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Da inovação de Gutenberg aos discursos de uma aturdida ave

Da inovação de Gutenberg aos discursos de uma aturdida ave

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Published by Aldo Barreto
Contudo, apregoar o discurso antigo nos coloca na situação do papagaio sobrevivente da civilização perdida. Uma aturdida ave de cores brilhantes vivendo entre ruínas e repetindo uma e outra vez longos discursos numa língua incompreensível. Até não restar mais ninguém que o entenda
Contudo, apregoar o discurso antigo nos coloca na situação do papagaio sobrevivente da civilização perdida. Uma aturdida ave de cores brilhantes vivendo entre ruínas e repetindo uma e outra vez longos discursos numa língua incompreensível. Até não restar mais ninguém que o entenda

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Published by: Aldo Barreto on May 01, 2013
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Da inovação de Gutenberg aos discursos de uma aturdida ave
Johannes Gutenberg foi um inventor e gráfico alemão. Sua invenção do tipo móvel para impressão começou arevolução da imprensa e é considerado o evento mais importante do período moderno. Teve um papel fundamentalno desenvolvimento da renascença e na revolução científica e lançou as bases materiais para a uma economiabaseada no conhecimento a partir de conteúdos. Gutenberg foi o primeiro no mundo a usar a impressão por tiposmóveis e a prensa móvel por volta de 1439. Sua invenção foi uma combinação de elementos em um sistema práticoque permitiu aprimorar a produção de narrativas impressas de maneira rentável para gráficas e leitores.As inovações tecnológicas que Gutenberg desenvolveu foram além da ideia do tipo móvel. Ele combinou uma sériede tecnologias e inovações de diferentes áreas e é isso que tornou o seu trabalho tão poderoso. Usoudesenvolvimentos metalúrgicos para criar um novo tipo de metal, que não só tinha uma aparência consistente, masque podia ser produzido facilmente permitindo imprimir páginas inteiras de uma só vez. Ele usou inovaçõesquímicas para criar uma tinta nunca antes usada na impressão. Gutenberg explorou o conceito de divisão dotrabalho usando uma equipe de trabalhadores para criar livros a um ritmo nunca visto na história da impressão.Gutenberg juntou as coisas certas pela primeira vez. Usou seu estoque mental de conhecimento para agregar por"trilhas associativas" sua criatividade. [1]Após a invenção da imprensa, Victor Hugo no século 15, em seu romance "Nossa Senhora de Paris", narrou a históriado padre Claude Frollo: que olhava tristonho para as torres da sua catedral. Uma catedral medieval era, em seutempo, uma espécie de programa de televisão ao vivo. Um esplendor para festejar a esfera pública, que agregavauma comunidade com confiança permanente e imitável na vivência pública, onde se transmitia às pessoas todoconhecimento que era indispensável para a sua vida cotidiana, assim como, para a sua salvação eterna.Com a inovação na impressão da palavra na escrita, padre Frollo fitava um livro impresso sobre a sua mesa esussurra para si mesmo: este novo convívio de meu rebanho vai acabar com minha catedral - o livro vai matar acatedral, pois o uso facilitado da palavra impressa irá criar um imaginário independente naquele espaço deagregação de pessoas, símbolo de convívio da época. A impressão facilitada da palavra escrita vai desviar aspessoas de seus valores mais importantes, trazer a informação supérflua, permitir a franqueada interpretação dasescrituras sagradas e um imaginário solto para a curiosidade insana. [2]Mas já nos anos 60, Marshall McLuhan diz na sua
Galáxia de Gutenberg
, que a maneira linear de pensar acerbadapela invenção da imprensa estava para ser substituída por uma forma mais global de percepção e compreensãoatravés de imagens em vídeo e outros tipos de dispositivos eletrônicos. A supremacia do papel e tinta durou pertode seiscentos anos. Sempre houve um descompasso da grande oferta de conhecimento impresso e a pequenademanda de leitores. A disponibilidade, acesso privilegiado, assimilação e custo são os motivos, para ficar só com osdeterminantes técnicos. A impressão papel não têm mais a força emblemática de único transmissor de cultura. Asnovas formas de escrita e leitura estão diversificadas em forma e canal.

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