Os mist\u00e9rios da mente! Eles est\u00e3o estreitamente ligados aos mist\u00e9rios do sobrenatural, n\u00e3o resta a menor d\u00favida. Contudo os fan\u00e1ticos e presun\u00e7osos do Materialismo e os c\u00e3es de guarda da ortodoxia cient\u00edfica, numa vis\u00e3o egoc\u00eantrica, c\u00e9tica, dogm\u00e1tica e por vezes debochada afirmam e reafirmam que as apari\u00e7\u00f5es do outro mundo n\u00e3o passam de cintila\u00e7\u00f5es m\u00f3rbidas de mentes abaladas pela alucina\u00e7\u00e3o, pelo del\u00edrio ou pela perturba\u00e7\u00e3o mental ou loucura.
Nas p\u00e1ginas do conhecimento arcano, conheci lugares e divindades extraf\u00edsicas, deuses e dem\u00f4nios arcaicos, como o carniceiro Czuluhtulgramatus, tamb\u00e9m chamado apenas de Czuluh, um ser meio human\u00f3ide e meio polvo; conheci tamb\u00e9m a lend\u00e1ria Zark\u00e1lia, al\u00e9m das fronteiras esot\u00e9ricas dos sonhos; conheci o terr\u00edvel, necr\u00f3fago e assassino de inocentes chamado Gadabra-Drabyathylon.
\u00c9 sobre esse \u00faltimo que falarei neste meu relato. Estou digitando tudo no computador, e logo enviarei por correio eletr\u00f4nico a v\u00e1rios amigos e familiares e principalmente a meu amigo na capital. Meu amigo se chama Leopoldo Sversh, e ele \u00e9 advogado e saber\u00e1 o que fazer por mim. Estou aqui em meu s\u00f3t\u00e3o, na modesta casa em que habito, pr\u00f3xima do mar, na assombrada cidade de Maremontes.
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