Read without ads and support Scribd by becoming a Scribd Premium Reader.
 
ÍNDICE
Concurso Foto-DistorçãoA todos um Bom NatalPatrocíniosAlunos do Quadro de Valor e MéritoLabirintoRede de Bibliotecas EscolaresPlanta de emergência
8
Halloween na escola
“ A tradição ainda é o que era…”Como vem sendo hábito realizou-semais um Halloween na nossa Escola,que representa uma das mais famosastradições dos Povos Britânico e Ameri-cano. O ambiente fantasmagórico eaterrador estava bem patente na deco-ração da Mediateca, onde também esti- veram expostas as “Bruxinhas” a con-curso dos alunos do 2º ciclo.Foram muitos os alunos que se asso-ciaram à iniciativa, vestindo-se a rigorpara um desfile cheio de assombra-ções, espalhando um clima de medo eterror um pouco por toda a escola. Compinturas, fatos e adereços “horripi-lantes”, muitos dos alunos do 2º e 3ºciclos “assustaram de morte” quemassistiu ao desfile no Polivalente.Bruxas, fantasmas, vampiros, mons-tros e aberrações de causar calafriosfizeram do dia 31 de Outubro, um diaque irá provocar pesadelos tenebrososaos que ousaram presenciar o evento.Como se tudo isto não bastasse, ocinema do terror e da assombraçãotambém marcou presença com a passa-gem de algumas películas de cortar arespiração.Não faltaram corajosos e destemidosna Escola que enfrentaram todos osmedos que estas actividades implica-ram, contribuindo para mais um fantás-tico e aterrador Halloween.Para o ano há mais e tenham muitomedo … tenham muuuuuuuuito medo…!
Professoras de Inglês
No concurso das Bruxinhas foram ven-cedores:-Jorge Pinheiro(5ºB)-Sara Borges (5ºA)-Bruno Bessa (5ºA)Inês Ribeiro (5ºC)No desfile as fantasias mais assustado-ras pertenceram aos alunos:-Tânia Cardão (6ºA)2º -Ana Isabel Teixeira (5ºB)-Bárbara Alves (6ºA)
 Jornal do Agrupamento deEscolas de Murça
EDIÇÃO 1Dezembro 20061
 €
Coordenação:
Patrícia FontinhaLuísa Carvalho
Digitalização, concepçãográfica e edição:
 João Garcia
Colaboradores:
Comunidade Escolar
Impressão:
Tipografia Viseense
Tiragem:
300 exemplares
Editorial
Esta sociedade de informação, não raras vezes tão asfixiante como mobilizadora,conduz-nos à necessidade de, a todo o momento, seleccionar o útil do fútil, o bom dopéssimo, o essencial do acessório. Decorre daqui que a gestão da informação implica,necessariamente, a gestão do tempo, atitude que, inevitavelmente, apenas se conse-gue com organização e disciplina. Foi com certeza com este espírito, organizado edisciplinador, que as professoras coordenadoras do
 Despertar da Porca
deitaram mãosà obra e colocaram de pé um projecto que, no nosso passado escolar, tem tido altos ebaixos. Congratulamo-nos pela sua vontade empreendedora, felicitamos os colabora-dores, agradecemos aos parceiros que tornaram possível esta edição e, sobretudo,desejamos que este Despertar permaneça. O seu mérito é informar, comunicar, dar aconhecer-nos, fomentar a liberdade de opiniões, a criatividade, a escrita, o desenho,enfim, é ser o palco onde tem lugar a palavra da nossa escola. Parabéns, sejamos per-sistentes. Vivemos tempos de mudança e de renovação na escola, que exigem uma acção con-certada de esforços e de vontades dos diversos públicos que interagem nas comuni-dades educativas. A melhoria dos resultados escolares e da qualificação dos jovens,bem como o combate ao abandono escolar, constituem objectivos que, entre outros,norteiam os desafios da escola pública portuguesa. O Projecto Educativo do Agrupa-mento, ao eleger a valorização e o desenvolvimento dos recursos humanos comotemática central de actuação, vai ao encontro daquelas preocupações. É por isso fun-damental que a nossa comunidade educativa aproprie a concepção de uma escolasocial, exigente e mobilizadora, integradora e solidária. O desenvolvimento dosrecursos humanos e o fomento de uma cidadania responsável passam por aí. A reorganização da rede escolar no 1º ciclo do ensino básico e a implementação dediversos projectos no nosso Agrupamento, que abrangem os diversos ciclos de ensi-no, são exemplos de dinamismo da nossa comunidade educativa e vão ao encontrodas preocupações enunciadas anteriormente. Ao findarmos este primeiro trimestrelectivo, desejo, em nome do Conselho Executivo do Agrupamento, um profícuo traba-lho de cooperação e de colaboração, na tentativa de procurarmos perseguir a melho-ria da nossa Escola.
 Albertino LousaPresidente do CE
Clube de Artes Visuais
Os alunos do Clube de Artes Visuais produzi-ram alguns objectos de arte natalícios com a aju-da da professora coordenadora Alcina Rabaço.Para não faltar alegria à escola, e aproveitandoas técnicas da reciclagem, os alunos construíramuma série de pais natais que serviram para enfei-tar a entrada do pavilhão principal da escola.Fizeram, de igual modo, um painel cujo motivo éo Natal!
Livros e alunosFilmes e alunosMúsica e alunosAdivinhasO francês na escolaO futuro da formação contínuaAlunos do Quadro de Valor e Mérito
7
Clonagem HumanaBullying na escolaIntercâmbio Escolar com o Colégio Marthe DupeyronPassatempos Literários
6
A propósito do novo Estatuto da Carreira DocenteABECEDÁRIO maluco do 5ºAMãos na CiênciaDia Mundial do não fumadorA Páginas TantasAmbições dos nossos alunos
5
O ensino especialProcedimentos Gerais de SegurançaDiferenças no rigor do cumprimento das leis
4
O despertar dos livrosO despertar da escrita“Lei” de Murphy –Uma “Lei” que não o é!...
3
As obras de Santa Engrácia… em MurçaAulas de substituiçãoEstamos indignadosCrucigrama
2
 
gina2O DESPERTAR DA PORCA EDIÇÃO 1 -DEZEMBRO 2006
 As obras de Santa Engrácia… em Murça
Um pouco de História…….(1)
“O Panteão Nacional de Portugal situa-se na freguesia deSão Vicente de Fora, em Lisboa, na Igreja de Santa Engrácia.O actual edifício está no local onde já tinha sido erigida umaigreja em 1568, por ordem da Infanta D. Maria, filha de D.Manuel I, por ocasião da criação da antiga freguesia de SantaEngrácia. O templo passou a ter a função de Panteão a partirde 1916. Entre as personagens ilustres que aí estão sepulta-das, encontramos Amália Rodrigues, João de Deus, AlmeidaGarrett, Guerra Junqueiro. Os Presidentes da República por-tugueses Teófilo Braga, Sidónio Pais e Óscar Carmona estãotambém aí sepultados. São também evocados no PanteãoNacional, através de cenotáfios, as personalidades de Luís de Camões, Pedro ÁlvaresCabral, Afonso de Albuquerque, Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama e do Infante D.Henrique, ainda que os seus corpos aí não estejam presentes. A igreja de Santa Engrácia original foi constantemente alvo de modificações e altera-ções, de tal modo que hoje nada resta dela. A versão original foi vítima de um tempo-ral, em 1681. A primeira pedra do novo edifício barroco, lançada em 1682, marcou oinício de uma saga de 284 anos. As obras mantiveram-se durante tanto tempo que sedeu azo à expressão popular "
obras de Santa Engrácia
" para designar algo que nuncamais acaba. A igreja só foi terminada em 1966.”
Moral da história…….
Tudo indica que a pequena intervenção que tem vindo a ser feita pela autarquia fren-te à escola EB2,3/S de Murça desde Maio, venha a figurar na história como mais umaobra… de Santa Engrácia! Isto porque o tempo das chuvas começou e não se vê o fim à vista.O comum dos mortais, como eu, questiona-se: mas afinal as obras vão beneficiarquem? Não me parece que as obras efectuadas permitam uma passagem eficaz dedois veículos em simultâneo. Os estacionamentosescasseiam e a comunidade educativa (professores,funcionários, pais e outros) terão menos locais paraestacionar (a autarquia deveria ter-se preocupadocom este problema pois a escola não possui parquede estacionamento próprio como acontece em algunsestabelecimentos de ensino do país). As habitaçõesem redor vêem o seu dia-a-dia mais dificultado poisexistem acessos de saída que deixaram de existir. Foipor demais falado no caso de uma ambulância quenão conseguiu entrar na escola secundária…por cau-sa da arquitectura da estrada… E a pobre da árvoreque ali estava, assistindo impávida e serena aos acon-tecimentos, qual o papel dela no meio disto tudo? Ofinal foi o previsível…abatida pois estava a estorvar…É assim que fazemos quando as coisas se intrometem no nosso caminho. Afinal para quê tanta chatice? A comunidade educativa tem sofrido com as obras. A população em geral tambémpois foram presenciados casos de pessoas idosas a cair no lamaçal que se instalouaquando das primeiras chuvas. Os pais têm-se visto num inferno para levar e buscaros seus filhos à escola. Podem dizer-me: não tens paciência nenhuma!Mas, e os meses de Verão tão propí-cios às obras? Não deveriam tersido geridas e calendarizadas paraque fossem finalizadas até ao iníciodas aulas? Porque houve um inter- valo de tempo tão grande (1 mês oumais…) em que nenhum movimentode homens e máquinas se notou? Foinecessário o mau tempo para seapressarem as obras? Não poderiater sido evitado este percalço? E afinal a pergunta que me assaz: valem a pena? …Contudo, e embora estes desabafos andem no ar, espero ansiosamente que chegueao fim mais uma obra de Santa Engrácia…e que, de preferência andem mais rapidi-nho…
(
1) Transcrito integralmente de
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pante%C3%A3o_Nacional
 Anabela CoelhoProfessora
 Aulas de substituição
O “feriado” conceito que tem despertado tantas emoções nos nossos filhos é passa-do. As actividades de substituição agitam emoções assumindo formas diferentes. Mas,diferentes são os tempos! O Romantismo dos “feriados” perdeu-se! Muitos “beijos” vão ficar por dar por falta dos feriados. Mas quem disse que a afectividade não pode irpara a sala de aula? O desafio à criatividade e à inovação é por si só fundamental parase perceber o quanto é importante a escola na nossa sociedade. As actividades desubstituição não podem assim ficar atadas à ideia de “cumprir horário”. É precisomais. Cabe aos pais e encarregados de educação a responsabilidade de estimular eacarinhar o gosto pela escola e o que ela representa, tenha ela este ou outro formato. Aos professores está reservado o efeito mais difícil e complexo, mas estimulante.Ouvir no fim da aula, quando se prepara para sair, alguém perguntar: Oh Professor, já vai?
Mário SampaioPresidente da A.P.E.E.
 Aulas de substituição
Palavra de ordem,
substituir 
. Substi-tuir tudo por tudo ou qualquer coisa.Substituir o professor de Portuguêspelo professor de Educação Tecnológi-ca. Substituir o Professor de Matemáticapelo Professor de Inglês. Substituir aalegria da liberdade de aprender, pelaprisão das paredes da sala de aula.Substituir o prazer de crescer harmo-niosamente, pelo torniquete do aparen-temente correcto. Enfim, substituir.Substituir uns pelos outros, uma mãocheia de nada por outra de coisanenhuma. Substituir a toda a força paraque ninguém fique sem a sua substitui-çãozinha que para uns e outros não pas-sa de…… As reticências pretendem substi-tuir o chorrilho de adjectivos que porum momento me ocorrem em relação atanta substituição. Substitua-se,
SIM
.Que se substitua tudo o que impede umnormal crescimento dos nossos jovens. Vamos substituir os fundamentalistas dapedagogia por alguém que tenha ospés assentes na realidade dos quotidia-nos. Substituir os pais/encarregados deeducação por Pais/Encarregados deEducação que amem os seus filhos/educandos. Substituir ministérios eministros por Homens e Mulheres quecomo os outros o consigam ser. Porfavor, substituam esta ministra …
 J. MoraisProfessor
 Aulas de substituição
Incumbiram-me de auscultar a opi-nião de vários colegas dos diversosanos escolares sobre as aulas de substi-tuição. Tendo eu conhecimento de umareunião de delegados de turma, solici-tei aos mesmos que me fosse permitidointervir nessa reunião tentando assimrecolher informação sobre o assunto,de forma a abranger a opinião detodos, uma vez que cada elementorepresenta uma turma.Pelo que pude apurar, estes alunosestabelecem uma separação entreaulas de substituição propriamenteditas, ou seja, quando estas são dadaspor um professor da turma ou da mes-ma área curricular, das aulas de substi-tuição ditas “ocupacionais” (de acom-panhamento dos alunos) que são lec-cionadas por professores de outrasáreas curriculares.No que toca ao primeiro caso, todosos alunos são unânimes em concordarcom essa medida, uma vez que a consi-deram produtiva. Por sua vez, no querespeita às aulas “ocupacionais”, todosdiscordam com estas, pois consideram-nas pouco ou nada proveitosas, e che-gam a referir que são propícias à faltade civismo. Os mesmos alegam quepoderiam aproveitar melhor essashoras em trabalhos de grupo, em traba-lhos de pesquisa, e até mesmo em acti- vidades desportivas. E por isso, achamque a forma como estas aulas estãoestruturadas, deveria ser mudada.
Hélder Daniel BorgesRepresentante dos alunos
Estamos indignados
Somos a turma do 9°B. Como é doconhecimento geral, ao longo do anoanterior desenvolvemos, na disciplinade Área de Projecto, vários trabalhoscom o objectivo de decorar a Escola,sob o tema “Reciclar e recriar os espa-ços da Escola”.Resultaram deste trabalho mesas,cadeiras e um armário que se encon-tram na zona do bar e também o restau-ro das portas da mesma zona. Para queeste projecto se concretizasse foinecessário muito trabalho, esforçodedicação, tempo, e claro, material quecustou dinheiro à Escola.Gostaríamos que este trabalho, queconsideramos útil para o nosso estabe-lecimento de ensino, fosse preservado.Foi com muita tristeza e muita indigna-ção que verificámos a danificação dealguns projectos.Com este artigo, pretendemos alertartoda a comunidade escolar para que
NÃO ESTRAGUE
o nosso trabalho, quefoi feito para tornar a Escola mais boni-ta e apelativa.Obrigado.
9ºB
Crucigrama
1-7ª arte, forma de promover a culturaportuguesa no Mundo;2-Qualidade ou direitos e deveres docidadão, um dos três aspectos comuns daEU;3-Pessoas que entram para um paísestrangeiro para trabalhar;4-Pessoas que saem do seu país e vãotrabalhar para outro;5-Ilha portuguesa, situada no Oceano Atlântico, denominada por "Pérola do Atlântico";6-País da América do Norte;7-Banco Central Europeu (sig.);8-Troca de diferentes culturas, atravésdas migrações, dos meios de comuni-cação, etc.
Disciplina de Geografia10ºB
 
gina3O DESPERTAR DA PORCA EDIÇÃO 1 -DEZEMBRO 2006
O despertar dos livros
Dois Autores, Dois TítulosCarolly Erikson Gonçalo M. Tavares 
ODiário Secreto de Jeru-salémMaria Antonieta
Na última quinzena do mês de Agosto entretive-me a ler um romance histórico, emforma diarística, cuja personagem protagonista, Maria Antonieta, Rainha de França,me impressionou como esboço de uma construção humana. Qualquer criança sonhou,nesse tempo de brincar, ser rei ou rainha como esta o faz logo nas primeiras páginasdo seu diário. O auto-retrato traçado por esta mulher, narradora da sua vida na épocaameaçadora da Revolução Francesa, completa-se num amplo quadro cujas persona-gens históricas (seu marido, o rei Luís XVI de Bourbon; seus filhos Luís José, Luís Car-los e Sofia Beatriz; Robespierre; etc.) e ficcionais (o seu primeiro amor, Eric; o seueterno amante, Axel ou as criadas de quarto Sofia, a confidente, e Amélia, a inimiga) vão interferindo, capítulo a capítulo, na reconstrução da imagem canónica de “Cabra Austríaca” que o povo francês paulatinamente lhe ditou.Maria Antonieta de Áustria, emergindo da sua relativização histórica, confessa osseus mais íntimos desejos, furores, receios e terrores através da escrita corajosa depáginas, por diversas vezes violadas, de um diário que a acompanha até ao dia da suaexecução na guilhotina, 16 de Outubro de 1793. Chocaram-me as realistas descriçõesda violência desta revolução. Uma revolução de que apenas lembramos a insígnia:liberdade, igualdade e fraternidade. Recuei a esse passado conturbado, ainda queapenas textualizado, não esquecendo a noção de Linda Hutcheon,
“ só podemos ima- ginar o passado, nunca experimentá-lo” 
, e vivi esta revolução como leitora aristocrata.Frequentei uma corte luxuosa que acabou por se desmoronar num massacre de pala- vras ensanguentadas e consequentemente impressionante. Desta vez fiquei do ladodos absolutistas condenados à morte! A Literatura tornou-o mais do que possível: uminevitável posicionamento.Em suma, em Paris fui feliz com este livro aliciante, terminando-o sentada conforta- velmente num T.G.V., para escapar à guilhotina, ao invés da protagonista, passados213 anos e fugir quer dos factos rigorosamente históricos quer da diegese em plenaintriga.Mais recentemente reli
 Jerusalém,
magnífico romance do panorama literário portu-guês actual, para o experimentar, desta vez, sem a pressa de chegar ao fim. Reconhe-ci, mais uma vez, por detrás da mesma minimalista capa negra, um narrador comexplícitas marcas surrealistas e dadaístas, que sugere, de igual modo, um discurso ao jeito de Kafka, cultivando uma linguagem directa, por vezes cortante, na constantefrieza dialogal, nos ilogismos narrativos ou na temática da morte, do tangível, doabsurdo e da loucura. Logo nas primeiras páginas passa a ideia da aflição humanaperante a decisão do momento seguinte. A morte sempre entre parênteses. Leia-se:
“Ernst Spengler estava sozinho no seu sótão, já com a janela aberta, preparado para seatirar quando, subitamente, o telefone tocou. Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete,oito, nove, dez, onze, doze, treze, catorze, Ernest atendeu.” 
Uma personagem louca,Mylia; um médico obcecado pelo estudo da estabilidade histórica do horror, que pas-sa o tempo a recolher documentos acerca dos campos de concentração; Hanna, umaprostituta ou Hinnerk, o homem que vive permanentemente em estado de medo, temi-do pelas crianças da vizinhança.Ler este livro torna-se uma experiência brutal, que chega quase a atacar o leitorcomo uma dor física, lançando-o num vazio que o leva a tocar no absurdo da vida. Nãoé verdade, Sr. Leitor, que “
 De poeta e de louco todos temos um pouco
 
Patrícia FontinhaProfessora
“Lei” de Murphy –Uma “Lei” que não o é!...
 A ideia de que “
 se algo de mal pode acontecer, então acontece” 
corresponde a umaconvicção que facilmente se instala no pensamento da maioria das pessoas. Por exem-plo, nós achamos que se saímos de casa com guarda-chuva, o mais certo é que nãochova, mas, se o esquecermos,então choverá com abundância;a fila em que nos posicionamosno supermercado andará maislentamente do que as outras;quanto mais pressa tivermos,mais semáforos encontramos no vermelho, etc. A afirmação de uma espéciede “fatalismo” em relação aacontecimentos indesejáveis éhabitualmente conhecida por“Lei de Murphy” e atribui-se oseu enunciado a Edward A.Murphy, um capitão engenheiroda Força Aérea dos EUA. A frase “Se algo de erradopode ser feito, então ele fá-lo-á” terá sido proferida por ele, em 1949, referindo-se aum técnico que errara na execução de uma tarefa que lhe fora destinada.Este enunciado tem-se prestado a variadas versões, muitas delas, até, com carácterhumorístico.Importa no entanto sublinhar que não se trata, de facto, de uma lei matemática, comoé fácil de perceber após o estudo das Leis Fundamentais do Cálculo de Probabilida-des.O conhecimento científico e um bom espírito crítico são a melhor defesa para as“armadilhas” criadas pelo senso comum.
Selecção de
in Infinito 12A –Parte 1; p.19; Jorge, A.; Alves, C.; Fonseca, G.; Barbedo, J.; Areal Editores; Porto; 2005
 Ana BarreiraProfessora
O despertar da escrita
Os alunos do 10º ano experimentaramem oficina de escrita, no âmbito da dis-ciplina de Língua Portuguesa, variados
 Exercícios de Estilo
retirados do livro doautor francês surrealista Raymond Que-neau. Tiveram como ponto de partida oseguinte texto:
 Era órfã de pai e mãe, e Orso era o seu tutor. Quando ela era criança o tutor  prometeu-a em casamento a um seu parente chamado Arrigo. Mas quandoVanina chegou aos dezoito anos não quis casar com Arrigo porque o achava velho, feio e maçador. Então Orso fechou-a emcasa e nunca mais a deixou sair senãoem sua companhia, ao domingo para ir à missa.” 
 
Sophia de Mello Breyner Andresen,
O Cavaleiro da Dinamarca
Variações do textooriginal
Estilo
Hesitante
Era órfã de mãe, se bem me lembro…ou de pai? Mas que confusão!... já nemsei o que é verdade! Isto tudo leva-me aconcluir que era órfã de ambos, ouestarei enganada?! Não… acho mesmoque é órfã de ambos…e o seu tutor eraOrso ou Urso?! Bem, se bem me lem-bro era Orso…Quando ela era criança ou seria ado-lescente? Não… era criança… o tutorprometeu-a em quê? Em casamento ouseria baptizado ou crisma? Bem, achoque era mesmo em casamento! Comquem? Nem sei, já estou outra vez hesi-tante. Ah! Com um vizinho, com umamigo, ou com um inimigo?! Mas quegrande confusão! Afinal era com umparente! E qual seria o nome? Seria Arrigo ou Abrigo? Não, definitivamenteera Arrigo. Quando Vanina chegou aosdezoito anos ou seriam vinte? Não, aostrinta. Estarei enganada? Que maçada! Já não entendo nada! E não é que eramesmo aos dezoito! Lembrei-me mes-mo agora. Ela dizia que o seu noivo eraseu marido ou não se quis casar comele? Afinal ela não se quis casar comele, porque ele era novo, ou velho?Bonito ou feio? Maçador, ou seria inte-ressante? Como é que era? Ah! Já melembro! Afinal ele era velho, feio emaçador… por isso ela não quis casar.Então Orso, que não era Urso fechou-a em casa ou deixou-a na rua? Não!!! Acho que foi numa gaiola! Bem, masque é isto? Lá surgem as minhas hesita-ções a estragar tudo! Foi mesmo emcasa, prendeu-a lá e não a deixava saira não ser na sua companhia, ao domin-go, para ir à missa, esperem lá, ou àtourada?? Pelo que me lembro eramesmo à missa.Fim, ou será o princípio de uma histo-ria sem fim?!... 
Mara nº 11Sandra nº 17Vânia nº 2410º A
Estilo
Negatividades
Não era órfã de pai, nem de mãe,mas sim de ambos, o seu tutor não eraUlisses, mas sim Orso.Quando ela ainda não era jovem, ape-nas uma criança, o seu tutor prometeu-a em casamento ( o seu tio jamais a pro-meteria ) não a um vizinho, nem a umdesconhecido, mas sim a um parenteque nunca se chamou Tristão, mas Arri-go.Definitivamente Vanina não chegariaaos 100 anos, muito menos aos 150, masquando tinha 18 não quis casar com Arrigo, porque nunca o achou novo,bonito e divertido, pelo contrário elaachava-o velho, feio e maçador. JamaisOrso a fecharia no castelo abandonado,mas fechou-a em sua casa e nunca maisa deixou sair, nem com um amigo, nemcom um parente, só em sua companhia.Nunca saía aos dias de semana, apenasao domingo e nunca para passear, sópara ir à missa. 
Daniela, nº 6 Yolanda, nº1310º A
Estilo
 Arco-Íris
Era órfã negra de mãe chinesa e paiindiano, e Orso de faces rosadas era oseu avermelhado tutor. Quando ela erauma pálida criança, o vermelhote tutorprometeu-a em escuro casamento a umseu ferrugento parente chamado Arri-go, o Ferrugem. Mas quando a brilhan-te Vanina chegou aos dezoito clarosanos não quis casar com o alaranjado Arrigo, porque o achava um velhobolorento, feio, descolorado e maçadorcor de maçã. Então o escuro Orsofechou-a numa casa acinzentada e nun-ca mais a deixou sair da escuridãosenão em azul oceânico, na sua compa-nhia nevada, para ir, ao domingo, àdourada missa. 
 Andreia, nº 3Conceição, nº 12Sara, nº 1810ºB
Estilo
Interrogatório
-De quem era ela órfã?-Era órfã de pai e mãe.-Quem era o seu tutor?-O seu tutor era Orso.-O que lhe prometera o seu tutor quan-do era criança?-Prometera-lhe um casamento com umparente seu.-Como se chamava esse parente?-Esse parente chamava-se Arrigo.-Quantos anos tinha Vanina?-Vanina tinha 18 anos.-Ela queria casar com Arrigo?-o.-Porquê?-Porque o achava velho, feio e maça-dor.-E Orso, como reagiu?-Orso fechou-a no palácio durante todoo dia.-E o que é que ela podia fazer?-Nada senão ir em sua companhia, aodomingo, à missa. 
 Andreia Carneiro, nº 2Caty Marcolino, nº 510ºB
Search History:
Searching...
Result 00 of 00
00 results for result for
  • p.
  • Notes
    Load more