O DESPERTAR DA PORCA EDIÇÃO 1 -DEZEMBRO 2007
Biblioteca Escolar
No dia vinte e dois de Outubro comemorou-se odia Internacional da Biblioteca Escolar. Este foi omomento escolhido pelo Conselho Executivo e pelaEquipa da Biblioteca para a apresentação destenovo espaço à comunidade escolar.Este projecto foi acolhido com grande entusiasmopor parte dos alunos, já que vêem nele a possibili-dade de realização de actividades com vista adesenvolver competências e adquirir conhecimen-tos. É também um apoio educativo aos alunos, jáque podem realizar inúmeras actividades que vão de encontro aos seus interesses. A biblioteca está disposta de uma forma diferente e mais atractiva do que a antigamediateca.É de salientar que estão a ser desenvolvidas novas actividades, tais como o “PlanoNacional de Leitura”, que consiste num conjunto de livros recomendados pelo Ministé-rio da Educação e “O Livro do Mês” implementado pela equipa da biblioteca.Podemos verificar a existência de mais computa-dores e de espaços multimédia assim como delocais destinados ao estudo individual ou de grupo,à leitura recreativa e informal. Existe agora umagrande variedade de publicações, livros e enciclo-pédias.Não podemos esquecer que o empenho dedicadoà melhoria da biblioteca é contínuo, e temos a cer-teza que a equipa responsável continuará a fazerum óptimo trabalho. A participação dos alunos ébastante importante, já que devem sempre apresentar uma postura de preservação domaterial, de modo a que este espaço possa funcionar sempre de uma forma harmonio-sa. A nova biblioteca está a ser recebida pela comunidade escolar de uma forma muitopositiva e entusiasta
.Carlos Martins, nº5, Joana da Silva, nº13, Joana Cigarro, nº14, 10.ºA
Como Organizar A Formação…
A publicação do Decreto-Lei nº 249/92 definiu o Regime Jurídico da Formação Contí-nua (RJFC) e criou os Centros de Formação de Associação de Escolas (CFAE’s) comoentidades formadoras, fazendo dos anos 90 a década marcada pelo signo da formaçãocontínua de professores. Este diploma definiu, no seu preâmbulo, como finalidadefundamental da formação a melhoria da qualidade de ensino. Associou a formação àprogressão na carreira do pessoal docente com a previsão da avaliação dos forman-dos e a consequente atribuição de créditos. Os Centros de Formação de Associaçõesde Escolas apareceram, assim, com um papel de relevo na organização da formaçãocontínua de professores, desde a sua criação, em 1992.Passados quinze anos da publicação do RJFC a organização logística tem vindo aalterar-se. Deixamos de ter planos de formação organizados descentralizadamente,para que cada CFAE tenha que se submeter às prioridades definidas pelas diferentesestruturas orgânicas do Ministério da Educação. A formação centrada no exercícioprofissional de docentes e não docentes ou centrada na mudança de cada escola emparticular deixou de ser uma prioridade para a formação que se desenvolve actual-mente. A orientação actual parece ser a de centrar a formação nos conteúdos, ideali-zando acções de formação superiormente e colocando-as no terreno localmente.Todos os formandos fazem o mesmo, só que a formação ainda é disponibilizada emcada escola, ou seja, teoricamente as acções levadas a cabo tem a ver com as necessi-dades sentidas no exercício profissional e nas mudanças que ocorrem localmente.Porventura, nos últimos anos houve erros na definição e orientação da política deformação contínua. É necessário que se faça uma correcção e um melhor aproveita-mento dos recursos em termos de formação, mas não podemos passar a ter um mode-lo de formação em que apenas as prioridades definidas superiormente é que interes-sam. As escolas têm que ter alguma autonomia, para que a formação que é realmentenecessária possa ser desenvolvida com rigor e eficácia.É difícil entender que nos finais de Novembro ainda não tenha sido possível elaborara candidatura de um plano de formação para o ano de 2008. Não existem prioridadesdefinidas, não se sabe quais as áreas que poderão ser objecto de financiamento. Nãose sabe sequer se vai haver alguma candidatura. Era importante que esta indefiniçãopudesse dar lugar a alguma luz, para que a formação contínua possa vir a contribuir deforma efectiva para a melhoria do desempenho profissional, quer do pessoal docente,quer do não docente. O CFAE de Murça continuará atento às novidades, ou à faltadelas, para que o pessoal docente e não docente das nossas escolas possam realizarformação nas áreas em que sentem necessidade para melhorar as suas práticas profis-sionais.
Humberto Óscar Parreira NascimentoDirector do Centro de Formação de Murça
Dia Mundial da Alimentação –16 de Outubro
No âmbito do Dia Mundial da Alimentação a equipa da bibliote-ca, em parceria com o clube da Saúde, levou a cabo actividadesde sensibilização com vista à criação e promoção de hábitos ali-mentares saudáveis. Esta actividade contemplou a exposição dedocumentos informativos, a utilização de umcd-rom interactivo e a distribuição de maçãspela comunidade educativa. Esta actividadedecorreu com normalidade verificando-seuma grande adesão por parte dos elementos envolvidos.O slogan desta actividade foi: «Uma maçã por dia uma ida aomédico adia».
Equipa da biblioteca
Crítica a um filme “Declaro-vos marido e… marido”
Quando o auditório municipal encheu numa fria noite de Sexta-feira, apagaram-se as luzes e começou o tão badalado filme:“Declaro-vos marido e…marido”, uma comédia hilariante queprometia uma boa porção de gargalhadas aos espectadores.Depois de perder a mulher, e tendo dois filhos para educar, umdos protagonistas pede o seu melhor amigo em casamento a fimde receber a herança da sua amada. A partir deste “episódio”, um lote de peripécias ir-se-á desen-rolar, com os dois amigos sempre em apuros, nomeadamente aluta contra o preconceito pela sua suposta orientação sexual.No final, e depois de muitas dificuldades, conseguiram ultrapas-sar as condições adversas em que se encontravam, acabando as suas vidas por voltarà normalidade, mas desta vez, como companheiros.Então, acendem-se as luzes, e uma multidão bem-disposta abandona a sala, com vontade de ver mais um pouco deste tão divertido filme.
Margarida Sampaio, Joana Ribeiro, Alexandre Moutinho, Ana Rita Pereira, João Pedro Sobrinho, 10ºA
A Escola e a Comissão de Protecção deCrianças e Jovens em Perigo (CPCJ)
“
A criança deve ser protegida contra toda a forma denegligência, de crueldade e de exploração
”
As comissões de protecção são instituições oficiais não judiciárias com autonomiafuncional que visam promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr ter-mo a situações susceptíveis de afectar a sua segurança, saúde, formação educação oudesenvolvimento integral (art. 12º, n.º 1). As comissões de protecção exercem a sua competência na área do município ondetêm sede (art. 15º, n.º1) e funciona em modalidade
alargada
ou
restrita
.Nos termos do art. 17º,
a comissão alargada
é composta por:Um representante do município, a indicar pela câmara municipal, ou das freguesias,a indicar por estas, no caso previsto no n.º 2 do artigo 15.º de entre pessoas com espe-cial interesse ou aptidão na área das crianças e jovens em perigo; –
Prof. José Maria Garcia da Costa
Um representante da segurança social, de preferência designado de entre técnicoscom formação em serviço social, psicologia ou direito;
-Dra. Filipa Lapa
Um representante dos serviços do Ministério da Educação, de preferência professorcom especial interesse e conhecimentos na área das crianças e dos jovens em perigo;
-Prof. Licínia Teixeira
Um médico, em representação dos serviços de saúde;-
Dr. Luís Abobeleira
Um representante das instituições particulares de solidariedade social ou de outrasorganizações não governamentais que desenvolvam, na área de competência territo-rial da comissão de protecção, actividades de carácter não institucional, em meio natu-ral de vida, destinadas a crianças e jovens;
-Sr. Provedor Belmiro Vilela
Um representante das associações de pais existentes na área de competência dacomissão de protecção;-
Sr. Hélio Teixeira
Um representante das associações ou outras organizações privadas que desenvol- vam, na área de competência da comissão de protecção, actividades desportivas, cul-turais ou recreativas destinadas a crianças e jovens;
-Dra. Ana Cardoso
Um representante das associações de jovens existentes na área de competência dacomissão de protecção ou um representante dos serviços de juventude;
-Dr. Paulo Tomar (IPJ)
Um ou dois representantes das forças de segurança, conforme na área de competên-cia territorial da comissão de protecção existam apenas a Guarda Nacional Republica-na;
-Comandante de Posto, Sarg. Manuel Rodrigues
Quatro pessoas designadas pela assembleia municipal, de entre cidadãos eleitorespreferencialmente com especiais conhecimentos ou capacidades para intervir na áreadas crianças e jovens em perigo;
-Sr. Manuel Mendonça Sousa Ramos-Dr. Filipe Monteiro Videira-Prof. Paulo Jorge Silva Teixeira-Prof. Lina Coelho Aires
Os técnicos que venham a ser cooptados pela comissão, com formação, designada-mente, em serviço social, psicologia, saúde ou direito, ou cidadãos com especial inte-resse pelos problemas da infância e juventude.-
Dra. Raquel AlvesCompetência da Comissão Alargada
À comissão alargada compete desenvolver acções de promoção dos direitos e deprevenção das situações de perigo para a criança ou jovem (art. 18º, n.º 1).
Às Comissões, na modalidade alargada, compete, em articulação com a redesocial e outros projectos comunitários, o papel de promoção de uma política deprevenção primária.
Funcionamento da Comissão Alargada
A comissão alargada funciona em plenário ou por grupos de trabalho para assun-tos específicos.
O plenário da comissão reúne com a periodicidade exigida pelo cumprimentodas suas funções, no mínimo de 2 em 2 meses.
(Continua na página 3)
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