Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
6Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Esquizofrenia

Esquizofrenia

Ratings:

4.0

(1)
|Views: 2,097 |Likes:
Published by alexheringer
Texto sobre esquizofrenia
Texto sobre esquizofrenia

More info:

Categories:Types, School Work
Published by: alexheringer on Apr 02, 2009
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

04/19/2013

pdf

text

original

 
 
Psicose na AdolescênciaTranstornos psicóticos na fase final da infância, no decorrer da adolescência com suaspeculiaridades.
 A adolescência é um período de profundas mudanças internas e externas do organismo global, física ementalmente. É também a idade predileta para a eclosão da maioria dos transtornos emocionais. Entreos transtornos emocionais da adolescência o mais temido é a
 psicose
, tanto por sua gravidade e impactoque produz no entorno do paciente, quanto pelo prognóstico e necessidade de tratamento imediato.Assim sendo, na adolescência, mais que em qualquer outro período da vida, o médico deve se esforçar,sobremaneira, para estabelecer diagnósticos e prognósticos, com especial zelo para a
 Esquizofrenia
,pois, como sabemos, esta é a idade preferida para o início desse transtorno. Ainda assim, não devemosdeixar de suspeitar dos Transtornos do Humor, os quais também aparecem nesta idade e comcaracterísticas bastante enganosas.A Classificação Francesa dos Transtornos Mentais da Criança e do Adolescente (CFTMEA), consideraseparadamente o
Transtorno Psicótico
da Criança e do Adolescente, ao contrário das classificaçõesinternacionais de doenças (CID.10 e DSM IV) que não têm uma categoria específica para essestranstornos.A classificação francesa considera que, devido ao fato dos sintomas psicóticos que aparecem nainfância e na adolescência comportarem características específicas e diferentes dos mesmos quadros emadultos, justificaria uma consideração e uma classificação em separado.Uma das principais preocupações dos psiquiatras de crianças e adolescentes é, sem dúvida, a
 psicose
. Omáximo cuidado para o diagnóstico se reforça, primeiro, evidentemente, na importância do tratamentoprecoce para alívio do paciente e de seus familiares e, em segundo, devido ao risco de evoluçãoincapacitante da doença, cujo momento de maior perigo para seqüelas invalidantes se situa nos doisprimeiros anos da
 psicose
.Além de tudo, considerando a grande especificidade atual dos medicamentos psiquiátricos, há umaimperiosa necessidade de bons conhecimentos sobre o quadro do
Transtorno do Humor Grave comSintomas Psicóticos
e suas diferenças com a
 Psicose
 
 Esquizofrênica
, já que existem significativas
 
diferenças de prognóstico e de tratamento entre essas duas patologias.Finalmente, todo esse cuidado é mais do que justo, se considerarmos os efeitos potencialmenteiatrogênicos de um diagnóstico errado sobre algum transtorno psiquiátrico crônico, diagnóstico essecapaz de modificar profundamente a relação do paciente consigo mesmo e com os demais, além dasatitudes negativas por parte de seu entorno familiar e social.
Sintomas Prodrômicos
Sintoma prodrômico ou pródromo significa, em medicina, o sintoma que antecede uma doença, talcomo o mal estar que antecede a gripe, ou a dor nos testículos que precede a cólica renal, etc. Até agoraa maioria dos estudos sobre os pródromos da
 Psicose
 
 Esquizofrênica
tem se referido mais aos sintomasque precedem as recaídas psicóticas de uma
 Esquizofrenia
anteriormente diagnosticada do que aospródromos de um primeiro surto psicótico.Antes do primeiro surto psicótico, ou seja, na fase prodrômica, as pessoas não costumam apresentarsintomas psicóticos evidentes mas, podem apresentar um determinado número de mudanças docomportamento, da afetividade e do pensamento. A esse evento prodromico da
 Esquizofrenia
AlonsoFernandez nomina como Broto. Não se tratam de sintomas psicóticos, como dissemos, mas de algo bemmais atenuado, embora sugestivo.A maioria dos sintomas e sinais observáveis no adolescente de risco corresponde aos traços daquilo quese considera
Personalidade Esquizóide ou Paranóide
(veja em Transtornos da Personalidade os traçosdesses quadros). Entretanto, por se tratar naturalmente de um período rico em oscilações einstabilidades, a adolescência confunde o observador, fazendo parecer uma simples manifestação de
 
uma adolescência mais exuberante, sinais que poderiam ser tidos como sintomas francamenteprodrômico ou, no mínimo, sinais francos de vulnerabilidade à
 psicose
.De modo geral, as primeiras mudanças da pessoa podem ser imperceptíveis, assim como pode serimperceptível também a transição gradual entre sintomas inespecíficos e não-psicóticos, em sintomasfrancamente psicóticos.Na maioria dos pacientes, identificar o início de uma
 Esquizofrenia
é uma questão bastante delicada,na medida em que as alterações podem representar apenas uma extensão quantitativa dos traçospreexistentes da personalidade do adolescente. Em tese, para facilitar a clínica, os elementos querepresentam apenas alguma variação de traços preexistentes da personalidade costumam seregosintônicos, isto é, não destoam da aspiração natural e da satisfação da pessoa consigo mesma. Essacaracterística é importante, uma vez que, por ser egosintônica, não se constitui em algo mórbido.Na prática, em alguns casos pode ser difícil a diferença entre as fases prodrômica e psicótica da doença.Mas o conceito de pródromo, entretanto, implica numa mudança qualitativa notável em relação aoestado habitual do paciente. Geralmente os primeiros sintomas prodrômicos descritos com freqüênciasão sintomas de natureza neurótica, inespecíficos, tais como a ansiedade, idéias hipocondríacas,síndromes depressivas, mudanças afetivas, anedonia, apatia, irritabilidade, retraimento social, falta deiniciativa e transtornos do sono. Esses sintomas, ao contrário do que ocorre com traços prévios depersonalidade, costumam ser egodistônicos, ou seja, produzem sofrimento, logo, são mórbidos. Maispara frente poderá surgir mudanças na cognição, na percepção, na vontade e nas funções motoras(Jeammet, 2000; Wyatt, 1998).
Tendência Psicótica
Atualmente, duas hipóteses pretendem dar sustentação às observações quanto a origem da doençaesquizofrênica: a hipótese do desenvolvimento neurológico (Weinberger, 1987) e o modelo davulnerabilidade (Zubin, 1977).Modelo da Vulnerabilidade à
 Psicose
e PersonalidadeA psicopatologia contemporânea reconhece a idéia clássica de predisposição e vulnerabilidade para agrande maioria das doenças, portanto, nada poderia justificar a exclusão desse raciocínio para as
 
doenças mentais. De acordo com o conceito de vulnerabilidade, a
 Esquizofrenia
não apareceriasubitamente na vida da pessoa, mas seria precedida e facilitada por determinados fatores psicológicos ebiológicos necessários ao seu desenvolvimento.Segundo o modelo da vulnerabilidade, algumas pessoas apresentariam disfunções determinadasgeneticamente capazes de as tornarem propensas a desenvolver sintomas esquizofrênicos em certascondições de tensão ambiental (Nuechtertein, 1994). Esses elementos são chamados em medicina de"marcadores".Os marcadores neurobiológicos de vulnerabilidade correspondem às características e traços querefletem anomalias constitucionais implicadas no desenvolvimento da doença, e tais anomaliaspoderiam ser perscrutadas através das características descritas como Transtornos de Personalidade.Alguns desses marcadores para
 Esquizofrenia
também podem ser identificados nos familiaresgeneticamente próximos dos esquizofrênicos (Cornblatt, 1998; DeHert, 1998; Dumas, 1999).Fora da fase ativa da doença, a presença desses marcadores (marcadores de risco) seria como um sinalde alerta para um risco biológico de a pessoa vir a apresentar a doença posteriormente. Tais marcadorespoderiam ajudar a definir o perfil pessoal vinculado à
 Esquizofrenia
.O patrimônio genético seria um fator indispensável e sobre o qual os fatores ambientaisdesempenhariam ou não um papel essencial para o desenvolvimento da
 Psicose
 
 Esquizofrênica
.Segundo esta hipótese, só as pessoas vulneráveis apresentariam uma
 Psicose
 
 Esquizofrênica
, casofossem expostas a fatores de estresse, enquanto as demais pessoas permaneceriam assintomáticas ou, nomáximo, mostrariam apenas manifestações subclínicas quando expostas aos mesmos agentesestressores.Entre os marcadores preditivos da
 Esquizofrenia
, o
Transtorno Esquizóide e Paranóide
daPersonalidade sugeririam diretamente uma vulnerabilidade para a
 Esquizofrenia
. Em conseqüência, a
 
 Psicose
 
 Esquizofrênica
se produziria como resultado da "descompensação" de um
TranstornoEsquizóide ou Paranóide
da Personalidade, diante de fatores ambientais adversos e facilitadores.Os estudos sobre pessoas com elevado risco genético, como são aquelas com familiaresesquizofrênicos, ou com elevado risco clínico, como são aquelas portadoras de
TranstornosEsquizotípicos
da Personalidade, têm demonstrado que estas pessoas têm um risco de evoluçãoesquizofrênica bastante superior ao risco da população geral.Modelo de Desenvolvimento Neuropsicológico da
 Psicose
 Como se tem aceitado em medicina, as anomalias neuro-cognitivas encontradas nos pacientes com
 Esquizofrenia
refletem uma vulnerabilidade biológica do sistema nervoso através de uma basegenética. A hipótese do desenvolvimento neuropsicológico da
 Esquizofrenia
(Weinberger, idem)considera que essas anomalias sejam conseqüência de uma instabilidade cerebral que surge durante a
 
vida intrauterina, ou em alguns momentos peri-natais. As agressões neurológicas responsáveis por estainstabilidade cerebral seriam de natureza virótica ou nutricional, ou ainda, provenientes decomplicações obstétricas que acontecem às pessoas que têm um terreno genético predisposto (Lewis,1987).As manifestações clínicas dessa instabilidade cerebral variam segundo o grau de maturidade cerebral esegundo os fatores ambientais. Assim, durante a infância, tais "lesões" se manifestariam mediante sinaispré-clínicos e inespecíficos (Parnas, 1999). Na adolescência, por uma alteração do processo sinápticocortical habitual e, diante das dificuldades ambientais, os sintomas psicóticos específicos semanifestariam.A hipótese atual supõe que, no caso da
 Esquizofrenia
, o desenvolvimento do processo sináptico vaialém dos limites de desenvolvimento neurológico. Algumas pessoas predispostas, por ocasião daadolescência, perderiam conexões neuronais que normalmente deveriam ser conservadas ou, aocontrário, manteriam ou aumentariam conexões que deveriam desaparecer (Kevashan, 1998).Os estudos psicopatológicos atuais têm em conta o seguinte:1. Há um caráter multifatorial na origem dos Transtornos Psicóticos da adolescência e os elementospsíquicos não excluem fatores biológicos;2. Há articulação entre fatores de vulnerabilidade constitucional à doença e fatores relacionados aodesenvolvimento neurológico na origem dos Transtornos Psicóticos;3. Há influência do processo da adolescência e da puberdade no desencadeamento do transtorno. Assim,os Transtornos Psicóticos se produziriam como conseqüência da soma das tensões ambientais com umapredisposição individual de fundo (Zubin, idem).A diferença entre essas duas hipóteses (que, na realidade se completam) é que na idéia davulnerabilidade os elementos constitucionais genéticos têm um peso maior que o ambiental ou dedesenvolvimento e, na hipótese do desenvolvimento neuropsicológico, os elementos ambientais dedesenvolvimento têm peso igual ou mais forte que a genética.Outro problema conceitual subjacente é saber se os sintomas psicóticos seriam fenômenos diferentes,qualitativamente, das experiências mentais normais da adolescência, ou se seriam uma continuidadeexagerada, portanto, quantitativa, dessas experiências. Outra possibilidade é que os sintomas psicóticosseriam quantitativamente diferentes da normalidade da adolescência no principio do quadro mas,posteriormente, se revelariam em uma mudança qualitativa (Yung, 1996).Ora, as alterações quantitativas seriam aquelas de melhor prognóstico, como se tratassem demecanismos neuróticos (e não psicóticos de fato) mais facilmente tratáveis, enquanto as alteraçõesqualitativas seriam mais graves e difíceis, portanto, psicóticas propriamente ditas.Ao lado dos fatores biológicos e de origem genética, bem como dos fatores adquiridos durante fasesprecoces do desenvolvimento, como por exemplo as intercorrências intra-uterinas e as dificuldadesperi-natais, existiriam fatores psicológicos e ambientais próprios da adolescência. Essa concepção justificaria a grande dificuldade de diagnóstico dos
Transtornos Psicóticos
, quando surge a imperiosa

Activity (6)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Márcio Ramalho liked this
Mario Souza liked this
R T Manhães liked this
SilmaraNunes liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->