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Trabalho completo da áfrica

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Published by Luiz Paulo Lima
Trabalho completo da áfrica
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05/20/2013

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Rompendo mitos: a África antes e depois dos europeus No Brasil colonial, escravizadores e seus apoiadores intelectuais criaram vários mitosdefendendo a escravidão, dentre eles o de que o tráfico negreiro restataria os africanos deum mundo cruel, pagão, injusto e sem civilização. O que incrível é que esse mito ainda érepetido por muita gente nos dias atuais.Em 1778, quando o Brasil ainda era uma colônia, o padre Manuel Ribeiro Rocha publicou ?Etíope resgatado, empenhado, sustentado, corrigido, instruído e libertado?, umdos primeiros registros em livro dois dos maiores mitos sobre a escravidão: 1) O ?mito daescravidão benevolente?, que dizia ser o Brasil um lugar de escravidão ?light?, ondecativos seriam relativamente bem tratados e 2) o ?mito da escravidão redentora?, que,complementando o mito anterior, alegava ser o tráfico negreiro um ?resgate? dosafricanos de seu ?bárbaro continente? e sua ?escravidão do diabo?, para serem educadosem uma nova terra civilizada, com Justiça e religião cristã. O impressionante é que muitodesses discursos apologéticos pró-escravistas vem sendo ainda repetidos por algumas pessoas e inclusive historiadores dos dias atuais.O imenso continente africano possui uma vasta e complexa história. Com base nosconhecimentos científicos atuais, sabemos que a África é o berço da raça humana, ondeforam encontrados os fósseis humanos mais antigos. Grupos multiétnicos conviveramnaquele continente há milênios. O fato de sua população ser majoritariamente de cor negra quando da chegada dos portugueses na região não a homogeneíza em relação àcultura, linguagem, costumes, organização social, etc. A África deve ser entendida comoum continente repleto de diferentes etnias e nações e não com apenas uma.Em sua diversidade, havia ali os mais variados povos, desde aqueles que viviam dacoleta, caça, pesca, pastoreio, nomadismo, do artesanato, etc., aos mais ostentosos reinosagrários, como o do Kongo, ao sul do rio Zaire. No século 16, o império de Songaíestendia-se do litoral do atual Senegal aos territórios do Níger, controlando um ricocomércio internacional. No Sudão, Tombuctu se destacava como uma de suas principaiscidades, possuindo bibliotecas e escolas nas quais viajantes vinham de várias partes docontinente ou mesmo do exterior para estudar ou lecionar o Alcorão. Conheciam ametalurgia há mais de dois mil anos, trabalhavam o cobre, o couro, a madeira, o marfim,a argila, o sal, o vinho, etc. Algumas de suas atividades artesanais eram orientadas parafins comerciais, pois os excedentes não consumidos localmente permitiam praticasmercantis regionais e internacionais.O Kongo se tornou um dos mais fortes desses reinos. Seu poder e influência estendiam-sesobre as demais províncias. Sua moeda era o nzimbo, um caramujo encontrado apenasnas águas de Luanda, uma unidade de valor tão forte e difundida que os portugueses só aconseguiriam substituir no séc. 18. A liderança política central nomeava as liderançasdistritais, tornando-os seus conselheiros e representantes locais. Mas o rei, denominadomanikongo, não transmitia hereditariamente seu poder. Todos os vários descendentesmasculinos do fundador de uma dinastia tinham direito a tal posto. Os pretendentes eramescolhidos por um colégio de eleitores, mas, obviamente, o poder era assumido por quem
 
dispusesse melhor da força das armas, como em muitos outros lugares do mundo.Havia uma hierarquia social, exploradores e explorados, e até formas de escravidão naÁfrica antes da chegada do europeu. E escravidão é escravidão, a forma mais brutal deexploração que a humanidade já conheceu, não importando onde e como se deu (e emalguns lugares ainda se dá). Porém, a escravidão na África não pode ser confundida comaquela que os afro-brasileiros conheceram nas Américas ou no Brasil. Na África, ocativeiro era situação restrita a poucos indivíduos, uma atividade marginal e de poucaimportância social ou econômica. Cativos africanos não eram vistos como coisa outratados como os únicos destinados ao trabalho em suas aldeias. Trabalhavam lado a ladocom os demais membros das famílias que os incorporavam. Não representavam a base deuma pirâmide social rígida. A escravidão africana não era uma atividadeinstitucionalizada sob um modo de produção divisor de classes sociais distintas. Cativoafricano possuía status social subalternizado, porém mutável. Não podia ser vendido, anão ser em casos extraordinários. Participava efetivamente de seu grupo familiar. Oexcedente por ele produzido era delimitado consuetudinariamente. Sua condição não eratransmitida hereditariamente ad eternum. Em duas ou três gerações, seus descendentesevoluíam à cidadania plena, em igualdade aos demais descendentes de seu escravizador.Uma ou mais famílias extensas constituíam uma comunidade aldeã de agricultores eartesãos. Diversas aldeias podiam formar uma pequena chefia, e esta o embrião de umEstado de pequeno, médio ou grande porte, onde até mesmo um outrora filho ou neto decativo podia se tornar uma liderança política respeitada.Um novo capítulo se abriu para a história da África quando em 1482 o manikongo Nzinga Kavu foi informado de que estranhas naves se aproximavam do porto do Zaire.Eram as embarcações de Diogo Cão, procurando estabelecer entrepostos marítimos parao rico comércio das Índias. Eram os primeiros europeus a trazer as mais exóticasmercadorias e as oferecer em troca dos produtos locais. Também passaram a exigir homens e mulheres para levar em seus navios cada vez mais constantes e abarrotados. Écerto que antes da chegada dos portugueses já existia também um (raquítico) tráfico deafricanos escravizados aos reinos árabes e ao Mediterrâneo. Mas o comércio de carnehumana em proporções jamais conhecidas na África foi introduzido por naçõesmercantilistas européias como Holanda, França, Inglaterra e sobretudo Portugal, sendoresponsável por interferência e transformação radicais no mais que milenar processohistórico pelo qual vinham passando aqueles povos. Não se sabe ao certo quantos cativos teriam sido trazidos para as Américas. Se aceita hojealgo entre 13 e 14 milhões. Em números redondos, estima-se ter chegado à Américaespanhola cerca de 2,5 milhões. Na Anglo-América, 500 mil. No Caribe britânico, 2milhões. No francês, 1,6 milhão. No holandês, 500 mil. No minúsculo Caribedinamarquês, 28 mil. Na Europa, incluindo Portugal, Açores, Ilhas Canárias, etc., 200mil. No Brasil, a maior colônia escravista do mundo moderno, 5 ou 6 milhões. Tamanhafoi a brutalidade do tráfico, o desespero e resistência do africano diante dele que, em todoseu processo de captura, submissão, deslocamento do interior ao litoral, adestramentoviolento e travessia nos horríveis navios negreiros, que estima-se terem morrido nomínimo três africanos para cada um que na América desembarcou.
 
E eles não vieram às colônias escravistas para serem educados, civilizados e conhecer a ?verdadeira? religião, mas sim para trabalhar do nascer ao pôr-do-sol, transformados de belos e fortes homens e mulheres africanos em trapos humanos.Conclusão Shay LimaPrezado, apresentando-se como MESTRE EM HISTÓRIA, para ser correto com os fatose justo com as consequências, você NÃO TEM O DIREITO DE DESCONHECER e nem"esquecer" de que FORAM OS PRÓPRIOS AFRICANOS DO LITORAL, que preavamaos seus vizinhos através de guerras, e os traziam escravizados, para venderem aosescravagistas europeus.Os europeus NÃO ENTRAVAM no território; apenas APORTAVAM e recebiam "amercadoria" que pagavam. No Kênia ATUAL, estamos vendo nos dias de hoje, as guerras de carnificina entreTRIBOS. A mesma coisa já acontecia naqueles recuados séculos XVI e XVII.A África era tribal e, INFELIZMENTE CONTINUA TRIBAL, e o europeu nada temcom esse acontecimento queniano ATUAL.Outra coisa que não pode ser esquecida e nem distorcida, é que a África NÃO É OBERÇO DA HUMANIDADE, como você diz. Todas as pesquisas antigas e atuais,apontam para Indo-China, ou seja, a Ásia.A migração dessa gente, é que chegou até onde hoje é a África e depois para o que hoje éo Continente Americano.Você cita "apoiadores" da escravidão, no Brasil colonial. Quem eram? Sabe ou não sabe?Era a então poderosa IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, que afirmava queos negros NÃO TINHAM ALMA, o que "JUSTICARIA" a escravidão NO MUNDO.Já não lembro onde li, mas alguns clérigos mais afoitos, também afirmaram que o cabelo"pixaim" era sinal de parte com o DEMO (aquele chifrudinho de tridente na mão)porqueo tal cabelo enroladinho seria resultado do grande calor do fogo do INFERNO, que"engruvinha" todas as coisas.Ignorância da SANTA MADRE, é claro!O fato de serem os africanos mesmos, os principais escravagistas, NÃO ISENTA oseuropeus do crime cometido.Entretanto, NÃO PODEM SER ESQUECIDOS E NEM ISENTADOS OS AFRICANOSCRIMINOSOS, predadores de seus vizinhos, o que é MUITO MAIS CRIMINOSO, doque se os europeus é que tivessem feito guerra de preagem conta os africanos.

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13/09/2012 africa
Danilo Araújo added this note
thaynara de jesus nascimento
Danilo Araújo added this note
esse trabalho e muito bom para aprender
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