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2. Revisão de Literatura

2. Revisão de Literatura

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2. REVISÃO DE LITERATURA2.1 Obesidade
 A obesidade pode ser definida como um excesso de tecido adiposo noorganismo ou como uma doença metalica caracterizada por uma altaporcentagem de gordura corporal, ou seja, por uma deposição de gordura emexcesso no organismo (POWERS & HOWLEY, 2000; GUYTON & HALL, 2002;GARRIDO JÚNIOR et al., 2002)o muito distante desta concepção, pode-se definir a obesidadesimplesmente como o excessivo acúmulo de gordura no tecido adiposo ou comoexcesso de gordura armazenada no tecido adiposo na forma de triglicerídeo ((WHO,1998; ACSM, 2003).GARRIDO JÚNIOR et al. (20002), destacam a obesidade como uma doençauniversal de prevalência crescente e que vem adquirindo propoõesalarmantemente epidêmicas, sendo um dos principais problemas de saúde públicada sociedade moderna.
2.2 Obesidade e cirurgia bariátrica
A intervenção cirúrgica no tratamento da obesidade teve seus primeirosestudos na década de 50 e tem-se buscado desde então um procedimento seguro,eficiente e menos sofrível para os pacientes. As primeiras técnicas consistiam emcriar um grande defeito disabsortivo, efetuando a exclusão de grande parte dointestino delgado (GARRIDO JÚNIOR et al, 2002; HYDOCK, 2005).A cirurgia bariátrica foi executada primeiramente em 1954 com a introduçãodo desvio jejunoileal, que contornava um segmento grande do intestino pequenoconectando o intestino pequeno proximal ao intestino pequeno distal gerando umperda do peso secundária a malabsorção (MARGGARD et al., 2005).BRAY apud FARIA (2000) relata que as abordagens cirgicas para otratamento da obesidade utilizavam inicialmente métodos que causavam reduçãoponderal com efeito colateral quando empregados no tratamento de outras afecções.Inicialmente o bypass gástrico foi modelado empregado nas ressecções realizadaspara câncer ou doença ulcerosa e o bypass intestinal foi uma conseqüência das4
 
ressecções do intestino delgado para doença intestinal inflamatória ou paracomprometimento vascular.Tempos depois, mais especificamente em 1986, Fobi propôs um bypassgástrico utilizando anel de silicone sem secção do estômago, sendo o anel utilizadocomo elemento de limitação de distensão da bolsa (HYDOCK, 2005).Na década de 1990, Capella propõe uma operação similar à de Fobi trazendoas dimensões do reservatório menores e são estas modificações do bypass gástricorealizadas por Fobi e Capella consideradas hoje o “pado ouroda cirurgiabariátrica (GARRIDO JÚNIOR et al., 2002).De toda forma, pode-se entender a cirurgia bariátrica como sendo o nomecientífico para o tratamento cirúrgico da obesidade, sendo que este termo englobatodos os tipos de procedimentos cirúrgicos que visam a redução de peso empacientes obesos (DÂMASO & TOCK, 2005).
2.3 Indicação da cirurgia bariátrica
A cirurgia deve ser cogitada em pacientes que já tiveram diversas tentativasde tratamento convencional, porém sem atingirem redução satisfatória e sustentadade peso (mais de 5% do peso corporal mantido por mais de cinco ano) (REPETTO,2005).Se tratando de um procedimento cirúrgico de grande porte em pacientes queapresentam riscos aumentado de complicações, é imprescindível que a seleção sejacuidadosa e embasada em critérios que avaliem riscos e benefícios da intervençãocirúrgica (REPETTO, 2005).Quadro 1.Critérios de inclusão para a intervenção cirúrgica em obesidadeFonte: GARRIDO JÚNIOR et.al (2002).
Critérios para a intervenção cirúrgica no controle da obesidade.
1. IMC ≥ 40 kg/m² com ou sem comorbidades;2. IMC ≥ 35 kg/m² com uma comorbidades ou mais comorbidades ocasionadas ouagravadas pela obesidade;3. Ter sido submetido ao menos a um tratamento convencional prévio, conduzido por profissional qualificado, por período mínimo de seis meses, sem resultado ou comreengorda posterior;4. Idade entre 18 e 60 anos, casos fora desta faixa etária devem se analisadosindividualmente.5
 
2.4 Tipos de cirurgia bariátrica
As cirurgias bariátricas podem ser divididas basicamente em cirurgiasrestritivas e mistas. As cirurgias restritivas consistem naquelas que o único órgãomodificado é o estômago e que visam provocar a redução do espaço para oalimento dentro da cavidade gástrica, assim, com uma pequena quantidade decomida o paciente terá a sensação de saciedade (DÂMASO & TOCK, 2005).As cirurgias restritivas mais comuns o: gastroplastia vertical combandagem, balão intragástrico e bandagem gástrica ajustável por vídeo (DÂMASO &TOCK, 2005; HYDOCK, 2005).Já as cirurgias mistas, além do estômago, o intestino do paciente também éalterado. Neste grupo, além do fator restritivo que provoca a sensação de saciedadecom uma pequena quantidade de alimento, também existe um fator disabsortivo, oqual é conseguido pela diminuição do local de absorção de nutrientes no intestinodelgado. As técnicas mistas mais conhecidas são: derivação biliopancreática comgastrectomia distal (Cirugia de Scopinaro) e derivação gastrojejunal em Y-de-Roux(Cirurgia de Fobi-Capella) (DÂMASO & TOCK, 2005).
2.5 Aptidão cardiorrespiratória, composição corporal e cirurgia bariátrica: aimportância do exercício físico
Analisando-se o período pré-operatório, um estudo proposto por FAINTUCH,SOUZA & VALEZI (2004), investigou em 46 mulheres algumas variáveis ventilatóriasatravés da espirometria automatizada e a capacidade aeróbica mediante um testede Bruce modificado em esteira ergométrica. Desta forma, pode-se verificar que asvariáveis espirométricas médias não foram diminuídas neste estudo, no entanto,parte da população indicou mudanças restritivas adiantadas.A tolerância do exercício foi influenciada muito negativamente pelo obeso,tendo por resultado a resistência reduzida e o custo metabólico excessivo para ofuncionamento pulmonar, sendo necessária, portanto, uma melhor atenção à aptidãoe à capacidade aeróbica para candidatos à cirurgia bariátrica (FAINTUCH, SOUZA &VALEZI, 2004).6

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