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RELATÓRIO DAS JORNADAS SOBRE “LINGUAGENS E MEDIAÇÕES”Dias 13 e 14 de Junho de 2007Sala dos ConselhosTrabalho realizado por: Mário Matos, nº 18672Ciências da Comunicação, 2º Ano
 
 
I.
 
IntroduçãoO presente relatório foi realizado no âmbito da disciplina de Linguagem dos Media edescreve de forma sumária os pontos mais importantes frisados pelos oradores nos dois dias das jornadas sobre “Linguagem e Mediações”, realizada na Sala dos Conselhos na tarde de 13 e manhãdo dia 14 de Junho.Ao longo das próximas páginas irei fazer uma breve descrição dos assuntos abordados pelos oradores convidados destas jornadas.II.
 
Assuntos abordadosPara uma mais fácil estruturação do texto e simultaneamente com o objectivo defacilitar a leitura do mesmo irei passar à síntese das comunicações efectuada por mesas, seguindo aordem disposta nos panfletos anunciativos previamente distribuídos e disponíveis online(http://proximedia.ubi.pt/jornadasLinguagens.html).
Programa:
Quarta - Feira - dia 13
 1ª Mesa
14h - Linguagem dos Media: análise do discurso eda ideologia e aplicações ao jornalismo e á publicidade - Zara Pinto Coelho (U. Minho); JoãoCarlos Correia (Departamento de Comunicação eArtes, UBI); Eduardo Camilo (Departamento deComunicação e Artes, UBI).Moderador: Anabela Gradim15h45m - Debate16h-Horas- Café
2ª Mesa
 16h15m - Retórica e Mediações - Tito Cardoso eCunha (Departamento de Comunicação e Artes,UBI); Ivone Ferreira (Departamento deComunicação e Artes, UBI); José AntónioDomingues (Departamento de Comunicação eArtes, UBI); António Fidalgo (Departamento deComunicação e Artes, UBI); Gil Ferreira (EscolaSuperior de Educação de Coimbra)Moderador: José Ricardo Carvalheiro17h45m - Debate19h - Encerramento20h - Jantar Quinta - Feira - dia 14
 3ª Mesa
10h - Media, Arte & Imaginários - António Bento(Departamento de Comunicação e Artes, UBI);Frederico Lopes (Departamento de Comunicaçãoe Artes, UBI); Paulo Serra (Departamento deComunicação e Artes, UBI); Paulo Osório(Departamento de Letras, UBI).Moderador: José RosaO Investigador Responsável do Projecto Media,Cidadania e Proximidade.João Carlos Correia 
 
 
1ª MesaEste primeiro círculo das conferências foi moderado pela professora Anabela Gradim queintroduziu os temas em debate e forneceu algumas informações bibliográficas de cada orador. Nesta sessãoos oradores Zara Pinto Coelho (Universidade do Minho), João Carlos Correia e Eduardo Camilo (U.B.I.)debateram, apresentando abordagens diferentes, a linguagem dos
media
, procedendo para isso à análise dodiscurso e ideologias aplicando estas análises ao jornalismo.A primeira intervenção esteve a cargo da professora Zara Pinto que problematizou a“necessidade de ultrapassar a instrumentalidade da linguagem”, a importância de colocar a linguagem eoutros recursos semióticos ao serviço de um jornalismo que é “de natureza semiótica e técnica” pois deve ser ensinado em toda a sua dimensão útil porque apenas somos capazes de perceber a linguagem no seu contextoe condições em que foi produzida. Neste sentido “aprender uma língua é aprender a agir e organizar o mundoe estabelecer relações sociais na medida em que a linguagem não é uma janela transparente e neutra sobre omundo, implica reflexão sobre as práticas jornalísticas questionando o papel de espelho da realidade”. Alémda explicação do porquê da necessidade de ultrapassar a visão delimitada da linguagem como instrumental,foi realçada o carácter performativo da linguagem e o facto de os jornalistas construírem inevitavelmenteuma construção da realidade que deve respeitar não apenas a verdade dos factos mas ter igualmente em contaa justiça. Para que seja este o fim e simultaneamente princípio básico do jornalismo “precisa-se de umchoque ético” desenvolvido na formação destes profissionais.Seguindo a sessão, o professor João Carlos Correia analisou as diferenças da estratégiaideológica nos casos do “Arrastão de Carcavelos” e das “Meninas de Bragança”, recorrendo à linguística deTurn para realizar uma análise crítica do discurso aplicado aos
media.
Desta forma tomou a linguagem como“um sistema de práticas sociais e ideológicas” possível de ser analisado segundo categorias de análise(pressuposição, sintáctica, lexicalização e outras) e estabelecendo uma relação entre a estrutura social ecognitiva, interpretando crenças episódicas e sociais. Na aplicação prática aos casos identificou estratégiasideológicas diferentes. No caso do arrastão: o exagero exacerbado que tornou o episódio digno de um filme,uma “onda de nacionalismo puro e duro” sem nunca colocar a existência do arrastão em causa. Já nareportagem da “Time” existe uma quase “legitimação da prostituição”, o recurso à caracterização das personagens (Maria e Paula), os planos de aproximados e médios (por exemplo, descrição das danças), o usodas tipificações (“velhas e novas”). Numa perspectiva final, a cobertura do “Time” aparenta ser mais equilibrada, mostrando-se atonalidade ideológica apenas quando se passa o sentido de que a prostituição é inevitável. Nesta intervençãofoi demonstrado que os jornalistas também têm ideologia e esta se transforma crescentemente em sensocomum (naturalização), acarretando dificuldades para lidar com as realidades múltiplas.“A publicidade é para desconfiar e duvidar e não confiar cegamente como o jornalismo”, foicom esta frase que o professor Eduardo Camilo iniciou a sua comunicação. Partindo de diversos anúncios, problematizou o implícito na publicidade e toda a série de decorrentes que se possam extrair do uso deestratégias veiculadoras do implícito na actividade publicitária. Nesta problematização enumerou osconstrutores de sentido da parte de quem recebe (conotações, pressupostos e actos de fala) e as três ordens deimplícitos que existem (o pressuposto, conotativo/retórico e elocutório), as funcionalidades (fática,referencial e legitimação). Desta forma extraiu as consequências das estratégias de implicação: o cepticismo
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