3
preço de um modelo de avaliação de desempenho injusto, absurdo epedagogicamente contrário aos interesses das escolas provocaram nas nossasescolas a maior crise de que há memória. Maria de Lurdes Rodrigues trouxe gravesprejuízos à Escola e à profissão docente. Descaracterizou a profissão e a escolapública. Mas não foi capaz de construir nada de sólido e de estruturado. Sobretudoporque “perdeu os professores” e destruiu as condições para o trabalho cooperativodos docentes.Merece uma particular atenção a situação criada pela introdução nas escolaspúblicas de um número crescente de cursos de índole profissional e tecnológico. Aintenção é louvável e corresponde à necessidade de diversificar os caminhos deestudo após a escolaridade obrigatória. Mas a experiência está longe de sersatisfatória, estando a conduzir a um perigoso engano quanto à real escolarizaçãode muitos desses jovens, engano que se tornará amarga realidade quandoconfrontados com as exigências do mercado de trabalho.
III – O Ensino Superior
No ensino superior, o ministério de Mariano Gago caracterizou-se por umaacentuada e talvez deliberada inércia. Essa inércia traduziu-se no arrastamento dedecisões importantes sobre a revisão da carreira docente e a estabilidade destecorpo profissional.Num outro plano, assistiu-se a uma atabalhoada generalização do chamadoprocesso de Bolonha, do novo e nem sempre claro regime de acesso para osmaiores de 23 anos, a uma grave diminuição do financiamento público a todo oensino superior e à tentativa de criar e generalizar a passagem das universidadespara fundações.
IV – O Ensino Particular e Cooperativo e as IPSS
O SPGL é de entre os sindicatos de professores, o que mais atenção dá àsescolas e aos docentes do ensino particular e cooperativo e IPSS. Pode admitir-seque a degradação da escola pública, fruto, intencional ou não, das políticas seguidaspela equipa de Lurdes Rodrigues, abriria campo para a expansão do ensinoparticular. Tal hipótese, porém, parece ameaçada pela crise económica que já atingeboa parte da classe média. De facto, no período entre 2006 e 2009 não se registouum aumento significativo de alunos no ensino particular e cooperativo no ensino nãosuperior.
V – Uma reflexão sobre o trabalho do SPGL no período de 2006-2009
Porque a Lista A se assume como a continuação do projecto sindical iniciadocom as eleições de 2006, justifica-se a apresentação de um pequeno balanço críticodo que foi a nossa actividade enquanto direcção.
A direcção do SPGL que agora termina o seu mandato constituiu-se após umaruptura provocada por alguns dirigentes sindicais, que viriam a apresentar-se comoLista B às anteriores eleições, nas quais foram derrotados.
Leave a Comment