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TCC - CONSTRUÇÃO

TCC - CONSTRUÇÃO

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 EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL: UMAANÁLISE ATRAVÉS DOS TEMPOS
 ARIANA DE QUEIROZ LIMARA 513100608RESUMO:
Este trabalho tem como intenção, analisar o desenvolvimento daEducação Infantil no Brasil, desde o início, com seu caráter assistencialista, até osdias de hoje, atravessando o surgimento de Políticas Públicas e diferentes órgãosvoltados ao desenvolvimento integral de crianças de 0 à 5 anos. É intencional queesse artigo possa contribuir para promover o debate acerca da necessidade de seoferecer formação de qualidade para os profissionais que atuam na EducaçãoInfantil.
PALAVRAS-CHAVE:
História da Educação. Educação Pública. Educação Infantil.
INTRODUÇÃO
Tradicionalmente, a Educação Infantil tem sido tratada com descaso peloPoder Público e pela sociedade, conhecida apenas como uma etapa na qual acriança vai para a escola apenas para usufruir de proteção (em creches) e parabrincar ou ser aparelhada para o ingresso no Ensino Fundamental (na pré-escola).
 
Podemos afirmar então, que a Educação Infantil nem sempre recebeu dasociedade e do Estado o respeito que merece, sendo entendido como um ambientede pouca importância na formação de crianças pertencentes a faixa etária de seuatendimento.Teve seu surgimento pensado como uma instituição de cunho assistencialista,tendo por finalidade suprir as necessidades físicas da criança como em relação ahigiene, alimentação, proteção e também de certo modo ocupar o lugar vago dafamília. As creches/ jardins de infância/ escolas maternais são fruto da RevoluçãoIndustrial. No Brasil passam a existir a partir da crescente urbanização eestruturação do capitalismo e com ele, a precisão da mulher em fazer parte domercado de trabalho, arrebentando uma movimentação entre os operários, oprotesto para reivindicar um lugar para onde mandarem seus filhos enquantotrabalham. As crianças permaneciam por muitas horas afastadas de suas famílias eprecisavam de cuidados, e as creches preenchiam esta necessidade da classetrabalhadora da época, tornando-se assim o cuidar a atividade principal dessasinstituições.Pensando sobre essa problemática, este trabalho foi pensado para analisar como foi edificada e modificada a Educação Infantil no Brasil a partir da segundametade do século XX, suas dificuldades, embates e principalmente, qual o papel e aposição do Estado brasileiro (MEC - Ministério da Educação), sua posição e leisaplicadas à Educação Infantil.O trabalho tem como metodologia a pesquisa aprofundada de documentosoficiais, citar fontes da República, em conexão a produção historiográfica pertinenteà Educação Infantil.
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Breve histórico: o nascimento dos conceitos de criança e deinfância
O conhecimento que temos hoje sobre o que é infância e sobre o que é ser criança é um conceito historicamente construído, ela se transforma de um ser insignificante ao lugar de destaque na sociedade.
 
Até meados da Idade Média, não se pensava/sabia quais eram asparticularidades da infância, assim, eram apenas as características físicas aslevadas em conta para tal reconhecimento: o período do nascimento dos dentes atéos sete anos de idade.
Por volta do século XII, a arte medieval desconhecia ainfância ou não tentava representá-la. È difícil crer que essaausência se devesse à incompetência ou à falta de habilidade. Émais provável que não houvesse lugar para a infância nesse mundo.Uma miniatura otoniana do século XI nos dá uma ideiaimpressionante da deformação que o artista impunha então aoscorpos das crianças, num sentido que nos parece muito distante denosso sentimento e de nossa visão. (ARIÈS, 2006,p.17).
O sentimento de infância não existia e entre alguns dos fatores quecontribuíram para tal falta de compaixão era a mortalidade infantil, causada de váriasformas, como por exemplo falta de saneamento básico, miséria, pragas, falta decuidado por parte dos familiares, etc.Essa despreocupação social/familiar contribuía para que muitas crianças nãoobtivessem êxito em ir além da primeira infância, a criança era invisível duranteessa etapa da vida, o termo infância servia tanto para crianças como paraadolescentes, e sendo a morte destes, totalmente natural.Em meados do século XVII e XVIII, modificações sociais contribuíram paraidentificar o sentimento de infância, com ajuda da Igreja, depositou nelas o ar deseres inocentes, criaturas de Deus, carecendo assim de educação e cuidados pararesguardar essa inocência.No final do século XVII dar-se início a constituição do sentimento de o que éinfância, principiam-se modificações no seio familiar, a afetividade ganha um poucode importância e as crianças passam
a ser “paparicada
s
”, ou seja, servindo de
divertimento para seus familiares, sendo considerados e tratados como pequenosbrinquedos, tornando-se um instrumento de diversão, mas essa manifestação eraconsiderada apenas em seus primeiros meses de vida. Ariès refere-se a essapaparicação dedicada às crianças com um sentimento superficial:
Contudo, um sentimento superficial da criança a que chamei
de „paparicação‟ era reservado à criancinha em seus primeiros anos
de vida, enquanto ela ainda era uma coisinha engraçadinha. Aspessoas se divertiam com as crianças pequenas como umanimalzinho, um macaquinho impudico. Se ela morresse então,

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