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Câmara dos Deputados
Centro de Documentação e Informação -Legislação Informatizada
Decreto nº55.866, de 25 de Março de1965
 Aprova o Regulamento para a cobrança e fiscalização do impôsto derenda.
REGULAMENTO PARA COBRANÇA E FISCALIZAÇÃO DO IMPÔSTO DERENDA 
O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 87, n ºI, da Constituição, e nos têrmos do art. 89 da Lei nº4.506, de 30 de novembro de 1964, decreta: Artigo único. Fica aprovado o Regulamento que comêste baixa, assinado pelo Ministro de Estado dos Negócios da Fazenda,para a cobrança e fiscalização do impôsto de renda a partir de de janeiro de 1965.Brasília, 25 de março de 1965; 144ºda Independência e 77ºda República.H. CASTELO BRANCOOtávio Gouveia de BulhõesLIVRO I
 Dos Contribuintes do Impôsto

TÍTULO I
 Das Pessoas Físicas Domiciliadas ou Residentes no País
CAPÍTULO I
 Das Pessoas Contribuintes.
Art. 1ºAs pessoas físicas, domiciliadas ou residentes no Brasil, que tiverem renda líquida anual superior a Cr$ 1.008.000 (ummilhão e oito mil cruzeiros), apurada de acôrdo com êste regulamento, são contribuintes do impôsto de renda, sem distinção denacionalidade, sexo, idade, estado ou profissão (Lei n º4.506, art. 1º).Parágrafo único. São também contribuintes as que perceberem rendimentos de bens de que tenham a posse, como se lhespertencessem, de acôrdo com a legislação em vigor (Decreto-lei n º5.844, art. 1ºparágrafo único).Art. 2ºOs rendimentos de menores serão tributados conjuntamente com os de seus pais (Lei n º4.506, art. 4º).Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica (Lei nº4.506, art. 4º, §1º) :a) aos filhos emancipados;b) aos filhos de primeiro leito de binuba no exercício do pátrio poder, que poderão apresentar declaração em separado;c) aos filhos menores que, auferindo rendimento de trabalho, optem pela tributação de seus rendimentos em separado.Art. 3ºNa constância da sociedade conjugal, os cônjuges deverão fazer declaração conjunta de seus rendimentos, inclusive daspensões de que tiverem o gôzo privativo (Decreto-lei n º5.844, art. 67, e Lei n º154, art. 1º, 67, §2º).§Se o regime fôr o da separação de bens, é facultado a qualquer dos cônjuges apresentar declaração em separadorelativamente aos rendimentos próprios (Lei n º154, art. 1º).§No regime da comunhão de bens, quando cada cônjuge auferir mais de Cr$ 1.008.000 (um milhão e oito mil cruzeiros)anuais, além da declaração de rendimentos do cabeça do casal, poderá,ser apresentada declaração de rendimentos do outrocônjuge, relativa aos proventos do trabalho e de bens gravados com cláusulas de incomunicabilidade e inalienabilidade (Lei n º3.470, art. 33).
 
Art. 4ºNo caso de dissolução da sociedade conjugal, pôr morte de um dos cônjuges, o sobrevivente apresentarádeclaração derendimento relativa às importâncias que perceber do seu trabalho próprio, das pensões de que tiver gôzo privativo ou de quaisquer bens que não se incluam no monte a partilhar (Decreto-lei número 5.844, art. 68).Art. 5ºSão também contribuintes as pessoas físicas residentes ou domiciliadas no país que auferirem rendimentosespecificadosnos Títulos III e IV do Livro II.CAPÍTULO II
 Do espólio
Art. 6ºAplicam-se ao espólio as normas a que estão sujeitas as pessoas físicas, observado o disposto neste capítulo (Decreto-lei nº5.844, art. 45, parágrafo único).Art. 7ºNo caso de falecimento do contribuinte, a declaração será apresentada em nome do espólio, com base nos rendimentosauferidos no ano anterior, inclusive no exercício em que fôr homologada a partilha ou feita a adjudicação dos bens (Lei n º154,artigo 1º).§Homologada a partilha ou feita a adjudicação dos bens, deverá ser apresentada pelo inventariante, dentro de 10 (dez) dias,declaração dos rendimentos auferidos entre de janeiro e a data da homologação ou adjudicação (Lei n º154, art. 1º).§O lançamento do impôsto seráfeito, até a partilha ou adjudicação dos bens, em nome do espólio (Lei n º154, art. 1º).Art. 8ºA partir da abertura da sucessão e enquanto não fôr comunicada a homologação da partilha ou a adjudicação dos bens, asobrigações estabelecidas neste regulamento ficam a cargo do inventariante (Decreto-lei n º5.844, art. 46).Parágrafo único. A comunicação de que trata êste artigo será feita à repartição lançadora do local do último domicílio do de cujospelo inventariante ou qualquer herdeiro, juntando-se os documentos comprobatórios (Decreto-lei n º5.844, art. 46, parágrafoúnico).Art. 9ºA isenção de Cr$ 1.008.000 (um milhão e oito mil cruzeiros), do art. 56, será considerada até o exercício financeiroseguinte ao ano em que ocorrer o falecimento do contribuinte (Lei nº2.354, art. 22, Lei número 2.862, art. 19, §2º, Lei n º3.553,art. 1ºe Lei nº4.154, art. 2º).Parágrafo único. Nos exercícios subseqüentes, se a renda liquida fôr superior a Cr$ 1.008.000 (um milhão e oito mil cruzeiros),calcular-se-á o impôsto progressivo aplicando à porção de renda até aquêle limite o impôsto de Cr$ 30 (trinta cruzeiros) pôr 1.000(um mil cruzeiros), desprezadas as frações de rendimentos inferiores a esta quantia, sem se atender ao limite de isenção,observando-se daí em diante a progressão constante do artigo 56 (Lei nº2.354, art. 22, Lei número 2.862, art. 19, §2º,Lei nº3.553, art. 1ºe Lei 4.154, art. 2º).Art. 10. Quando se apurar, pela abertura da sucessão, que o de cujus não apresentou declaração para os exercícios anteriores, ouo fez com omissão de rendimentos, cobrar-se-á do espólio o impôsto respectivo, acrescido da multa de mora prevista na letra d doart. 359 (Decreto-lei número 5.844, art. 49).Parágrafo único. Se as faltas forem cometidas pelo inventariante, serão punidas com as multas cabíveis de acôrdo com o Título VI do Livro VI (Decreto-lei nº5.844, art. 49, parágrafo único).Art. 11. Na falta de pagamento pelo inventariante, o cônjuge meeiro e os herdeiros e legatários responderão solidariamente pelatotalidade do débito dentro das forças da meação, herança ou legado (Decreto-lei número 5.844, art. 50).CAPÍTULO III
 Das pessoas que transferirem residência para o exterior 
Art. 12. Os domiciliados ou residentes no Brasil que se retirarem em caráter definitivo do território nacional no correr de umexercício financeiro, além da declaração correspondente aos rendimentos do ano anterior, ficam sujeitos à apresentação, imediatada declaração dos rendimentos do período de 1ºde janeiro até a data em que fôr requerida às repartições do Impôsto de Renda acertidão para os fins previstos no art. 291 (Lei nº3.470, art. 17).Parágrafo único. A declaração de rendimentos de que trata êste artigo será apresentada com o requerimento da certidão negativade débito.CAPÍTULO IV 
 Das pessoas que transferirem residência para o Brasil 
Art. 13. As pessoas que, no correr de um exercício financeiro, transferirem residências para o território nacional e, nesse mesmoexercício, iniciarem a percepção de rendimentos tributáveis de acôrdo com êste regulamento, estarão sujeitas ao impôsto noexercício seguinte, como residentes ou domiciliadas no país (Decreto-lei nº5.844, art. 61).
 
§No caso dêste artigo, serão declarados os rendimentos percebidos entre a data da chegada e o último dia do ano civil(Decreto-lei nº6.844, art. 61, parágrafo único).§Quando o residente no estrangeiro estiver submetido ao regime de tributação na fonte previsto no artigo 229 e transferirresidência para o Brasil, ficará sujeito ao impôsto como residente ou domiciliado no país, no ano que se seguir ao da mudança(Decreto-lei nº5.844, art. 60).§No caso a que se refere o parágrafo anterior, a declaração abrangerá a totalidade dos rendimentos, deduções cedulares eabatimentos relativos ao ano da mudança, na forma do disposto no art. 53 (Decreto-lei número 5.844, art. 60, parágrafo único).§As pessoas que, no correr de um exercício financeiro, transferirem residência para o Brasil e. nesse mesmo exercíciofinanceiro, se retirarem do território nacional, em caráter definitivo, serão tributadas na conformidade do disposto no art. 12.TÍTULO II
 Das pessoas Jurídicas e Emprêsas Individuais Domiciliadas no País
CAPÍTULO I
 Das pessoas contribuintes
Art. 14. As pessoas jurídicas de direito privado domiciliadas no Brasil, que tiverem lucros apurados de acôrdo com êsteregulamento, são contribuintes do impôsto de renda, sejam quais forem os seus fins e nacionalidade (Decreto-lei nº5.844, artigo27).§As emprêsas individuais, para os efeitos do impôsto de renda, ficam equiparadas às pessoas jurídicas (Lei nº4.506, art. 29, §1º).§São emprêsas individuais (Lei nº4.506, art. 41, §1º):a) as firmas individuais;b) as pessoas naturais que exploram em nome individual qualquer atividade econômica, mediante venda a terceiros, de bens ouserviços, inclusive:I -a compra e venda habitual de imóveis;II -a construção de prédios para revenda, ou a incorporação de prédios em condomínio;III -a organização de loteamento de terrenos para a venda a prestações, com ou sem construção.§Consideram-se emprêsas individuais as pessoas naturais que praticarem, habitual e profissionalmente, operações denatureza econômica, com o fim especulativo de lucro, definindo-se como tais:a) as que, no decorrer de cada exercício, contratarem a transferência, a título oneroso, da propriedade ou de direitos sôbre maisde dois imóveis, comprados no mesmo ano, ou mais de quatro, em um qüinqüênio, considerando-se, para essa quantificação. adata do instrumento inicial da transação de cada imóvel;b) as que exercerem a atividade de construtores, com responsabilidade geral pelas obras, de prédios para revenda;c) as que promoverem a incorporação de prédios em condomínio, mediante honorários recebidos na concretização daincorporação ou ao longo da construção a título de taxa de incorporação, de fiscalização da obra, de administração do condomínio,ou outro que se lhe possa assemelhar;d) as que organizarem loteamentos de terrenos para a venda a prestações, com ou sem construção, mediante honoráriosrecebidos, a qualquer título, vinculados ao sinal de cada venda ou ao pagamento de cada prestação;e) nos demais casos, quando os resultados líquidos obtidos na exploração de atividades econômicas em seu próprio nome,excluídas as referidas nas alíneas anteriores, superarem o montante dos rendimentos de outras origens que, de acôrdo com êsteregulamento, devam ser incluídos na declaração de rendimentos da pessoa física.§Não caracterizam a habitualidade, para os efeitos dos §§e 3ºdêste artigo, as operações de transferência da propriedadeou de direitos sôbre imóveis adquiridos há mais de 4 (quatro) anos, bem como sôbre os havidos pôr herança, legado, doação oupagamento de divida.§Não será considerada atividade econômica, para os efeitos da alínea b do §2º, o exercício de profissão liberal, como as demédico, engenheiro, advogado, dentista, veterinário, contador e outras que se lhes possam assemelhar.§As pessoas naturais equiparadas a emprêsas individuais na forma dêste artigo são obrigadas:
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