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RESISTORES

RESISTORES

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Eletrodinâmica
CURSO DE FÍSICA –
 
(Unidade Campina Grande)
Professor: Geraldo Mota, Geraldinho e Edmundo
 
RESISTORES 
1. O conceito de Resistência Elética
Resistores são componentes elétricos destinados, em geral, a limitar aintensidade da corrente elétrica. Normalmente, os resistores são conhecidos pela suacapacidade de transformar energia elétrica em energia térmica. Porém, nem sempre umresistor é idealizado com esse objetivo. Em todos os aparelhos elétricos classificadoscomo resistivos a função do resistor é promover o efeito Joule. São exemplos deaparelhos resistivos os chuveiros elétricos, torradeiras elétricas e aquecedores elétricos.Uma bateria ou um gerador de qualquer espécie é a causa primeira e a fontede voltagem em um circuito elétrico. Quanta corrente haverá depende não apenas davoltagem, mas também da
resistência elétrica
que o condutor oferece ao fluxo de carga.Isto é semelhante ao fluxo de água em um éano, que depende não apenas da diferençade pressão entre as extremidades do cano, mas também da resistência que o própriocano oferece. Um cano curto oferece menos resistência ao fluxo de água do que um tubocomprido, e quanto mais largo for o cano, menor será sua resitência. Analogamente àresistência dos fios pelos quais flui uma corrente. A resistência de um fio depende dasua espessura, do seu comprimento ede sua particular condutividade. Fios grossos têmuma resistência menor do que fios finos. Fios compridos têm, maior resistência do quefios curtos. Fios de cobre têm menor resistência do que fios de aço de mesmo tamanho.A resistência elétrica também depende da temperatura. Quanto menor a agitação dosátomos dentro de um condutor, menor a resistência que ele oferece ao fluxo de carga.Para a maioria dos condutores, um aumento de temperatura significa um aumento deresistência *. A resistência de alguns materiais vaia zero a temperaturas muito baixas.A resitência elétrica é medida em unidade chamadas de
ohms
. Normalmente,a letra grega Ômega,
, é usada como símbolo para o ohm. Esta unidade é umahomenagem prestada a George Simon Ohm, um físico alemão que em 1826 descobriuuma relação simples e muito importante entre
voltagem
,
corrente
e
resistência
.Quando as cargas elementares que constituem a corrente elétrica atravessamum condutor, a energia elétrica é convertida em energia térmica. Isso pode ser facilmente explicado se atentarmos para o fato de que os elétrons livres (de umcondutor metálico, por exemplo), durante, suas movimentações, sofrem continuamentecolisões com os átomos da rede cristalina desse condutor. Daí vem a idéia de que ocondutor oferece uma certa resistência à passagem da corrente elétrica.Em cada colisão, parte da energia cinética do elétron livre é transferida para oátomo com o qual ele colidiu, e, como resultado, os átomos do condutor, como um todo,passam a vibrar com uma energia maior. Esse aumento do "grau de vibração" dosátomos do condutor tem como conseqüência um aumento de temperatura.Essa conversão da energia elétrica em energia térmica é chamada de efeito ter-mico da corrente ou efeito Joule. Denomina-se resistor o elemento de circuito elétrico cujafunção exclusiva é converter energia elétrica em energia térmica. Em qualquer dispositivoelétrico, mesmo que sua função seja outra, pelo menos uma parte da energia elétrica sedissipa na forma de calor. Isso é inevitável. Por isso os dispositivos elétricos se aquecem.Sabemos que quando um condutor é percorrido por uma corrente elétrica, suatemperatura eleva-se em virtude do Efeito Joule. Entretanto, à medida que suatemperatura aumenta, aumenta também a transmissão de calor para o ambiente (por condução, convecção ou irradiação), de modo que a temperatura tende a um valor limite. Esse limite é alcançado quando toda a nova energia dissipada é transferida parao ambiente. A partir desse instante, então, a temperatura não sobe mais.
θ
(ºC)
θ
limite
θ
0
0 t(s)
 
Eletrodinâmica 
Prof. Geraldo Mota, Geraldibho, Edmundo 
 
Curso de Física 
As cargas móveis que constituem a corrente elétrica, aceleradas pela voltagemU, realizam colisões contra os átomos ou moléculas do condutor havendo, então, umaoposição oferecida pelo fio à passagem da corrente elétrica através dele. Esta oposiçãopoderá ser maior ou menor, dependendo da natureza do condutor que foi ligado entre Ae B. Para caracterizar a oposição que um condutor oferece à passagem de correnteatravés dele, define-se uma grandeza, denominada resistência elétrica, R, do condutor,da seguinte maneira:R =A resistência elétrica de um resistor pode ser interpretada como uma medidada dificuldade imposta à movimentação das cargas elétricas que o atravessam, umconceito análogo ao atrito em um sistema hidráulico ou mecânico. Assim, se tivermosdois resistores diferentes submetidos à mesma ddp, aquele que tiver a menor resistência elétrica será percorrido pela corrente de maior intensidade.Da fórmula de definição, tiramos que a unidade de resistência elétrica no SI évolt por ampére (V/A). A essa unidade, para homenagear o físico alemão George SimonOhm (1787-1854), que criou o conceito de resistência elétrica, deu-se o nome de ohm(símbolo
).O múltiplo quiloohm (k
), mil vezes maior que o ohm, costuma ser usado comcerta freqüência.
2. A Primeira Lei de Ohm
Usualmente o resistor é representado como se indica no esquema, com o valor de sua resistência elétrica colocado ao lado do seu símbolo.Consideremos um resistor, mantido em temperatura constante, submetido auma ddp
U
e percorrido por uma corrente elétrica de intensidade
i
. Se mudamos a ddpaplicada, a intensidade de corrente se modifica. Há resistores em que, embora os valoresde
U
e de
i
se modifiquem, a relação entre essas duas grandezas não se modifica.Temos então:
NN332211
iU...iUiUiU
====
Lembrando que a relação entre a ddp
U
e a intensidade de corrente
i
define aresistência elétrica
R
do resistor, podemos dizer que, para esses tipos de resistores, aresistência elétrica permanece constante, sendo possível escrever genericamente:iU= R = constante ou U = r 
iOs resistores em que vale essa característica são denominados resistoresôhmicos, traduzindo a referida fórmula a
chamada lei de Ohm
:Mantida a temperatura constante, nos resistores ôhmicos, a ddp U é direta-mente proporcional à intensidade de corrente i. A constante de proporcionalidade é aresistência elétrica R do resistor.Os resistores para os quais não é válida a lei de Ohm, são denominadosresistores não-ôhmicos. Nestes, a ddp
U
não é proporcional à intensidade de corrente
i
,o que significa dizer que a resistência elétrica
R
não permanece constante. Para cadaddp há um valor diferente de resistência elétrica. Se representarmos graficamente a ddp
U
em função da intensidade de corrente
i
, para os resistores ôhmicos obteremos umareta que passa pela origem do sistema de eixos (figura A). Para os resistores não-ôhmicos, obteremos uma curva que passa pela origem dos eixos, mas não é uma reta.Por exemplo, um resistor cuja resistência aumenta com o aumento da ddp pode ser representado pelo gráfico da figura B.
2
R
Representação simbólica de um resistor 
iU
 
Eletrodinâmica 
Prof. Geraldo Mota, Geraldibho, Edmundo 
 
Curso de Física 
A potência elétrica que se dissipa num resistor pode ser calculada pela fórmula já vista (P = U
i) ou por outras que incluam a resistência elétrica R. Realmente, sesubstituímos U pelo produto R
i , teremos: P = R
i
2
.Para o resistor ôhmico, cuja resistência é constante, podemos concluir, emvista dessa fórmula, que:A potência elétrica dissipada num resistor ôhmico é diretamente proporcionalao quadrado da intensidade de corrente.Ainda nafórmula inicial P = U
i, se substituirmos a intensidade de corrente ipela relação U/R, temos: P = U
2
/R.Portanto, para o resistor ôhmico (resistência R constante), podemos concluir que:A potência elétrica dissipada num resistor ôhmico é diretamente proporcionalao quadrado da ddp entre seus terminais.
Observações
:
I)
Chuveiro elétrico e ferro de engomar 
As "resistências" dos chuveiros e dos ferros de engomar são projetadas de modoque a temperatura limite de que falamos seja inferior ao ponto de fusão do material.
II)
Nos diagramas elétricos, a resistência elétrica dos fios de ligão épraticamente desprezível e por esse motivo não apresentarão ddp em seusextremos.
III)
Quando um aparelho elétrico tem seus terminais ligados por um fio condutor cuja resistência é praticamente nula, dizemos que ele está em curto-circuito(figura abaixo). Um aparelho em curto-circuito deixa de funcionar, uma vez quea corrente que o atravessaria é desviada para o fio condutor, praticamente semresistência elétrica. Perceba que, ao contrário da crença geral, um curto-circuito o causa danos aoaparelho; apenas inibe seufuncionamento, por falta decorrente. Para efeito de circuitoelétrico, é como se o aparelho Ao existisse, podendo ser suprimido do circuito. A lâmpadaA está em curto-circuito e, portanto, não existe ddp entre seus terminais X e Y.
3. A Segunda Lei de Ohm
Consideremos inicialmente três condutores de forma cilíndrica, constituídos domesmo material e mantidos à temperatura constante. Esses três condutores diferementre si pelos comprimentos e pelas áreas de secções transversais: o primeiro e o
3
UU0 i iAUU
2
0 i i iBU
1
XYARG+

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