O DESPERTAR DA PORCA EDIÇÃO 3 -JUNHO 2004Página2
Editorial
A conclusão de um qualquer projecto, processo ouprocedimento, implica, necessariamente, que de formaimplícita ou explícita se reflicta sobre o grau de concreti-zação dos objectivos inicialmente traçados ou se as expec-tativas iniciais foram ou não satisfeitas. É assim na socieda-de, numa qualquer instituição ou entidade pública ou pri- vada, e na escola. Ou seja, avalia-se, partindo-se do prin-cípio que avaliar é reflectir criticamente, e do pressupostoque avaliar faz parte do humano perante aquilo que orodeia.É com este propósito que oriento o editorial neste ter-ceiro número do Despertar da Porca, surgido no final docorrente ano lectivo. Se porventura existiram algumasreservas quanto à manutenção deste Despertar, elas foramdissipadas logo no primeiro número. De facto, a colectâ-nea de trabalhos dos diversos ciclos e níveis de educaçãoe de ensino ministrados no Agrupamento Vertical de Mur-ça, objectivo primordial das três edições, foi concretizada.Na realidade, em todas as edições, surgiram trabalhos decrianças/alunos que frequentam a educação pré-escolar, oensino básico, o ensino secundário e até o ensino recor-rente, dando um recorte multidisciplinar e um surpreen-dente colorido ao Jornal. Quanto às temáticas abordadas,elas retratavam especialmente projectos em curso ou adivulgação de acções pedagógicos, como concursos,exposições, passeios ou visitas de estudo. De qualquermodo, salientaram-se especialmente os temas voltadospara a educação, para o ambiente, para a segurança epara a saúde, três importantes eixos de actuação no agru-pamento.Por outro lado, a divulgação à comunidade escolardaquilo que se vai fazendo ou produzindo nas escolas,outra finalidade apontada, foi-se conseguindo, emborafosse desejável que o Jornal chegasse a todos. Neste con-texto, o próprio jornal constitui-se como um elemento dereferência quando a própria comunidade educativa se temde pronunciar ou avaliar o plano anual de actividades. Aquelas duas finalidades acima descritas, entre outras,foram concretizadas e isso deve regozijar-nos, uma vezque perante alguns obstáculos que porventura teriamexistido, fomos capazes de mobilizar recursos e vontades,de promover nas crianças e nos alunos o gosto pela feiturade pequenos/grandes projectos que envolveram sobretu-do a escrita e o desenho, a reflexão e a atitude crítica, e,ainda, de nos unirmos em torno de um produto final deelevado e reconhecido valor e interesse pedagógico.Estão de parabéns todas e todos aqueles que, em proldos alunos e da comunidade escolar souberam servir e,com espírito colaborante, conquistaram sinergias juntodos seus parceiros.Bem hajam.
O Presidente da ComissãoExecutiva Instaladora Albertino Lousa
Olimpíadas da Leitura
No dia 7 de Maio decor-reu, em Lisboa, a provanacional da 7ª edição dasOlimpíadas da Leitura, umainiciativa da Fundação Círcu-lo dos Leitores, na qual euparticipei. Gostei muito deter lá estado, juntamente comos outros 25 seleccionadosdos mais diversos pontos dopaís.Logo de manhã, saí dohotel com o meu pai e aminha professora de LínguaPortuguesa, Maria do CéuCalvão, em direcção à sede do Círculo dos Leitores, queera o local de concentração de todos os participantes eseus acompanhantes. De seguida, fomos de autocarropara o Parque das Nações para realizarmos a actividadefinal. A prova consistia em escrevermos um texto quedevia incluir as palavras
água
e
lápis.
Depois de concluir o texto, seguimos todos, alunos,pais e professores, para uma visita guiada ao Oceanário.Nós, os finalistas, tivemos um guia a dar-nos explicaçõesdurante o percurso que fizemos.Terminada a visita, seguiu-se o almoço e o convívioentre todos. Aqui estiveram presentes também algunsescritores de literatura juvenil, Maria Alberta Menéres, António Torrado, André Gago e Luísa Fortes da Cunha.Foi uma correria aos autógrafos!Por último, foi a entrega dos prémios. Os cinco pri-meiros receberam os melhores presentes, os restantes vinte, nos quais eu me incluo, receberam também as suaslembranças e um diploma.Para mim foi bom o convívio neste evento, ondeconheci e troquei contactos com alguns jovens finalistasde outras escolas.Para chegar à final, tive que desenvolver um texto,escolhi um conto de António Torrado, ao qual dei o títulode “ O Macaco Atrevido”.Depois desta experiência percebi melhor que sedeve incentivar mais as pessoas para a leitura, sobretudoas crianças e jovens, porque, dizem os escritores que selê pouco em Portugal
Vanessa Morais -5º C
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