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Título: O brilho da aliançaAutor: Maris SouleTítulo original: Stop the wedding!Dados da Edição: Editora Nova Cultural 1995Publição original: 1994Género: Romance contemprâneoDigitalização e correção: NinaEstado da Obra: Corrigida
O noivo é uma cobra:
Matt nunca tinha pensado em casamento. Afinal, a vida de solteiro que levava era tudo o que pedira a Deus! Nesse exato momento, tudo o que queria era impedir que sua irmã cometesse a besteira de se casar.
A noiva é insistente:
Kristi Beeler não via a hora de encontrar sua "cara-metade", constituir família e ser amada parasempre.
O tempo está se esgotando:
Ao propor a Kristi fingirem estar apaixonados, para que a irmã dele visse como era o amor verdadeiro, Matt jamais pensou que ela fosse aceitar... Quando Kristi concordou, os jogos começaram. Em pouco tempo, porém, ele percebeu que, se não tomasse cuidado, o casamento que teria de deter seria o dele!
 
CAPITULO I Não consigo imaginar o que aconteceu — disse a garota morena, sentada diante da mesa de Kristi Beeler.Olhando mais uma vez na direção da porta, exclamou: — Matthew nunca se atrasa. Ele sempre chega antes de mim,quando combinamos de nos encontrar.Kristi consultou o relógio e decidiu não perder mais tempo. Dentro de dez minutos, teria de fechar a loja: —Enquanto estamos esperando seu irmão, você poderia me dar algumas informações a respeito dacerimónia de casamento que pretende. — Retirando a caneta do bolso, ela alcançou o formulário sobre a mesa eindagou: — Seu nome é Alice, não?A garota morena aquiesceu com um gesto de cabeça, antes de acrescentar: —Alice Stewart.
 — 
Certo. — Kristi anotou o nome e indagou em seguida: — E seu noivo, como se chama?
 — 
Bruce. Bruce Kline. Ele adoraria estar aqui, para tratarmos disso junto. Mas teve de viajar paraOklahoma, a trabalho. Na verdade, terá de ficar por lá durante dois meses, fazendo um curso para gerentede vendas. E ele não pode perder essa oportunidade, entende? —Claro.
 — 
Bruce é tão inteligente. Tenho certeza de que fará uma carreira brilhante, nos negócios.Kristi assentiu com um gesto de cabeça, enquanto Alice continuava falando sobre o noivo, com umentusiasmo crescente... E sem interrupção. Depois de vários minutos, Kristi tentou trazê-la de volta ao tema daconversa: —Bem, vamos nos concentrar no seu casamento...
 — 
Ah, sim. —- Alice sorriu. — Às vezes falo demais sobre Bruce... É que estou perdidamente apaixonada,sabe?Sorrindo, Kristi aquiesceu: — Isso é muito bom, Alice. Bem, agora me diga: quando pretende se casar com Bruce?
 — 
O mais rápido possível. — E apressou-se a explicar, num tom divertido: — Ei, não pense que estougrávida.
 — 
Isso nem me passou pela cabeça, Alice — Kristi retrucou, um tanto surpresa.
 — 
É que meu irmão Matthew andou insinuando certas coisas... — Após uma pausa, Alice continuou: — Sabe, é que não posso perder Bruce. Ele é homem por quem esperei durante toda a minha vida.Kristi tornou a assentir com um gesto de cabeça. Por quantas vezes já não ouvira aquela frase! Este era umdos motivos pelos quais a vida de uma consultora matrimonial valia a pena. Consultando o formulário a suafrente, ela fez a próxima pergunta: —Agora diga-me, Alice: que tipo de cerinia você pretende fazer?A garota refletiu por alguns instantes, antes de responder: Ainda não estou bem certa. Se for uma cerimónia apenas para a falia, sebem simples. Deminha parte, os convidados seriam apenas meu irmão Matthew e eu. Quanto a Bruce, a família dele mora naPhiladelphia. Creio que os pais dele virão, bem como alguns parentes mais próximos. Mas não sei calcular quantos convidados teríamos. Uns vinte, talvez? —- Kristi indagou.Ignorando a pergunta, Alice prosseguiu:
 — 
Por outro lado, se eu convidar as pessoas que trabalham na empresa de meu irmão, que para ele sãocomo uma grande família... Daí teríamos cerca de cem convidados.Talvez até mesmo cento e vinte.
 — 
 Nesse caso, a cerimónia já não seria tão modesta assim — Kristi constatou, depois de anotar onúmero 120 na coluna referente ao número de convidados. — E agora temos outras questões. —Pode falar. — Alice sorriu.
 — 
Você... Já tomou alguma providência quanto ao casamento? —Como assim?
 — 
Você já contratou um padre, alugou uma igreja ou local para recepção?
 — 
 Não. Minha amiga Maggie, que me indicou você, disse-me que eu não teria de providenciar nada. Querodizer, que você cuidaria de tudo.
 — 
De fato, posso fazer isso. Nosso serviço de consultoria matrimonial oferece todos os serviços. Nesse caso, deixarei tudo a seu encargo. — Como quiser, Alice.A conversa foi interrompida por Jane, secretária de Kristi:
 — 
Com licença... Kristi, será que você poderia vir até a sala de costura, por um instante? Leslie Smith estáexperimentando o vestido de noiva e parece que a mãe dela, a sra. Lillian, quer que façamos algumasmodificações.
 — 
De novo? — Kristi comentou, impaciente. — Mas Leslie tinha gostado tanto do modelo... O problema é que sra. Smith teve uma
ótima
ideia para a grinalda — Jane explicou, com uma
 
 ponta de ironia.Há vários dias que a sra. Smith vinha aborrecendo Kristi com sua petulância. Parecia que nada era capaz desatisfazê-la.
 — 
Você me dá licença por um minuto, Alice? — Kristi pediu, levantando-se e caminhando com Jane emdireção à sala de costura.
 — 
Claro. Fique à vontade — Alice assentiu, num tom amável.
 — 
Estou com vontade de estrangular a sra. Smith — Jane segredou a Kristi, com uma careta cómica.Calma, garota — Kristi recomendou, contendo o riso. O cliente sempre tem razão.Mas você há de convir que essa
adorável 
senhora está passando dos limites! — Jane reclamou. — Já não podemos dizer o mesmo da filha dela, que é um amor. —Vamos enfrentar a
 fera.
 — Kristi abriu a porta da sala de costura e ambas entraram.Armando-se de paciência, ela ouviu as opiniões de Lillian Smith e anotou, num bloco, as modificações que a velhasenhora desejava fazer, na grinalda. Por fim, explicou:
 — 
Vou enviar o pedido à nossa estilista e, daqui a cinco dias, a senhora e Leslie poderão voltar aqui, para veremcomo ficou. Mas quero avisá-la, sra. Smith, que não poderemos mudar mais nada, no traje de Leslie. Afinal, a senhoramesma aprovou o modelo, quando apresentei-lhe o esboço, há três semanas.
 — 
Para mim, estava perfeito — disse Leslie, timidamente. — Mas é que mamãe faz questão de mudar o estilo dagrinalda e...
 — 
Ouça o que estou dizendo, criança — sra. Smith a interrompeu a filha. — A grinalda ficará muito mais bonita,com as modificações que sugeri.
 — 
Mas a senhora tinha gostado da ideia inicial — Jane protestou.Ignorando o aparte, Lillian Smith encarou Kristi com uma expressão autoritária: Leslie é minha única filha. E eu quero o melhor para ela.Jane ia protestar novamente, mas Kristi adiantou-se: —Tudo bem, sra. Smith. Vamos acatar sua decisão. Agora com licença. Estou atendendo a uma nova cliente.De volta à sala da recepção, Kristi retomou a conversa com Alice: —Bem, onde estávamos? Ah, sim, favamos da cerimonia que você pretende fazer. — Retirando um catálogoda gaveta, estendeu-o a Alice. — Aqui temos uma lista do tipo de cerimónia que podemos oferecer. Quero que você a estudeatentamente e volte, num outro dia, para conversarmos. Daí, passaremos a cuidar de outros detalhes.Interessada, Alice folheou o catálogo. —Puxa, vos fazem todo o tipo de festas...Kristi sorriu, sem ocultar uma ponta de orgulho. De fato, a loja M & K — Consultoria Matrimonial, oferecia umavasta lista de opções aos clientes. No início, a loja era bem modesta, mas com o passar do tempo o negócio fora prosperando. Agora, a M & K era uma dasmais procuradas da cidade, pelas futuras noivas.Quando você decidir o tipo de cerimónia que deseja,falaremos sobre uma infinidade de detalhes — Kristi explicou. — Mas, por enquanto, preciso anotar mais algunsdados a seu respeito.
 — 
A questão é o que meu irmão pensará disso tudo — Alice comentou, com uma ponta de irritação. — Ele prometeuque pagaria todas as despesas do meu casamento, sabe? Mas pelo jeito pensa que isso lhe dá o direito de se intro-meter em minha vida.
 — 
Como assim, Alice? — Kristi indagou, surpresa. — O que seu irmão tem a ver com sua decisão de se casar?
 — 
 Nada. Mas temos discutido muito sobre esse assunto e não conseguimos chegar a um acordo. Matt me acha muito jovem e por isso julga que não sei o que quero.
 — 
Bem... — Kristi ponderou. — Creio que você deve seguir sua própria opinião, e não a de seu irmão.
 — 
Concordo plenamente. — Alice sorriu, confiante. — E é exatamente isto que farei: vou me casar com Bruce, adespeito do que Matt pensa de tudo isso.
 — 
Perdoe minha indiscrição, mas... Por que, afinal, seu irmão é contra esse casamento?
 — 
Boa pergunta — Alice retrucou, aborrecida. — Não sei o que há com Matt. Ele viu Bruce por apenas duasvezes e o detestou. Daí decidiu que eu não devo me casar.Ou melhor: ele quer que eu me relacione com Bruce por mais algum tempo, antes de me decidir.E há quanto tempo você conhece seu noivo?Cerca de dois meses, apenas. Mas você já ouviu falar de amor à primeira vista? Pois foi isso mesmo que me aconteceu.Bastou-me olhar para Bruce, para compreender que ele é o homem de minha vida.Kristi ficou pensativa por alguns instantes. Alice era muito jovem e imatura. Talvez o irmão dela tivesse razão, emaconselhá-la a esperar um pouco mais. —Com licença disse Matthew Stewart, ao entrar na loja. Alô, Alice. Perdoe-me o atraso, sim? Tivealguns assuntos urgentes a resolver no.escritório e peguei um trânsito terrível, no caminho para cá.
 — 
Tudo bem, Matt. Agora que você chegou, poderemos discutir o tipo de cerimónia que farei. Ah, deixe-meapresentá-los. Matt, esta é Kristi Beeler. Kristi, este é meu irmão genioso, que pensa que ainda sou uma
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