O DESPERTAR DA PORCA EDIÇÃO 2 -MARÇO 2008
Comemoração do Dia da Não Violência
No passado dia 30 de Janeiro comemorou-se o
Dia da Não Violência
na nossa escola, mais concretamente nosegundo bloco de 90 minutos da parte da manhã. Alunos e professores dirigiram-se, como de costume, àsala de aulas prevista nos seus horários porém com anovidade da implementação de actividades subordina-das ao tema da violência em contexto escolar, maisconhecido recentemente por
bullying
.Seguindo a sugestão da nossa professora de LínguaPortuguesa, resolvemos entrevistar, numa aula consa-grada à Assembleia de Turma, a nossa Directora deturma, a professora Fátima Borges, um dos elementosresponsáveis pela implementação deste projecto naescola, de modo a tornarmos visível os seus objectivos,actividades e resultados.
Como é que surgiu a ideia de comemorar o
Dia da Não Violência
na nossa Esco-la?
A ideia surgiu porque o projecto de educação para a saúde contempla a comemora-ção de diversos dias comemorativos, relacionados com o tema da saúde, e porque nonosso agrupamento nunca se tinha realizado nenhuma actividade relacionada com a violência na escola.
Há alguma razão particular para a comemoração desse dia e dessa data?
O dia 30 de Janeiro é o dia da Não Violência na Escola e por isso foi escolhida essadata. A razão para a comemoração desse dia está relacionada, como já disse, com ofacto de nunca se ter realizado nenhuma actividade sobre a violência no nosso agrupa-mento e com o facto de, ainda que não sistematicamente, haver casos de alguma vio-lência entre alunos no nosso agrupamento.
Que actividades foram planificadas para os diferentes ciclos de ensino?
As actividades planeadas para os diferentes ciclos de ensino, foram diferenciadas. Assim, no pré-escolar as actividades desenvolveram-se ao longo de todo o dia e con-sistiram essencialmente no seguinte: descoberta do significado da palavra violência,análise de imagens e leitura para contrapor os significados de violência e amizade/amor, reflexão sobre os comportamentos manifestados pelas crianças no JI, elabora-ção de trabalhos na área das expressões, troca dos trabalhos efectuados e avaliação.No ensino básico e secundário as actividades consistiram em leitura de textos(adaptados ao nível de ensino) relacionados com o
bullying
que serviram de base paraa definição do conceito, bem como do perfil das vítimas, agressores e das testemu-nhas, seguida de discussão em turma. Foi também lançado a todas as turmas um desa-fio, de acordo com o nível de ensino, que as turmas poderiam ou não aceitar, no senti-do de darem continuidade às actividades desenvolvidas. Como se vê, as actividadesbasearam-se muito na discussão, em grupo turma, do tema escolhido, o
bullying
, demodo a que todos os alunos pudessem participar activamente e esclarecer e ampliaros seus conhecimentos sobre este tema. Acrescento ainda que foi enviado a todos ospais, através dos alunos, um desdobrável informativo sobre o
bullying
no sentido de osalertar para a existência do fenómeno.
Houve alguma razão especial para que a comemoração ocorresse dentro dasala de aulas?
A razão principal prende-se com o facto de comemorações planeadas para um gran-de número de alunos, habitualmente, não surtirem o efeito desejado. A maioria dosalunos não tem a oportunidade de participar activamente na actividade. Por isso optou-se por actividades que permitissem a participação de todos.
Tem conhecimento de cenas de
bullying
nesta ou noutras escolas? Isso incomo-da-a?
Enquanto membro cessante do conselho executivo tive conhecimento de situaçõesque se enquadram no conceito de
bullying
e que aconteceram nesta escola e emoutras escolas do agrupamento. Felizmente para o nosso agrupamento, essas situaçõessão ainda a excepção. No entanto, na pesquisa que efectuei para preparar as activida-des implementadas, fui tomando conhecimento de situações muito graves de
bullying
que têm ocorrido um pouco por todo o país. Infelizmente, a maioria dos membros dascomunidades educativas não está informada sobre este tipo de violência e minimiza osseus efeitos gravosos nas vítimas da mesma. Por isso, é muito importante ir realizandoeste tipo de actividades que vão procurando informar e alertar para a existência dofenómeno. Alunos, pais, professores e funcionários informados garantem que menossituações possam acontecer e no caso de acontecerem, que as mesmas possam maisrapidamente serem resolvidas.
-Que balanço faz da avaliação que efectuou às actividades realizadas nestedia?
A avaliação das actividades foi efectuada, turma a turma, pelos alunos em geral epelo professor responsável em particular, mediante o preenchimento de uma grelhaelaborada para o efeito. Da análise dessas grelhas será feita a avaliação global da acti- vidade, que ainda não foi realizada, por não terem ainda sido devolvidas todas as gre-lhas das diferentes turmas dos vários estabelecimentos de ensino. No entanto, peloque me foi dado a perceber pelas grelhas que já analisei, de um modo geral as turmasparticiparam activamente na actividade e acharam-na interessante, tendo mesmo algu-mas delas, aceite o desafio que lhes foi proposto de darem continuidade ao desenvol- vimento e aprofundamento do tema.
Alunos do 11º A
Um Coração do tamanho da Escola…
“Love is the master key which opens the gates of happiness.”
Oliver Wendell HolmesO dia de S. Valentim foi vivido com grande intensidade na nossa escola, mobilizandomuitos alunos que participaram nas várias iniciativas que preencheram este dia.Corações de vários tamanhos foram distribuídos por diversos locais da escola, mui-tos deles com mensagens e citações famosas sobre o Amor. A cor vermelha foi predo-minante, conferindo um visual mais romântico à Escola.Com o “Cupido” à solta, foram trocados postais com frases românticas entre os alu-nos do 2º Ciclo do Ensino Básico, que sempre aproveitam esta efeméride para decla-rar o que sentem por alguém muito especial. Nem os Livros de Ponto escaparam ao diade S. Valentim, onde estrategicamente foram colocados corações com citações refe-rentes ao Amor.Como tem vindo a acontecer em anos anteriores, o
Dia dos Namorados
desperta emnós muita curiosidade e ansiedade, pois aderimos sempre a todos os desafios comgrande entusiasmo.Em relação ao
S. Valentim (St. Valentine
) são várias as teorias relativas à sua ori-geme à formacomo este mártir romano se tornou o Santo (o patrono) dos apaixona-dos.Uma das histórias retrata o São Valentim como um simples mártir que,em meados do séc. III d.C., haviarecusado abdicar da fé cristã que pro-fessava. Outra defende que, na mesmaaltura, o Imperador Romano ClaudiusII teria proibido os casamentos, paraassim angariar mais soldados para assuas frentes de batalha. Um sacerdoteda época, de nome
Valentim
, teria violado este decreto imperial e reali-zava casamentos em sigilo absoluto.Este segredo teria sido descoberto e Valentim teria sido preso, torturado econdenado à morte. Ambas as teorias apresentam factores em comum, o que nos leva a acreditar neles:
São Valentim
fora um sacerdote cristão e um mártir que teria sido morto a 14 de Feve-reiro de 269 d.C..Muitas são as tradições associadas ao dia de
São Valentim
, variando de país parapaís. Nas
Ilhas Britânicas
na altura dos
Celtas
, as crianças costumavam vestir-se deadultos e cantavam de porta em porta, celebrando o amor.No
País de Gales
, os apaixonados trocavam entre si prendas como colheres demadeira com corações gravados, chaves e fechaduras, o que significava «Só tu tens achave do meu coração.» Já na
Idade Média
, em
França
e na actual
Inglaterra
, no dia 14 de Fevereiro, os jovens sorteavam os nomes dos seus pares e estes eram cosidos nas mangas duranteuma semana. Se alguém trouxesse um coração costurado na camisola, isso significavaque essa pessoa estava apaixonada.No entanto, ao longo dos tempos, as tradições de
São Valentim
foram adquirindoum grau de complexidade cada vez maior com novas tradições, lendas e brincadeiras,como é o caso das mensagens apaixonadas: «Would you be my Valentine!», sendoesta, uma forma de expressar o carinho e Amor.
Sem tempo ou lugar determinado, o Amor sobrevive a todas as épocas… e é umsentimento que não passa de moda!Clube de Inglês
Dia S. Valentim
AMOR DE CRIANÇA
Meu Amor, minha Paixão…És a minha borboleta.Nunca te vi tão bonita,Como hoje de violeta.És tu quem me dá força,Todos os dias ao levantar.Quando te vejo na escola,O meu coração fica a sonhar.Não amo mais ninguém…Gosto de ti e tenho esperança,Que um dia resulte,Este AMOR DE CRIANÇA.
Pedro Aires, nº 17 -5º CEsta carta é para ti, porque és omeu amor…
Neste dia, quero dizer-te, que só teamo a ti e não gosto de mais ninguém.Nós nascemos um para o outro…porti, eu dava a volta ao mundo em 80 dias.Quando te vejo, o meu coração bate tãodepressa, que mais parece uma bombaque vai rebentar…Quando crescermos, quero-me casarcontigo, porque és o amor da minha vida. Eu sem ti não sou nada…tu és tãolinda…tens uns olhos tão lindos…e atua voz, parece um rouxinol a cantar…Hoje é o dia dos namorados, por issoespero poder estar contigo….
Miguel Ribeiro, nº 15 -5º C
A celebração de S. Valentimchegou à BE/CRE
Muitos corações, frases, poemas e livros alusivos aodia encheram o espaço da BE/CRE e espalharam-sepelo polivalente. Sessão de fotografias no “Coração” eo jogo do par ou ímpar animaram o dia 14 de Fevereirona nossa escola. A professora Ana Arminda Azevedo foia promotora desta actividade que teve muito sucesso junto da comunidade educativa. Parabéns!
Coordenadora da BE, Dina Gomes
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