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PEDRO PENIDO
CRÍTICA AOS
DEZ MITOS DA INTERNET 
,
DE KARL ALBRECHT
A intenção deste trabalho é jogar outras luzes sobre o pessimismo exacerbadode Karl Albrecht em seu trabalho “Os Dez Mitos da Internet”, publicados emcoletânea de autores indispensáveis sobre Internet e Tecnologia.Assim tentamos fazer frente a pontos de vista veiculados pela
mainstream
 que tentam nublar as observações técnicas, científicas e sociais que sepode ter ou assimilar da Rede Mundial de Computadores, a Internet.Este material pode ser encontrado emhttp://www.meiodigital.wordpress.com
 E está licenciado sob Creative Commons
 
Introdução
Em matéria da Folha lida recentemente,Karl Albrecht, especialista em coisas deempreendedorismo, futurologia dos serviços e coisas do tipo (sim, estou desdenhando sim!)foi “contemplado” com a publicação na íntegra de um dos artigos publicados por ele em seumais recente livro (algo em torno de auto-estima de negócios).Antes de tudo é IMPORTANTÍSSIMO que conheçamos o website deste que nos fala como sefosse o maior pensador da Era da Informação, capaz de nos dizer quais são os 10 Mitos que ahumanidade celebra na e sobre a Internet. Um site com um único propósito: - vender livros deKarl Albrecht, um mito criado em torno do próprio umbigo. Confira o site deste que criticaferrenha e convictamente a rede e tire suas próprias conclusões.SITE DA KARL ALBRECHTINTERNATIONAL Eu não conheço o trabalho de Albrecht e confesso que o tipo de reflexão que ele faz sobre arealidade fica aquém daquilo que eu estou acostumado a esperar de qualquer produçãocientífica que tenha compromisso com o ajuste da realidade e sua consequente melhora e nãotão somente observar o que acontece, de cima do muro, e ficar se alimentando das tentativasdaqueles que querem mudar algo. Mas não pretendo entrar nessa discussão.Albrecht escreveu um artigo onde ele aponta “Dez Mitos da Internet” e os critica, com ares de“Senhor Detentor da Razão”. Durante minha leitura do artigo de Albrecht eu tomei a liberdadede separar alguns de seus apontamentos e opinar também, procurando fazer uma reflexãomais coerente com a realidade e a História.Começamos com a introdução do artigo, de onde separei o trecho abaixo:A confluência de propagandistas da “teologia Internet”, também conhecidos como“conspiração minha-nossa!” (”Gee-Whiz”, no original), vem obtendo notável sucesso aovender suas idéias para jornalistas, personalidades políticas e grande parte do público. Essa“teologia”, no entanto, está equivocada na essência, distorcida por filtros do pensamentotecnológico e dos valores da classe média alta. Além disso, ignora uma visão mais ampla decultura, necessidades humanas e necessidades empresariais.Que existe esse pensamento do “Gee-Whiz” ninguém pode negar. De fato existe muita gentepor aí pregando que a “Internet” (e não os processos comunicativos mediados porcomputadores) é muito mais que ela realmente é. Existe, sim, uma “teologia da Internet”, masela não é tão predominante assim. Mais incômodo me é o fato de Albrecht fazer tão bomapontamento e terminar dizendo que as “análises lógicas” (que ele aponta como falhas) nãocontemplam uma “visão mais ampla de Cultura, necessidades humanas e
necessidadesempresariais
“.Sinceramente sou incapaz de compreender o que as necessidades empresariais têm a ver comos avanços da web. Está claro que o meio empresarial ainda é um tanto quanto “observador”do terreno. Apesar da dita “loucura pela Internet” que Albrecht aponta, é interessanteperceber que são poucos os empreendimentos
offline
que estão “em dia” com aspossibilidades e potencialidades da Internet. Isso se deve provavelmente porque no mundomaterial,
offline
, estas empresas simplesmente não viram necessidade de gastar dinheiro como mundo virtual. Isso é um direito delas, oras, e também uma questão de “análise lógica”. Maspara o “pensador” Albrecht, parece que a percepção do cenário macro é difusa.Também é muito estranho que Albrecht cite “valores da classe média alta e distorcidos filtrosdo pensamento tecnológico” como culpados pelo processo de “teologização da Internet” e,logo depois, fale de “necessidades empresariais” não vislumbradas no jeito de encarar o futuroda rede mundial de computadores. Estas necessidades empresariais servem a quem?
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Crítica ao texto de Karl Albrecht sobre '10 Mitos da Internet'.

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