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Os Sonetos Completos - Antero de Quental

Os Sonetos Completos - Antero de Quental

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QUENTAL, Antero de - Os sonetos completos. Prefaciados por J.P. Oliveira Martins. Coimbra: Impr. da Universidade, 1922.
QUENTAL, Antero de - Os sonetos completos. Prefaciados por J.P. Oliveira Martins. Coimbra: Impr. da Universidade, 1922.

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os
SONETOS
COlVIPLETOS
DE
ANTHERO
DE
QUENTAL
PREFACIADOS
POR
J. P.
OLIVEIRA
MARTINS
NOVA
EOIÇAO
COil\lBRA
IMPRENSA
DA
UNIVERSIDADE
1922
 
E
SCREVENDO
estas breves
paginas á frente dos
Sonetos
de
Anthero
de
Quental
tenho a satisfação intima de
cumprir
o dever de
tornar
conhecida do publico a figura talvez
mais
caracteristica do
mundo litterario portuguez,
e
decerto
aquella
sobre
que
a lenda
mais
tem
trabalhado.
Estoucerto,
absolutamente certo,
de que
este
livro,
embora
sem
écco no
espirito
vulgar
que faz
repu·
tações e
dá
popularidade,
ha-de
encontrar
um
acolhimento
amoroso
em
todas
as
almas
de eleição, e
durar
emquanto houver
corações affiictos, e emquanto
se
fallar a
linguagem
portugueza.
Procurarei,
no
que
vou dizer,
guardar
para
mim
aquillo que ao publico não
interessa:
a viva ami
sade,
a estreita
communhão de
sentimentos, o atfectoquasi
fraterno
que
ha
perto
de vinte annos
nosune,
ao poeta e ao
seu
critico de hoje, fazendo
da
vidade
ambos como
queuma
unica
alma,
mistÚrandoinvariavelmente
as
nossas breves
alegrias,
muitas
 
6
Os
Sonetos completos
veze~
as nossas
lagrimas,
sempre
as nossas
dores
e os ;1ossos enthusiasmos ou o nosso desalento.Discutindo
en1
permanencia, discordando
frequen
temente,
ralhando
a n1iudo, zangando-nos ás vezese abraçando-nos
sempre:
assim tem decorrido
para
s
perto
de vinte annos. 1\las o leitor
é
que
nada
tem
quevêrcom
esses casos
particulares,
nem
com
o
abraço
que
trocámos
no dia
em
que
primeiro
nosconhecemos e
que só
terminará
n'aquelle
em
que
um
de nós,
ou ambos
nós, forn1os
descançar
para
sempre
sobmeia
duzia de
pás
de
terra
fria.
I
Eu
não conheço
phisionomia
mais difficil
de
de
senhar, porque
nunca
Yi
natureza
mais
complexamente
bem
dotada.
Se
fosse possível
desdobrar
um
homem,
como
quem
desdobra
os fios de
um
cabo, .Anthero
de
Quental
dava
alma
para
un1a família inteira.
É
sabidan1ente
um
poeta na
mais
elevada
expressãoda
palaYra;
mas
ao
mesmo
ten1po
é
a intelligencia
mais
critica, o instincto mais
pra
tico, a sagacidade mais Iucida,
que
eu conheço.
É
um
poeta que sente, n1as
é
um
raciocínio
quepensa.
Pensa
o que
sente;
se!lte· o que
pensa.
lnYenta, e critíca. Depois,
por
um
n1ovimentoreflexo
da
intelligencia,
dá
corpo aoque
criticou,e raciocina o que
imaginou.-
O
seu
temperamento

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