a sua assina-tura e eu sou livre de de-fender aquilo que temosfeito a bem do seu Car-naval da Artesia, e que omeu amigo se esqueceu dereconhecer.Palavras leva-os o vento,mas felizmente essas pala-
vras quando escritas cam
sempre para o futuro. Estaé a riqueza de um jornal.
Um abraço e um obrigado
 por ter-nos acompanhadodurante estes anos todos. jose avilaSou assinante deste jornalquase desde o princípio, masdecidi não renovar mais aminha assinatura. A razão ésimples. Artesia teve três bai-linhos de Carnaval do João
Martins e que eu z parte.Ele mandou 3 fotograas do
Grupo e o Sr. director e pro- prietário do Jornal Tribunaem ponto muito pequeno eque mal se via colocou-as na pagina 18, enquanto que ou-
tras fotograas estavam no
meio do jornal e na página dafrente. Creio que foi uma dis-criminação, não sei qual a ra-zão, mas não estou intressadoem continuar com o jornal.Com todo o respeito me des- peço
Eliseu Martins Jacinto
Artesia
Nota do editor:
É também com muito respeitoque lhe vou responder. Senti-mos sempre muita pena quan-do perdemos um assinante emuito mais um que nos acom- panha desde há 26 anos.Infelizmente o meu amigonão tem toda a razão e euvou-lhe explicar-lhe porquê.Para já tivemos muitas di-
culdades em conseguir as
vossas fotos e quando elaschegaram, o jornal estava fei-to e ainda conseguimos que
 
3
COLABORAÇÃO
Tribuna da Saudade
Ferreira Moreno
J
osé Rodrigues Ribeiro(1919-2001), no seu “Di-cionário Toponímico, Eco-lógico, Religioso & Socialda Ilha Terceira”, publicado em1998, anotou: “Os Ilhéus das Ca- bras são formados por duas ilho-tas, uma bastante maior que a ou-tra, a cerca de três quilómetros dacosta da ilha, de longe os maio-res e mais importantes de todaa ilha. São ambos desabitados e propriedade particular, onde secriam ovelhas e foram sempredesabitados. Nas suas costas al-tas de pedra existem algumasgrutas e também algumas lendasde cunho popular. Pertencem ad-ministrativamente à freguesia daFeteira, concelho de Angra doHeroísmo”.
Dei voltas e mais voltas a m de
detectar a origem que determinou
o nome axo aos ilhéus, mas to
-das as tentativas foram confran-gedoramente goradas.Inicialmente teriam sido nomea-dos Ilhéus do Porto Judeu, “não porque pertencem a alguém des-sa freguesia, que eles são do Ca-
 pitão da Ilha, mas porque cam
seus vizinhos”. (Diogo das Cha-gas, Espelho Cristalino, pg. 229,Ed. 1989).Gaspar Frutuoso (Saudades daTerra, Livro VI, pg. 10, Ed. 1998),apontou serem esses ilhéus “mui-to abundantes de pescados e ma-risco, incluindo cracas, nos quaishouve também muitos coelhos, eagora há matos e muito barcéu,e criam neles pombas e muitos pássaros do mar, de que se achammuitos ovos”.Embora fornecendo pormenoresdescritivos, que me abstenho decitar p’ra poupar espaço, Frutu-oso não aludiu ao nome que, aotempo, era atribuído aos ilhéus,mas tão somente indicando queestavam localizados “defronte doPorto Judeu, um quarto de léguada vila de São Sebastião e uma lé-gua distante da cidade d’Angra”.Vitorino Nemésio (Corsário dasIlhas, pg. 70, Ed. 1983), foi mais
especíco em declarar que “os
ilhéus das Cabras não tinhamcabra alguma, mas uma cisternasalobra e meia dúzia de carnei-ros. Eu, que tinha a mania da ge-
ograa fantástica, chamava-lhes
a Terra do Perrexil, a plantazinharasteira, de folha carnuda como ada beldroega,que se curtia numfrasco e nos servia de pickles.Mas a grande lição dos ilhéus nãoera nem o perrexil, nem o carnei-ro: era a prova provada do nossoemparedamento num vasto ca-lhau atlântico: por assim dizer, aestátua da nossa solidão arranca-da das nossas entranhas e ali pos-ta, junto ao Porto Judeu, como osímbolo dum destino e o padrãoduma vida interior”.Francisco Ferreira Drumond
(Apontamentos Topográcos,
Políticos, Civis & Eclesiásticos para a História das nove Ilhas dosAçores servindo de suplementoaos Anais da Ilha Terceira, pgs.125-126, Ed. 1990), apresentou asseguintes observações:“Há também nos mares da Tercei-ra alguns ilhéus dos quais são osmais notáveis os dois chamadosdas Cabras, uma milha alonga-dos da costa da Feteira, os quaisainda que contíguos se acham profundamente divididos comum canal por onde pode passar qualquer navio. O maior poderáter uma milha de circunferência;tem uma grande planície, e pela parte do sul é formado de uma al-tíssima rocha vertical, mas aces-sível pela parte do norte. Aindacoberto de ervas muito prestadiascom que sustenta grande rebanhode gado lanígero, que nele se criade extraordinária corpolência.O segundo ilhéu muito mais pe-queno e baixo tem uma planíciede 8 a 10 alqueires de terra, por vezes tem sido cultivado, mas asubida para ele não é fácil.Tem em seu vão uma formidávelcaverna, para a qual se entra por uma boca à maneira de portão. Éuma câmara vulcânica com maisde 60 pés de altura acima daágua, e nele podem recolher-se(sobre profundo e escuro mar)vinte ou mais barcos de pesca.É tradição de antigos que ali serefugiaram 12 barcos de pesca procurados por um corsário ar-gelino. Por divertimento, e inte-resse de colher alguns mariscose peixe, vão lá alguns barcos noverão. Nestes ilhéus se colhem os maisexcelentes mariscos (lapas, ca-ranguejos e cracas), e por isso sãofrequentados em estação própria.Pertenciam ao concelho da Vilade São Sebastião, quando no anode 1574 o donatário da parte deAngra (Manuel Corte Real) lhedisputava a posse, e ou porquevencesse o pleito, ou porque el-reidoasse o ilhéu a um seu descen-dente, como é tradição, o certo éque anda anexo ao morgado dosCantos, e que nele tem grandequantidade de ovelhas”.Regressarei com mais voltas na próxima crónica. Até lá, estachistosa quadra que o Tenrinhoatirou ao Charrua:Tu p’ra cabreiro não prestasQue tens o queixo compridoAs cabras fazem-te festasJulgam que és seu marido.
À Volta dos Ilhéus das Cabras
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