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Published by: Tribunal de Contas do Estado da Paraíba on May 03, 2013
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05/03/2013

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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
PROCESSO ELETRÔNICO TC 05262/10 Pág. 1/4NATUREZA: RECURSO DE RECONSIDERAÇÃORESPONSÁVEL: JOSÉ VIEIRA DA SILVAEXERCÍCIO: 2009
ADMINISTRAÇÃO DIRETA MUNICIPAL – MUNICÍPIO DE MARIZÓPOLIS – PRESTAÇÃO DE CONTAS DO PREFEITO, SENHOR JOSÉ VIEIRA DA SILVA, RELATIVA AO EXERCÍCIO FINANCEIRO DE 2009 – EMISSÃO DE PARECER CONTRÁRIO À APROVAÇÃO DAS CONTAS – IMPUTAÇÃO DE DÉBITO - APLICAÇÃO DE MULTA – RECOMENDAÇÕES.ATENDIMENTO PARCIAL ÀS EXIGÊNCIAS DA LRF.RECURSO DE RECONSIDERAÇÃO – CONHECIMENTO – PROVIMENTO PARCIAL, COM VISTAS A AUMENTAR AS APLICAÇÕES NA REMUNERAÇÃO DO MAGISTÉRIO DE MODO QUE RESTOU SANADA A MÁCULA A ESTE TÍTULO, REDUZIR O VALOR IMPUTADO RELATIVO ÀS DESPESAS REALIZADAS NACONSTRUÇÃO DO CENTRO TURÍSTICO, MANTENDO-SE INTACTOS OS DEMAIS ITENS DAS DECISÕES VERGASTADAS.
AACCÓÓRRDDÃÃOOAAPPLLTTCC220055//22..001133 
RRREEELLLAAATTTÓÓÓRRRIIIOOO 
Esta Corte de Contas, na Sessão Plenária de
08 de fevereiro de 2012
, nos autoseletrônicos que tratam do exame da Prestação de Contas Anual do Prefeito do Município de
MARIZÓPOLIS
,
Senhor JOSÉ VIEIRA DA SILVA
, relativa ao exercício de 2009,
 
decidiu,através do
Parecer PPL TC 0014/2012
(fls. 1649/1660) pela emissão de
PARECERCONTRÁRIO
, e do
Acórdão APL TC 0087/2012
(fls. 1643/1648) por (
in verbis): 
a) IMPUTAR ao gestor de débito no valor de R$ 251.979,68, sendo R$ 24.344,60 por despesas inexistentes com o Centro Turístico, R$ 154.057,13 por despesas não comprovadas com limpeza urbana, R$ 72.355,84, tendo em vista o pagamento por serviços de abertura, limpeza e terraplanagem de ruas da cidade,não devidamente comprovados e R$ 1.222,11 pela não contabilização de receita comprovadamente arrecadada; b) CONCEDER o prazo de 60 dias para o recolhimento aos cofres do Município,devendo-se dar a intervenção do Ministério Público, na hipótese de omissão,nos termos do § 4º do art. 71 da Constituição Estadual; c) APLICAR ao Prefeito de multa no valor de R$ 4.150,00 nos termos do que dispõe os incisos II e III do art. 56 da LOTCE; d) ASSINAR ao mesmo do prazo de 60 (sessenta) dias para efetuar o recolhimento das multas, ao Tesouro Estadual, à conta do Fundo de Fiscalização Orçamentária e Financeira Municipal, cabendo ação a ser impetrada pela Procuradoria Geral do Estado, em caso do não recolhimento voluntário,devendo-se dar a intervenção do Ministério Público, na hipótese de omissão da PGE, nos termos do § 4º do art. 71 da Constituição Estadual; e) DECLARAR o atendimento às exigências da LRF, por parte do Poder Executivo do Município de Marizópolis, com exceção às despesas licitadas e à correção na confecção dos demonstrativos contábeis; f) RECOMENDAR ao gestor da observância das normas legais, adotando medidas com vistas a estrita observância aos preceitos constitucionais, legais e normativos, em especial, a comprovação física e documental de despesas, a legislação referente à Previdência Social, o parecer PN-TC-52/2004 a Lei 4.320/64 e a Lei das Licitações, com vistas à não repetição das falhas cometidas; g) DETERMINAR a junção das peças que compõem este processo relativas à realização de obras ao processo TC nº 07471/11 para subsidiar a análise do mesmo; 
 
 
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
PROCESSO ELETRÔNICO TC 05262/10 Pág. 2/4
 
h) INFORMAR à supracitada autoridade de que a decisão decorreu do exame dos fatos e provas constantes dos autos, sendo suscetíveis de revisão se novos acontecimentos ou achados, inclusive mediante diligências especiais do Tribunal, vierem a interferir, de modo fundamental, nas conclusões alcançadas.
Inconformado, o Prefeito Municipal de ,
Senhor JOSÉ VIEIRA DA SILVA
, através doseu bastante procurador, o Advogado
JOHNSON GONÇALVES DE ABRANTES
, interpôso Recurso de Reconsideração de fls. 1666/1801, que a Auditoria analisou e concluiu (fls.1806/1812), preliminarmente, pelo
conhecimento
do recurso, porquanto satisfeitos osrequisitos de admissibilidade e, quanto ao mérito, que
lhe seja concedido provimentoparcial
, com vistas a modificar a:1. Aplicação na remuneração e valorização do magistério de
59,60%
para
61,41%
;2. Imputação de débito ao Gestor no valor de
R$ 251.979,68
para
R$ 176.623,84
, emvirtude da:2.1 Retificação dos valores referentes às despesas realizadas na construção doCentro Turístico, no valor de
R$ 24.344,60
para
R$ 21.344,60
;2.2 Não comprovação de documentos hábeis para justificar a imputação no valorde
R$ 1.222,11
devido à contabilização de receita comprovadamentearrecadada, devendo ser devolvida pelo Gestor e não com transferênciasentre contas do município como foi feito pelo
Senhor JOSÉ VIEIRA DASILVA
;2.3 Manutenção da irregularidade devido às despesas não comprovadas comlimpeza urbana no montante de
R$ 154.057,13
;2.4 Comprovação das despesas com abertura, limpeza e terraplanagem de ruasda cidade no valor de
R$ 72.355,84
, tendo em vista a comprovação formaldos serviços prestados.Os autos foram encaminhados para a prévia oitiva ministerial que, através da IlustreProcuradora
Elvira Samara Pereira de Oliveira,
após considerações, opinou,preliminarmente, pelo
conhecimento
do Recurso de Reconsideração interposto, posto quetempestivo, e, no mérito, pelo seu
provimento parcial
retificando-se o teor do
AcórdãoAPL TC 0087/12
para:
 
1. Diminuir a quantia imputada ao Gestor, inicialmente no montante de
R$251.979,68
para
R$ 176.623,84
(cento e setenta e seis mil, seiscentos e vinte etrês reais e oitenta e quatro centavos), à luz das razões cima expostas;2. Modificar o percentual aplicado com recursos do FUNDEB na remuneração evalorização do magistério, passando de
59,60%
para
61,41%
, devendo a falhacondizente ser afastada;3. No mais, opina pela manutenção do referido
Acórdão APL TC 0087/12
e do
 Parecer PPL TC 0014/12
nos seus demais termos.Foram efetuadas as comunicações de praxe.É o Relatório.
PPPRRROOOPPPOOOSSSTTTAAADDDEEEDDDEEECCCIIISSSÃÃÃOOO 
O Relator
ousa divergir
do GEA quanto à imputação de
R$ 72.355,84
, referente apretensos serviços de abertura, limpeza e terraplanagem de ruas, diferentemente do queafirma a Unidade Técnica de Instrução, na análise do recurso ora em disceptação e emfavor do recorrente, a Auditoria em fiscalização realizada no município colheudocumentação a esse respeito, não havendo a indicação dos locais onde supostamenteforam realizados tais serviços, bem assim, a inexistência de boletins de medição equantitativos que atestassem a sua execução, o que somente veio a ocorrer, por ocasião da
 
 
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
PROCESSO ELETRÔNICO TC 05262/10 Pág. 3/4
 
interposição deste recurso, quando fora acostada aos autos novel documentação que oGEA admitiu como esclarecedora, esquecendo-se de que o ponto fulcral da pecha é que aobtenção da suposta comprovação da realização dos serviços se deu com base emdocumento fiscal inválido, posto que, preenchido de má fé por uma mesma pessoa,funcionário da Prefeitura, como atesta o Laudo de
Exame Grafotécnico de nº 2747/2011
,inserto nos autos (
Documento TC nº 19052/11
– Anexos/Apensados).A verdade é que se tinha certeza de que o engodo consolidaria a pretensacomprovação da despesa, mas que a defesa em relação a esta, no Relatório Inicial daAuditoria, nada disse sobre a matéria.
Data venia 
, mas não se há de admitir como lícita documentação nova quepretensamente justifique do ponto de vista formal, despesa alicerçada em notas fiscaisfraudadas. E, da mesma forma, não caberia questionar a execução de tais serviços, umavez que cuidam de terraplanagem, limpeza etc, cuja verificação se torna impossível, tendoem vista o lapso temporal decorrido (mais ou menos quatro anos, desde a realização dadespesa).
Permissa veni 
a, mas o Relator também não concorda com Auditoria nem com o GEAreferentemente ao valor imputado a título de despesas consideradas inexistentespertinentes à construção do Centro Turístico Municipal, que foram reduzidas de
R$24.344,60
para
R$ 21.344,60
, visto que foi computado indevidamente o montante de R$3.000,00, relativo à nota de empenho de nº 156, referente aos serviços de dedetização emdiversos prédios públicos. Contudo,
R$ 430,00
, foram pagos com
recursos próprios
(contaCaixa) e
R$ 20.914,60
, com
recursos federais
(conta 647.030-4 / Centro Turístico).Consequentemente o valor da imputação diz respeito a meros
R$ 430,00
,
 
cuja devolução,por não ser única, merece ser imposta ao Gestor.No mais,
concorda
com a Auditoria, entendendo que:1. É de se considerar o que alega o recorrente, no tocante às despesas comobrigações patronais do magistério municipal, pagas com recursos do FPM, masque, posteriormente foram transferidas da conta do FUNDEB para àquela,conforme demonstrado às fls. 1740/1784. Sendo assim a aplicação emremuneração do magistério passou de
59,60%
para
61,41%
dos recursosdisponíveis;2. De fato, remanesce sem os devidos procedimentos licitatórios, a realização dedespesas no montante de
R$ 132.991,90
, infringindo à Lei de Licitações eContratos, uma vez que não foi apresentada qualquer documentação a esserespeito;3. A devolução da quantia de
R$ 1.222,11
, relativa a não contabilização de receitacomprovadamente arrecadada, deveria ter sido realizada com recursos própriosdo Gestor,
Senhor JOSÉ VIEIRA DA SILVA
, e não através de transferênciasentre contas bancárias do município (fls. 1797/1799), devendo tal montante serrestituído aos cofres públicos municipais, com
recursos do próprio Gestor
;4. Por fim, não como afastar o débito imputado relativo às despesas nãocomprovadas com limpeza urbana, na cifra de
R$ 154.057,13
, uma vez quenada foi esclarecido quanto a tal fato, mantendo-se a irregularidade nestesentido.Com efeito, propõe aos integrantes do Tribunal Pleno, no sentido de que
CONHEÇAM
do presente Recurso de Reconsideração, tendo em vista o atendimento dos requisitos deadmissibilidade, e, quanto ao mérito, concedam-lhe
PROVIMENTO PARCIAL
, a fim de:1.
AUMENTAR
a aplicação em remuneração do magistério, de
59,60%
para
61,41%
;

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