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DIREITO DE VISITA JUDICIAL : manutenção da convivência entre pais e filhosSandra Josélia Ferreira Raposo
RESUMO
:
O presente Trabalho de Conclusão de Curso trata da Regulamentação de Direito de Visita comocategoria jurídica no âmbito do poder judiciário pelo Setor Social do Fórum Cível. Apresenta consideraçõessobre a ação judicial, uma vez que o Direito de Visita é garantido por lei. O objetivo deste estudo e analisar oDireito de Visita Judicial, em decorrência da necessidade de produção teórica referente ao Direito de Visita, nopropósito de contribuir com estudantes e demais profissionais interessados, com o conhecimento construído apartir da prática do Serviço Social, relacionada ao Estudo Social de Direito de Visita, em uma de suas esferas junto ao poder judiciário.
A Regulamentação de Direito de Visita tem como titular de direito a própriacriança, sendo assim, quando a dificuldade econômica acarreta o descumprimentoda obrigação do pagamento da pensão alimentícia por uma das partes, não é motivoque justifique o impedimento da presença do provedor junto aos filhos, e se essapresença não significa risco à integridade física ou moral dos mesmos.E’ nesta razão do direito de Visita Judicial que os técnicos de Serviço Socialtrabalham no atendimento aos processos das Varas de Família na realização doEstudo Social de casos, evidência o grau de interesse das partes, pai e mãe, nadisputa pelos filhos, estando estes presentes em meio a tantas outras questões deconflitos que influenciam diretamente na situação familiar, dificultando acomunicação, o diálogo e convivência. Desta forma indagamos: quais os conflitosque interferem na convivência familiar e são prejudiciais à efetivação do Direito deVisita Judicial? Como o assistente social intervém em situação de direito de VisitaJudicial?Neste entendimento estruturamos o presente estudo em três eixos deabordagens subsidiado no referencial teórico de autores que serviram de base aanálise da temática em estudo.
 
 .2
O primeiro eixo refere-se ao Direito de Família e suas implicações no âmbitofamiliar inseridos no contexto de transformações sociais, especificando a importânciade ser preservado e respeitado os direitos dos pais e filhos. O segundo eixo trata doDireito de Visita dos pais aos filhos como forma de manter a convivência e aestrutura básica familiar. E o terceiro finaliza com a intervenção do Serviço Social nagarantia de direitos dos usuários na efetivação do Direito de Visita Judicial,possibilitado após a elaboração do Estudo Social e o Parecer Técnico pré definidorda decisão judicial.Desta forma, o Serviço Social, e sua intervenção no poder judiciário adquireconhecimentos a partir da relação teórico-prática com a utilização de instrumentaistécnicos na realização de entrevista, observação de relacionamento, dentre outros,possibilitando ao profissional de Serviço Social numa abordagem dialéticacompreender as famílias em situação de Direito de Visita judicial e auxilia-los nasuperação de suas dificuldades e limitações.
1 - O DIREITO DE FAMILIA: respeito recíproco no âmbito familiar
Instituído historicamente, o direito foi se estabelecendo na sociedade capitalistaem função de necessidades e interesses de regulação, foram sendo impostos atravésdos valores culturais e posteriormente assimilados pelos homens O direito vem sendoutilizado como estratégia dos grupos dominantes para controlar e exercer seu poder demando sobre os mais fracos, favorecendo-se e privilegiando-se em detrimento damaioria da sociedade.Foi através das relações de forças sociais que o direito se estabeleceu atése tornar em direito positivo, regulamentado por lei. O direito construído através dosconfrontos foi instituído para privilegiar interesses particulares, visando apenas oindivíduo e não a coletividade.
 
 .3
O direito é um termômetro das relações sociais em uma dada sociedade pois,se de um lado ele é um fenômeno, um conjunto normativo ideológico, de outro ele é um fenômeno observável que surge dos conflitos sociais e serve para controlar esses mesmos conflitos. Assim, o direito é ideológico, é interessado,é parcial e é uma ordem emanada do poder para controlar os destinatários segundo os interesses e ideologia dos grupos que legislam (AGUIAR, 1993: p.115).
A legitimação do poder ocorre através da ordem e obediência, justificadapela necessidade da segurança subordinado aos princípios da harmonia social sãoassim, ordem do poder que os indivíduos em suas relações familiares e comunitáriasestão submetidos.O direito de família define a relação do direito do respeito recíproco noâmbito familiar, capaz de proteger os componentes do grupo no que concerne aosseus direitos e deveres, com a finalidade de não haver negligência que leve ossujeitos a perdas e danos principalmente morais e sociais.
É, portanto, o ramo do direito cível concernente às relações entre pessoas unidas pelo matrimônio ou pelo parentesco e as instituições complementares de direito positivo ou assistencial, pois embora a tutela e a curatela não advenham de relações familiares, tem, devido a sua finalidade, conexão com o direito de família(DINIZ, 1999: p. 3).
Analisando o direito de família legitimado na Constituição Federal de 1988, aqual estabelece direitos iguais entre homens e mulheres
,
Art. 226 Inciso 5º. “ 
Osdireitos e deveres referente a sociedade conjugal são exercidos igualmente pelohomem e pela mulher”( Const. 1988: p. 136)
.
A efetiva concretização desses direitosdepara-se com a questão social decorrente de diversos fatores, entre os quaispodemos citar: miséria, desemprego, má distribuição de renda, baixo nível deinstrução das famílias entre outras, o que requer do poder público a atenção àsnecessidades das famílias empobrecidas que não dispõem de mínimos sociais àsua existência, e este, em conjunto com a sociedade civil no compromisso deaplicação dos direitos.A questão social nesse contexto se faz presente como fator preponderante eatinge todas as classes sociais de forma diferenciada com conseqüências queafetam, principalmente, as famílias com baixo poder aquisitivo, afastando-as do
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