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A.Bíblia.da.Feitiçaria.-.O.Manual.Completo.dos.Feiticeiros.-

A.Bíblia.da.Feitiçaria.-.O.Manual.Completo.dos.Feiticeiros.-

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08/09/2013

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A BÍBLIA DAFEITIÇARIAO Manual Completo dosFeiticeiros
 Janet e Stewart Farrar
 
 
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INTRODUÇÃOA feitiçaria moderna, na Europa e nos EUA, é um fato. Ela não é mais uma relíquiasubterrânea da qual a camada restante, e até mesmo a própria existência, é acirradamentedisputada pelos antropologistas. Ela não é mais o passatempo bizarro de um punhado deexcêntricos. Ela é a prática religiosa ativa de um número substancial de pessoas. Sobre oquão grande é este número não existe certeza, porque a Wicca, além do coven individual,não é uma religião hierarquicamente organizada. Onde organizações formais de fatoexistem, como nos Estados Unidos, isto se aplica à razões legais e tributárias, não parauniformidade dogmática ou o número de membros. Porém os números são, por exemplo,suficientes para manter uma variedade de periódicos ativos e para justificar a publicação deum corpo literário sempre crescente, em ambos os lados do Atlântico; portanto umaestimativa razoável seria a de que os adeptos da Wicca em atividade chegam agora àdezenas de milhares, no mínimo. E toda evidência sugere que o número está crescendo comregularidade.A Wicca é ao mesmo tempo uma religião e uma Arte – aspectos que Margaret Murraydistinguiu como “uma feitiçaria (Arte) ritual” e “feitiçaria operativa”. Como uma religião – tal como em qualquer outra religião, seu propósito é colocar o indivíduo e o grupo emharmonia com o princípio criativo Divino do Cosmos, e suas manifestações, em todos osníveis. Como uma Arte, seu propósito é atingir fins práticos por meios psíquicos, para propósitos bons, úteis e de cura. Em ambos os aspectos, as características distintas daWicca são a sua atitude orientada na Natureza, sua autonomia em pequenos grupos semqualquer vazio entre o sacerdotado e a “congregação”, e sua filosofia de polaridade criativaem todos os níveis, desde Deusa e Deus até Sacerdotiza e Sacerdote.Este livro está relacionado ao primeiro aspecto – Wicca como uma religião, ritualmenteexpressada.As feiticeiras, como um todo, gostam de ritual – e elas (*) são pessoas naturalmentealegres. Como os adoradores de outras religiões, elas crêem que o ritual apropriado as elevae enriquece. Mas seus rituais tendem à ser mais variados do que em outros credos, variandodesde o formal até o espontâneo e também diferenciando de coven para coven, segundosuas preferências individuais e as escolas de pensamento (Gardneriana, Alexandrina,‘Tradicional’, Celta, Dianica, Saxônica, e daí para frente) nas quais eles se basearam.(* Sendo a Tradição Mágica essencialmente feminina, eu traduzi Witch/es comoFeiticeira/s, apesar de que uma tradução “normal” seria no masculino devido ao costumeimposto pela sociedade em se dar preferência à este gênero ao se referir à coletividadehumana).Mas ao passo que o reavivamento Wicca do século vinte amadurece (e em muitos covens passa para sua Segunda geração), a animosidade entre escolas que frustrava seus primeirosanos tem diminuído considerávelmente. Os dogmáticos ainda se criticam entre si nos periódicos mas seu dogmatismo é condenado de forma crescente por outroscorrespondentes como sendo inútilmente separatista; e a maioria dos covens comuns estásimplesmente entediada com isso. Os anos lhes tem ensinado que seus próprios caminhosfuncionam – e se (como nosso próprio coven) eles tem amigos de outros caminhos, estestambém vieram à compreender que
aqueles
caminhos também funcionam.Desta maior tolerância mútua surgiu um entendimento mais amplo da base comum daWicca, seu espírito essencial que pouco tem à ver com os detalhes da forma. Também, com
 
 
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a troca de idéias através da palavra escrita e através do contacto pessoal mais aberto, há umcorpo crescente de tradição compartilhada do qual todos podem usufruir.É como uma contribuição para este crescimento que oferecemos nosso presente livro. Paraser válido, e útil, qualquer contribuição desse tipo deve ser um ramo brotando de modosaudável a partir do tronco mãe da nossa história racial, tanto quanto as formas específicasda prática Wicca como ela agora sustenta (em nosso caso as formasGardneriana/Alexandrina); e isso é o que temos trabalhado para realizar.Afortunadamente, existe uma estrutura que é comum para todos os caminhos Wicca, edeveras à muitos outros: as Oito Celebrações.O moderno calendário da feiticeira (qualquer que seja sua ‘escola’) tem sua raiz, comoaquele de seus antecessores através dos séculos incontáveis, nos Sabás, celebraçõessazonais que marcam pontos vitais no ano natural, pois a Wicca, como temos sublinhado, éuma religião e Arte orientada à Natureza. E uma vez que, para as feiticeiras, a Natureza éuma realidade de níveis múltiplos, seu ‘ano natural’ inclui muitos aspectos – agrícola, pastoral, vida selvagem, botânica, solar, lunar, planetária, psíquica sendo que as marés eciclos destes todos afetam ou refletem entre si. Os Sabás são os caminhos das feiticeiras para celebrar, e colocá-las em sintonia, com essas marés e ciclos. Pois homens e mulherestambém são parte da Natureza de múltiplos níveis; e as feiticeiras se esforçam, consciente econstantemente, para expressar aquela unidade.Os Sabás das feiticeiras são oito:
IMBOLG
, 2 de Fevereiro (também chamado Candlemas, Oimelc, Imbolc).
EQUICIO DA PRIMAVERA
, 21 de Março (Alban Eilir).
BEALTAINE
, 30 de Abril (Beltane, May Eve, Noite de Walpurgis, Cyntefyn, Roodmass).
PLENO VERÃO
, 22 de Junho (Solstício de Verão, Alban Hefin; algumas vezes tambémchamado Beltane).
LUGHNASADH
, 31 de Julho (August Eve, Lammas Eve, Véspera do Dia da Senhora).
EQUINÓCIO DE OUTONO
, 21 de Setembro (Alban Elfed).
SAMHAIN
, 31 de Outubro (Hallowe’en, Véspera do dia de Todos os Santos, CalanGaeaf).
 YULE
, 22 de Dezembro (Solstício de Inverno, Alban Arthan).Dentre estes, Imbolg, Bealtaine, Lughnasadh e Samhain são os ‘Sabás Maiores’; osEquinócios e Solstícios são os ‘Sabás Menores’. (As datas reais dos Equinócios e Solstícios podem variar em um dia ou dois no uso tradicional, e também de ano a ano em fatoastronômico, ao passo que os Sabás Maiores tendem à envolver ambos “Véspera” e o “Dia”seguinte). Os Sabás Menores solar-astronômicos são ao mesmo tempo mais antigos e maisnovos do que os Sabás Maiores naturais-de fertilidade – mais antigos no sentido em queeles foram a preocupação altamente sofisticada dos misteriosos povos Megalíticos queantecederam aos Celtas, Romanos e Saxões nas margens do Atlântico Europeu por milharesde anos; mais novos, no sentido que os Celtas – talvez a maior influência única ao dar àAntiga Religião o formato ritual verdadeiro no qual ela tem sobrevivido no Ocidente – nãoeram de orientação solar e celebravam apenas os Sabás Maiores, até o que MargaretMurray denominou como os “invasores solsticiais” (os Saxões e outros povos que seestenderam na direção oeste com a queda do Império Romano) se reuniu e interagiu com a

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