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Seu Corpo Sabe

Seu Corpo Sabe

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Seu corpo sabe
Eu era médico hádez anos, tendo traba-lhado, na maior partedesse tempo, como clíni-co geral em uma peque-na cidade do centro daInglaterra. No início eugostava do meu trabalho,mas após alguns anos,preocupava-me mais emais com o fato de quemuitas vezes interferianas doenças quando, na verdade, meus pacientesprovavelmente iriam me-lhorar por si mesmos se eu, e eles, tivés-semos paciência de esperar.Como médico do posto não tinhatempo para explicar a meus pacientes omotivo pelo qual nem sempre queria pres-crever-lhes medicamentos. Eu precisavaficar fora da prática cotidiana para poderdisseminar a filosofia que julgava tão im-portante.No verão de 1981, demiti-me do Ser- viço Nacional de Saúde e decidi dedicar-me totalmente a escrever um livro. Quan-to mais eu pesquisava material para o li- vro, mais convicto estava de que não con-seguia justificar meu trabalho como clíni-co geral. A filosofia que descrevi em
Bodypower 
(O poder do corpo) mudou minha vida einfluenciou tudo o que tenho escrito so-bre medicina desde 1980. Influenciou,também, milhares de médicos e milhõesde pacientes. Atualmente, a filosofia dolivro é amplamente reconhecida e aceitae o livro continua sendo um
bestseller 
nomundo inteiro.Desde 1983, venho coletando sema-nalmente novas provas dos poderes ad-miráveis do corpo humano. Existem pro- vas, apresentadas por ci-entistas de todo o mun-do, mostrando que o po-der do corpo e da menteé maior do que se poderiasonhar há apenas uma dé-cada.
Os médicos costumam estar cegos aos poderes que possuímos 
O fato é que nossocorpo é perfeitamente ca-paz de cuidar-se sozinho.No entanto, poucas pes-soas aproveitam esses mecanismos deauto-cura e a capacidade de auto-prote-ção. Em vez disso, preferimos colocar nos-sa saúde e nossa vida nas mãos de “espe-cialistas”, muitas vezes treinados para con-siderar o corpo e as doenças que o afli-gem com evidente estreiteza de visão. A grande tradia da medicina or-todoxa é que os médicos suspeitam detudo que é novo e relutam em aceitarteorias e idéias que contradizem atitudestradicionais. A história da medicina estárepleta de médicos que sofreram aoaprender que a medicina oficial não vêcom bons olhos idéias originais ou con-ceitos novos que ameaçam o
status quo
.Estudantes de medicina são ensinados aevitar perguntas incômodas e jovens mé-dicos, que querem ser bem sucedidos,aprendem logo que precisam manter-se,sem questionar, fiéis às verdades estabe-lecidas. Até que os médicos estejam prontospara estudar o inesperado, o improvávele até mesmo o aparentemente impossí- vel, os pacientes fariam bem em olharmédicos rigidamente ortodoxos com umacerta dose de suspeita e cepticismo.
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Vernon Coleman 
Vernon Coleman escreveu mais de 90 livros,traduzidos para 22 línguas 
 
Médicos influenciados 
 A prática da medicina tradicional éum grande negócio. Milhares de empre-sas têm interesse documentado na suadoença. Para cada enfermeira e cada mé-dico que oferecem serviços e conselhos,há inúmeros administradores e escriturá-rios ajudando a assegurar que a máquinamédica continue a gerar lucro. Como exis-te um interesse comercial tão grande noscuidados de saúde, são fatores comerci-ais que influenciam o tipo e a qualidadedo tratamento oferecido.O relacionamento entre médicos e in-dústrias farmacêuticas mostra claramen-te este fato. Se, por exemplo, um médicoquiser escolher um medicamento para de-terminado paciente, ele tomará sua deci-são após consultar o material publicitáriopromocional oferecido pelos fabricantesdos produtos disponíveis.Como conseqüência importante desserelacionamento entre médicos e indústriafarmacêutica, formas de terapia que não po-dem ser embaladas, vendidas e transforma-das em um produto lucrativo são ignoradastanto pelas revistas médicas quanto pelospróprios médicos, que obtêm suas informa-ções através dessas revistas.Por exemplo, embora cada vez maisestudos independentes comprovem quepessoas com hipertensão podem reduzirpermanentemente sua pressão arterialaprendendo a relaxar, a maioria dos mé-dicos ainda acredita que medicamentossão a única saída.
Programas preventivos carecem de imaginação e são ineficazes 
Quando médicos alopatas oferecem aseus pacientes alguma forma de medicina pre- ventiva, o fazem sem a mínima imaginão esem entender realmente o que os pacientesnecessitam e que tratamento pode ser eficaz.Demasiadas vezes, médicos promovem cam-panhas de educação em saúde de conteúdonegativo, que recomendam as pessoas a nãofazer isso e não fazer aquilo. A quantidade derecomendações negativas é, muitas vezes,confusa e contraditória — portanto, não éde estranhar que seja ignorada.Há duas técnicas de medicina preven-tiva que os médicos defendem.Em primeiro lugar, o
check-up
ou “tria-gem”. Esse
check-up
se enquadra magnifi-camente no relacionamento tradicionalentre médico e paciente, em que o pacien-te entra com o corpo e o médico oferecetoda a sua competência, toma todas asdecisões e assume toda a responsabilida-de. Ironicamente, estudos indicam que em-bora o
check-up
seja muito popular, seu va-lor é duvidoso. Um estudo financiado pelogoverno britânico não mostrou diferençasignificativa na saúde de pessoas que sesubmeteram a avaliações regulares duran-te sete anos e aqueles que não o fizeram.Especialistas canadenses concluíram que o
check-up
anual deveria ser descontinuado.O segundo tipo favorito de medicinapreventiva é a vacinação. Médicos e labo-ratórios farmacêuticos adoram programasde vacinação — não porque sejam parti-cularmente eficazes na prevenção de do-enças (muitas vezes, não são), mas por-que são extremamente lucrativos para to-dos os envolvidos. A tragédia, para os pa-cientes, é que as taxas de óbitos e danosassociados a algumas vacinas são muitomaiores do que os causados pela própriadoença que devem evitar.
Riscos da medicina convencional 
Há um número assustador de provasde que os hospitais são um campo fértilpara a proliferação de organismos infec-ciosos. Antes mesmo que os médicos en-tendessem como as infecções são trans-mitidas, já se sabia que alguém corajoso osuficiente para pôr os pés em um hospi-tal teria sorte se não acabasse na cova.Podemos pensar que as coisas são dife-rentes nos modernos hospitais, mas é umengano. Hoje, há provas de que se você
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está internado em um hospital e contraiuma infecção, é provável que a tenha con-traído no hospital. Se houver um ferimen-to infeccionado ou uma infecção do tra-to urinário, é quase certo que a contami-nação se deu no hospital.Existem provas de que até lanchone-tes e refeitórios hospitalares podem serprejudiciais. Os pacientes podem definharno hospital por falta de alimentação ade-quada e o risco de pegar uma infecçãodevido à comida no hospital é maior doque em um restaurante! Casos de escor-buto, beribéri e pelagra apareceram em pa-cientes hospitalizados.Exames e tratamentos hospitalarestambém podem ser perigosos. Os riscossão tantos que os médicos costumam usartermos como “idiopático”, “criptogêni-co”, “iatrogênico” e “nosocomial” paraocultar a verdade sobre a evolução dasdoenças. Exames potencialmente arrisca-dos continuam sendo feitos ainda que osbenefícios sejam poucos ou nulos. Sãopoucos os médicos que questionam sedeterminado exame é justificado.Da mesma forma, são poucos os quese perguntam se certos tipos de tratamen-tos são justificados. Hoje, um entre cadaseis leitos hospitalares é ocupado por al-guém que adoeceu devido ao tratamentorecebido. Se um paciente tem dois con-juntos de sintomas, é provável que o se-gundo conjunto tenha sido causado aotratar o primeiro.Um fato que comprova a minha afir-mação de que hospitais e médicos po-dem prejudicar sua saúde é simplesmenteeste: quando um paciente não recebe cui-dados médicos, muitas vezes ele vive mais.Em 1973, quando houve uma greve deum mês dos médicos em Israel, a taxa demortalidade caiu 40%. Em 1976, houvegreve de médicos na Colômbia e no mu-nicípio de Los Angeles. Nos dois lugaresa taxa de mortalidade caiu consideravel-mente.
Suas defesas internas  podem ser prejudicada
Muitos médicos tratam o pacientecomo se fosse um campo de batalha, adoença como se fosse o inimigo ou o alvoe o arsenal de medicamentos e outras te-rapias como se fossem armas para lutarcontra a doença. Seja receitando compri-midos ou usando o bisturi, eles estarãomuitas vezes lutando contra as defesas dopróprio organismo.Como precisam ser poderosos para lu-tar eficazmente contra as fortes reações fi-siológicas no interior do corpo, os trata-mentos modernos causam efeitos colate-rais consideráveis. Se, por exemplo, umpaciente com pressão alta causada pelo es-tresse tomar um medicamento para con-trolar a pressão, esse medicamento terá efei-to sobre todo o aparelho circulatório. Omedicamento precisa opor-se continua-mente às reações normais saudáveis docorpo diante de uma ameaça externa.Muitos vezes, existe um risco adicionalassociado a esse tipo de terapia intervenci-onista — o tratamento pode afetar a capa-cidade do organismo de lidar com outrasameaças. Por exemplo, quando o tratamen-to inclui esteróides, o organismo deixa deproduzir seus próprios esteróides. Para o or-ganismo, não há necessidade de manter re-cursos capazes de produzir esteróides inter-nos quando existe um fornecimento apa-rentemente infinito proveniente do exteri-or do corpo. Da mesma forma, se a pessoausa analgésicos em demasia, a produção deendorfina pelo organismo para aliviar a dorserá reduzida e sua eficácia será menor.Com as defesas internas danificadase enfraquecidas, a pessoa fica ainda maisdependente da intervenção de médicos etratamentos.
Ênfase exagerada no tratamento 
Os médicos ganham a vida tratandoos pacientes quando estes estão doentes.Mesmo em regiões do globo onde não
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