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NOS CÉUS INFERIORES

NOS CÉUS INFERIORES

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“Na casa do Pai há muitas moradas” – Jesus.

Enderecei-me ao belo casarão das torres, casarão que, se por fora parecia de enormes proporções, por dentro era muito amplo e bem disposto. A torre central, muito mais elevada, era circundada de outras, mais baixas. E se por fora pareciam apenas adornos, por dentro, como após vim a observar, eram instrumentos terapeutas, eram coletoras de irradiações cósmicas, através de dispositivos que não estou apta a relatar, por dependerem as explicações de conhecimentos técnicos de que não disponho.
“Na casa do Pai há muitas moradas” – Jesus.

Enderecei-me ao belo casarão das torres, casarão que, se por fora parecia de enormes proporções, por dentro era muito amplo e bem disposto. A torre central, muito mais elevada, era circundada de outras, mais baixas. E se por fora pareciam apenas adornos, por dentro, como após vim a observar, eram instrumentos terapeutas, eram coletoras de irradiações cósmicas, através de dispositivos que não estou apta a relatar, por dependerem as explicações de conhecimentos técnicos de que não disponho.

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NOS CÉUS INFERIORES
“Na casa do Pai há muitas moradas” – Jesus.
Enderecei-me ao belo casarão das torres, casarão que, se por fora pareciade enormes proporções, por dentro era muito amplo e bem disposto. A torrecentral, muito mais elevada, era circundada de outras, mais baixas. E se por fora pareciam apenas adornos, por dentro, como após vim a observar, eraminstrumentos terapeutas, eram coletoras de irradiações cósmicas, através dedispositivos que não estou apta a relatar, por dependerem as explicações deconhecimentos técnicos de que não disponho.Outra questão a mencionar, diz respeito aos nomes do diretor da casa edos seus imediatos e servidores; é que não desejo citar nomes, visto comotudo pertence, em bloco, ao serviço do Bem e do Bom. Se não fossem aquelesque ali estão, substitutos normais daqueles que lá estiveram antes, seriamoutros, mas sempre em função do serviço, peças do mecanismo da vida e desuas contingências.Uma vez que os espíritos são evolutíveis; uma vez que os meios sãofornecidos por Deus, através de leis e de elementos, de condições e desituações, tudo o mais é questão de somenos. De cima para baixo ou de baixopara cima, do Cristo Planetário ao menor dos servidores da Lei de Deus, tudo équestão de funcionamento, tudo é dever a cumprir, cada um no seu devidolugar, para que a Sagrada Finalidade seja o mais breve atingida por todos. OTodo é a máquina e o mais tudo as peças constituintes, tanto bastando, para afelicidade de todas as peças, que cada uma faça apenas a parte que lhecompete, para a máquina funcionar bem.O diretor da casa, que tinha prazer em conversar com todos os recolhidos,assim me recebeu:— Minha irmã, isto é nosso pelo fato de ser de Deus... Espero que saibaconhecer e usar tudo com muito respeito, para assim colher mais benefícios edar exemplos dignificantes. Sou o diretor, mas faço questão de ser bem dirigidopelo melhor senso crítico.Olhou-me bem nos olhos, meditou um pouco e emendou:Porque Deus nos tudo em potencial, em forma de leis e deelementos, de liberdade e de oportunidades, mas nós é que temos que saber como agir e para que fim. Entendeu bem, irmã Leonor?— Creio que entendi os seus propósitos, senhor diretor – respondi, combem pouca certeza do que estava dizendo.— Pois eu – aparteou ele – ainda cometo umas falhas... Mas estamossaindo das regiões trevosas, compreende? Tudo por aqui é de baixa freqüênciavibratória: os elementos em geral e também nós. Portanto, tratemos de fazer omelhor, que já não é pouco.— Todos por aqui – disse eu – fazem questão de salientar o pronunciadonível de relatividade; ninguém aqui sonha com o perfeito...
 
Ora! Ora! Sonhar todos sonhamos, mas apenas sonhamos! interrompeu-me ele, encolhendo os ombros ao terminar a fala, como asignificar que tudo por ali era mais relativo do que eu estava pensando.Diante de tais franquezas, observei:— O senhor duvida da utilidade do seu departamento de serviço?— Pelo amor de Deus! – bramiu ele – Isto funciona como deve funcionar, etudo por conta de Deus, isto é, de leis que obrigam a ser assim. Basta-nosfazer o que nos compete, e com o amor que nos seja possível, para tudoresultar em maravilhas. Mas, repito, o amor é a chave mestra de tudo. E por aqui, pelo visto, o amor é irmão da simplicidade.Ocupei o breve lapso para indagar:— Confesso que tenho sido bem doutrinada, senhor diretor; parece que por aqui todos já foram diplomatas, pois não?Ele sorriu, considerando:Gostamos daqueles que compreendem depressa e temos paciênciacom aqueles que demoram para compreender. Mas, pode estar certa, agimoscom rigor para com os fingidos e mal intencionados.— E ainda existem mal intencionados por aqui, depois de dezenas de anosde tortura e de tanta bondade prodigalizada, por parte dos residentes daregião?Naquela hora estava chegando o homem por ele convocado para meatender, sendo interrompida a palestra; porém, findos os tratos a seremobservados, retornou ele ao assunto, afirmando:— Você mesma, irmã, irá ter as provas... O Reino do Céu está dentro decada um de nós, como Jesus afirmou, mas nós estamos ainda muito mais pertoda brutalidade... As feras, por aqui e dentro de nós, ameaçam perenemente osanjos e as virtudes.Tomou-me a mão com um carinho paternal, para me enviar aostratamentos e aos possíveis serviços:— Vá, minha filha, trate-se, aprenda e trabalhe o bom trabalho; basta deincompreensões e de trevas, não acha?Fitei-o bem e vi, nos seus olhos, o brilho de umas lágrimas retidas. Bem sevia que era um grande errado arrependido, lutando dentro de si mesmo pelarealização do Reino de Deus, essa Glória que dorme ainda dentro de nós, queoutros podem e devem auxiliar a desabrochar, mas que, afinal de contas, só anós compete o dever de realizar, realizando em nós mesmos a Verdade e aVirtude.O homem a quem fui entregue, um médico, por sua vez entregou-me auma enfermeira. Rosa tinha sob sua guarda uma fila de tanques e uns trinta etantos leitos. Tudo, pode-se dizer, estava adstrito a isso, porque se os casosfossem de outras montas, seriam enviados a outros setores. Eu estava suja ecombalida, mal cheirosa e algo febril, mas estava perfeita de físico, não tinhachagas, não estava deformada. Desses casos cheguei a ver muitos, e muitos,e muitos ajudei a tratar, mas o meu caso era muito mais simples, porque, como
 
eles disseram, eu tinha agido mais por ignorância e medo, do que mesmo por outros motivos. E os longos anos passados no submundo, sofrendo comosofrera, fizeram o serviço de punição.Frente à fileira de tanques, disse-me Rosa:— Hoje, Leonor, você entrará no primeiro deles; lembre-se de que não éapenas água o que eles contêm, mas alguns agentes químico-energéticos.Repare que os fios vindos das torres os circundam por dentro, carregando-osde elementos, de cargas de força que eu não saberia explicar.— Como entrarei ali? Com que roupas? – perguntei, vendo que muitasirs por ali transitavam, de um lado para outro, sem se importar comninguém.Ela sorriu do meu desconhecimento de causa, dizendo:— Pode entrar como está, porque estas águas são diferentes das da Terra,sendo também diferentes as pessoas, embora não muito.Apontou uma escadinha, mandou entrar e banhar também a cabeça. Fizcomo ela disse e ali fiquei por algum tempo, até ela voltar e mandar-me sair.Notei que a água secou por si mesma e muito depressa, deixando um bemestar maravilhoso, uma leveza que parecia sublime.— Agora – convidou-me ela – venha tomar um suco, para depois dormir umlongo sono... Você dormirá desde o primeiro banho... Vantagem sua, poismuitos aqui passam meses, em torturas, gemidos e convules, antes depoderem dormir e recuperar o equilíbrio de si mesmos.— Por quê? – perguntei.Rosa fitou-me com profunda significação, para murmurando sentenciar:— “Quem com ferro fere, com ferro será ferido!” “Em Verdade vos digo, quenão sairá dali, sem pagar até o último ceitil!”— Justiça Divina? – retornei.Fez uma curvatura de dorso, repetindo:Justa Divina, minha ir, e que se ime acima de conjeturashumanas.— E como agem os médicos? – voltei a perguntar.Ergueu os ombros para dizer:— Vão dando voltas por fora, com profundo respeito pelas voltas que osmales vão dando por dentro. Tratam dos males, com o amor que a JustiçaDivina merece e faz respeitar nas criaturas. Eles e nós todos ganhamostrabalhando, enquanto os doentes ganham tendo paciência e aprendendo aslições do Evangelho. Verdadeiramente, Leonor, o grande redio é oEvangelho, é a Verdade, o Bom e o Bem.— A Verdade, o Bem e o Bom! – repeti, perfeitamente concorde.Rosa ergueu o dedo da mão direita, como quem pede atenção, afirmando:o o Evangelho das longas conversas, o o Evangelho dosformalismos; o Evangelho, aqui,
é procedimento, é vida em sociedade, é

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