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Ainda Os Swaptions IV - Paulino Brilhante Santos

Ainda Os Swaptions IV - Paulino Brilhante Santos

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07/16/2013

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Passemos em revista os esclarecedores comentários do Dr. A. Palhinha Machado
 
1.
 
A contabilização dos contratos de “swaps”
- os genuínos, entenda-se- é hoje
regulamentada, no âmbito do Sistema de Normalização Contabilística (“SNC”)
pela Norma
Contabilística de Relato Financeiro (“NCRF”) Nº 27 a qual remete para
as normas internacionais de contabilidade -
“IAS
- International AccountingStandards
 –
Nºs 32 e 39 e para a norma internacional de relato financeiro
 –
 
“IFRS
-International Financial Repo
rting Standard 7” adotadas pelo Regulamento (CE) da
Comissão 1126/2008, de 3 de Novembro.
 
2.
 
A NCRF Nº 27 é claramente de aplicação obrigatória para todas as empresaspúblicas ou sociedades anónimas de capitais públicos que celebraram osfamigerados
contratos de “swaps” ou como tal, quiçá erróneamente,
caracterizados.
 
3.
 
Nos termos da NCRF Nº 27 e das IAS 32 e 39 e da IFRS 7, é permitida à parte
contratante num contrato de “swap” que pretenda “trocar” uma taxa fixa por
uma taxa variável- digamos, assim, grosseira e simplesmente- optar entre
considerar um tal “swap” como um “instrumento de cobertura” ou como uma
mera aplicação financeira.
 
4.
 
A NCRF 27, na esteira da IAS 39, elenca, é certo, alguns requisitos econdições necessários para que uma parte contratante possa caracterizar um
dado “swap” como um instrumento de cobertura, sendo a principal condição anecessária conexão entre o “swap” e um dado elemento do ativo ou passivo
contra cujo risco financeiro ou de disponibilidade líquida de fu
ndos (“cash
-
flow”) a
dita parte contratante se pretenda salvaguardar.
 
5.
 
Cremos que é por esta singela razão que o Governo alega que existem
alguns contratos de “swap” que seriam aceitáveis por visarem cobrir riscos
associados a uma possível subida da taxa de juro acordada em empréstimoscontraídos pelas empresas públicas a taxas variáveis indexadas à evolução da taxade referência EURIBOR que nos anos de 2005 a 2007 se receava que pudessem
continuar a subir e certos contratos de “swap” que seriam mer
as aplicações
financeiras, ou seja, contratos, como disse o Governo, de natureza “especulativa”.
 
6.
 
Ora, é aqui que as observações feitas pelo Dr. A. Palhinha Machado cobrama sua total pertinência. Segundo a NCRF 27, os ganhos e perdas em contratos de
“swap” que constituem instrumentos de cobertura de risco, nomeadamente de“cash
-
flow”, de que é exemplo de escola um “swap” entre uma taxa variável e
 
uma taxa fixa associado diretamente a um dado elemento, neste caso do passivo,das empresas públicas em causa, um determinado empréstimo que gera fluxos depagamentos que apresentam um risco de poderem se tornar mais elevados sãocontabilizados diretamente no capital próprio da entidade contratante. Destemodo, tais ganhos e perdas registados com os contra
tos de “swap” caracterizadoscomo instrumentos de cobertura de risco, neste caso concreto, de “cash
-
flow”, só
são reclassificados indo à conta de resultados no exercício em que o elementopassivo, no caso, o empréstimo, que gerou o risco coberto, é desreconhecidocontabilisticamente, ou seja, no ano em que o empréstimo, tendo atingido a suamaturidade, é saldado ou cancelado, saindo da conta do passivo onde seencontrava registado. Neste último exercício, porém, como os ganhos e perdasregistados com o con
trato de “swap” matematicamente se equivalem e no últimoexercício o saldo ou “cash
-
flow” ou fluxos financeiros entre as partes contratantesdo “swap” corresponde a uma soma nula, nada haverá a registar na conta de
resultados e, em consequência, o impacto
deste tipo de “swap”
é nulo em termoscontabilísticos e, logo, não afeta os ganhos ou perdas das empresas públicascontratantes, como bem observou o Dr. A. Palhinha Machado.
 
7.
 
Pelo que só podemos concluir logicamente que o Governo estarápreocupado
com outro tipo de contratos de “swap”, que serão, a nosso ver,
aqueles que as empresas públicas que os celebraram decidiram caracterizar como
meras aplicações financeiras ou instrumentos financeiros “especulativos”. Isto
porque, ainda segundo a NCRF 27, os ganhos e perdas decorrentes de todo e
qualquer contrato de “swap” que não tiver a natureza de um “instrumento decobertura” devem ser valorados pelo seu “justo valor” de mercado e levados
diretamente à conta de resultados. Deste modo, cremos que o Governo poderá
ter detetado contratos de “swaps”, quiçá de natureza exótica, como referimos
nos nossos comentários anteriores ou simplesmente não associados a qualquer
cobertura de risco de taxa de juro ou de “cash
-
flow” que, ao obedecerem a esta
contabilização e assim entrando diretamente na conta de resultados dasempresas públicas contratantes, poderão ter implicado o registo de avultadosprejuízos financeiros que terão também relevância fiscal, ao abrigo do disposto noartigo 49º nº 1 do Código do IRC, como salientámos nos nossos comentáriosanteriores.
 
8.
 
Infelizmente, existem, porém, indícios vindos a público muito fortes nosentido de que o Dr. A. Palhinha Machado terá toda a razão ao apontar a estes
contratos de “swaps” a natureza não apenas “especulativa”, o que já por si seriagravíssimo e insólito, como, para cúmulo dos cúmulos, a natureza de “swaptions”ou contratos de “swaps” exóticos embutidos com opções.
 

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